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Médico, corredor e duatleta

Uma prova diferente!

Neste domingo fiz minha oitava meia-maratona. Treinei pra tentar conseguir uma boa colocação pois sabia que tinha chance de subir no pódio se fizesse uma boa prova.

A meia de Bauru tinha um percurso bom até o km 9, depois era só descida e subida. Fiz os 10 primeiros kms em 45 minutos e passei os 15k com 01h e 08 minutos, muito bom mesmo com as subidas duras nessa etapa.

Estava correndo com o foco em conseguir uma boa colocação na minha faixa etária, talvez até um pódio se mantivesse esse ritmo. Porém no km 16 avistei um corredor passando mal. Estava cabisbaixo e vomitando. Resolvi parar. Tinha uns 50 anos e disse estar com muita tontura. Estávamos sozinhos neste trecho e corri até o staff da água que estava 1km atrás, porém não tinham comunicação com o staff da prova; porém conseguiram ligar pra chamar o socorro.

Chegaram em uma moto e levaram ele embora. Voltei à prova num ritmo mais confortável e fechei em 01h49″ porém fiquei satisfeito de poder ajudar um parceiro que estava passando mal. São por esses momentos que eu corro!

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Quiz – Carreira de Marílson Gomes dos Santos

Boa tarde amigos!!! Vamos entrar no espírito olímpico?

Domingo veremos um atleta diferenciado, na minha modesta opinião o maior maratonista brasileiro junto com Vanderlei Cordeiro, competir e talvez se aposentar depois de uma extensa folha corrida de sucesso e dedicação ao esporte.

Vamos torcer muito por Marilson, um verdadeiro guerreiro que venceu no esporte num país que não dá apoio público nenhum a seus atletas.


Aqui vai um Quiz pra você testar seu nível de conhecimento sobre a carreira desse atleta fantástico:


1. Ganhou a São Silvestre:
a) Quatro vezes (2001, 2003, 2006, 2010)
b) Três vezes (2003, 2005, 2010)
c) Quatro vezes (2003, 2006, 2008, 2010)
d) Três vezes (2003, 2006, 2011)
e) nda


2. Bicampeão da Maratona de Nova Iorque em:
a) 2006 e 2008
b) 2006 e 2010
c) 2006 e 2011
d) 2003 e 2006
e) nda


3. Sua melhor marca nos 10.000 metros é:
a) 29’28”
b) 28’28”
c) 27’28”
d) 26’28”
e) nda


4. Na Olimpíada de Londres:
a) abandonou no km 25
b) abandonou no km 28
c) ficou em quarto lugar
d) ficou em sexto lugar
e) nda


5. Seu melhor tempo na meia-maratona é de:
a) 01h00’12”
b) 59’33”
c) 01h00’13”
d) 59’56”
e) nda


Gabarito: baceb
Se você acertou 0 e 1: torcedor pé-duro; 2 acertos torcedor razoável; 3 acertos torcedor antenado; 4 acertos torcedor fanático e 5 acertos torcedor monstro!

Maratona – razão x coração – By Fabiano Horimoto

Tenho 44 anos, sou médico, maratonista e duatleta. Corro há 5 anos e acredito já ter passado por várias fases como corredor, num processo evolutivo muito gratificante dentro desse esporte maravilhoso. Nesse domingo, 31/7, tive mais uma lição, aprendizado e sinal que estou no caminho certo, apesar do resultado ter sido muito ruim. Corri a primeira maratona promovida pela Asics no Brasil e do ponto de vista de organização, estrutura e o que foi oferecido a nós corredores, a marca estabeleceu um nível muito mais elevado do que se oferece nas maratonas brasileiras. Foi perfeito!

Mas voltando à minha história, seria minha terceira maratona e pela primeira vez estava treinando de forma adequada, com auxílio de uma assessoria esportiva, a Lobo de São Bernardo do Campo, e com um planejamento para a prova bastante acertado. Nos 2 meses que antecederam a corrida vinha tendo dores decorrentes de inflamação na banda ileo-tibial, que consegui tratar de forma intensiva e nas 3 últimas semanas fiz todos os treinos sem dor.

No dia da prova estava bastante confiante, tudo saindo conforme planejado: alimentação, descanso e hidratação estavam em dia. Larguei ao mesmo tempo emocionado por estar ali e confiante de que iria fazer uma grande prova. A estratégia era muito simples: correr até o km 30 num pace de 5 min/km e depois reavaliar minha condição e manter ou acelerar o ritmo. Esse era o plano A. O plano B seria caso sentisse muito cansaço tentar terminar a prova abaixo de 4 horas. Mas o que ocorreu foi o plano C: tive que parar a prova na altura da meia-maratona.

Nos primeiros 10kms corri como um relógio: passei essa altura em 50’17”. Na subida da Avenida Brigadeiro o ritmo caiu muito pouco e subia com facilidade. Na descida desta mesma avenida me cuidei para não deixar aumentar muito a velocidade e correr o risco de se machucar. Tudo saiu conforme o planejado até o km 14 quando meu joelho direito fisgou, o clássico sinal da inflamação da banda ileo-tibial avisando que estava mais viva do que nunca. Corri uns 300 metros com dor. Parei, alonguei e mudei um pouco a postura, na tentativa de continuar vivo na prova. Mais dois kms e a dor voltou mais forte. No km 19 tive que parar novamente para alongar, mas já sabia que a maratona tinha ido por água abaixo.

Nessa altura a decisão mais acertada era parar na meia-maratona para a lesão não agravar. A razão pedia isso. Porém o coração queria ir até onde desse…quem sabe não completaria a prova mesmo me arrastando? Sinal de superação! Só que não: com o meu amadurecimento como corredor, continuar seria sinal de burrice e não superação. Ouvir nosso corpo falar, em caso de lesão, é o mínimo para quem deseja vida longa na corrida. Conviver com a dor do esforço extenuante na Maratona faz parte do jogo e devemos ter força mental pra não deixar o corpo parar nessa hora. Agora, conviver com a dor de uma lesão, que não melhora com o passar do tempo, pelo contrário só aumenta de intensidade, é uma tremenda estupidez.

Temos que saber processar nossas frustrações nesse momento e dar uma pausa para se recuperar, afinal de contas o calendário de provas continua e o importante é correr com saúde e qualidade!

Essa foi minha história da Maratona que virou meia-maratona por força das circunstâncias, mas como meu próprio técnico falou: usei a inteligência e não a paixão e tenho mais uma meia pro currículo, o que também é uma grande conquista!