Category Archives: Golden Serie

the golden series: we will follow the runners and their challenges competing throughout Brazil. follow this section and live vicariously the running passion.

Xterra Ilhabela: Beleza e desafio andam juntos

Ilhabela, cidade charmosa e rapidamente me conquistou… uma das cidades do litoral norte que ficam próximo onde moro e acreditem, não conhecia a cidade até pouco tempo atrás.

Comecei a freqüentar mais a cidade depois que comecei a correr, principalmente quando migrei para as corridas de montanha, fui várias vezes para treinar e então participar de provas.

Esse final de semana retornei a cidade para participar do Xterra, segunda prova do ano na ilha, a primeira foi o night run. Ano passado participei dessa mesma prova, fazendo então meus primeiros 21k de montanha.

Saí com meu namorado de São José dos Campos – SP sexta a noite, viagem tranqüila até chegar na balsa e ficar cerca de duas horas esperando para atravessar para a ilha. Depois da espera chegamos na casa onde ficamos hospedados, e com menos de 4 horas de sono antes da prova. Sábado cedo, levantamos, nos arrumamos e fomos para a largada.

Como sempre linda paisagem, um percurso com bastante sobe e desce, passando por meio de bairros e trilhas, bastante trechos com paralelepípedos e as trilhas muito boas para correr, também teve uma pequena travessia de rio que foi feita sobre as pedras.

Prova bem sinalizada, muito legal principalmente para quem está migrando das ruas para a montanha e não tem muita experiência. Quatro postos de hidratação durante o percurso e água fresca, o que é essencial afinal estava muito calor, úmido e a hidratação precisa de atenção redobrada.

Um pouco antes do km15 senti um mal estar devido ao calor e diminui um pouco meu ritmo para me recuperar e continuar bem a prova. Corri junto com meu namorado, ou melhor, ele correu comigo (risos), afinal ainda falta um pouco para correr no ritmo dele. Fizemos a prova como um treino de luxo para uma outra prova que vamos nesse final de semana e que vamos participar na categoria dupla mista.

Tenho que confessar que ainda tenho um pouco de dificuldade de correr em dupla, porque sempre acho que estou segurando a outra pessoa, e ele tem paciência viu..porque inúmeras vezes falei para ir na frente e ele disse não.

E falando em casal, essa foi uma prova que vi muitos casais correndo juntos, de todas as idades, bem bacana presenciar cenas assim e ver o incentivo um como outro.

E falando em incentivo, como dupla um ajuda o outro, no meu caso acho que ele me ajuda mais (mais risos), ele consegue mexer com meu psicológico muito bem. Faltando uns 2k para terminar a prova, sol rachando, cansaço batendo ele diz: “Agora não pode para mais”

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Todos nós já temos uma competição interna com nós mesmo que nos move, principalmente nos momentos que estamos mais cansados ou com dor, mas toda vez que ele diz algo como: não pode parar…tem que subir correndo… Não sei dizer, mas mexe com algo mais profundo, uma competição ainda mais acirrada comigo mesma começa.

Na hora sofro um pouco, mas depois vejo como me ajuda a perceber o quanto posso ir em frente e o poder que a minha mente tem sobre isso.

No final terminei a prova feliz, e com certeza irei voltar em outras etapas. Ilhabela já está no coração, e correr nesse lugar é muito bom!

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Chamonix e trail running: a combinação perfeita – by Fabi Bernades

Eu já tinha vontade de conhecer Chamonix e como tinha um compromisso profissional na Europa, procurei em função disto um camp de corrida próximo da data que deveria estar lá.

Encontrei em Chamonix um que se encaixou com as minhas datas e mal sabia o quanto estes cinco dias na região do Mont Blanc seriam tão ricos e de tão encantadora experiência.

O objetivo do camp é trabalhar técnicas de trail running, orientação, estudo de mapas e do clima da região, em locais de absolutamente tirar o fôlego por tamanha beleza e a cada dia estavamos nós, um pequeno grupo de 4 pessoas, 3 britânicos e uma brasileira guiados pelo corredor e coach Kingsley Jones da Icicle, empresa que também oferece camp de escalada e hiking, nesta aventura.

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Chamonix é uma pequena cidade francesa cercada de cadeias enormes de montanhas, próxima a fronteira da Suíça e da Itália.

O estilo de vida das pessoas é em função da montanha, durante todo o tempo vemos as pessoas de vários lugares do mundo com seus equipamentos de escalada e corrida nos bares e restaurantes, chegando ou indo para montanha, aliás minha grande surpresa foi encontrar famílias inteiras, muitas crianças pequenas e também idosos nas trilhas da montanha.

Aqui quando vamos para as trilhas raramente encontramos outras pessoas, mas lá, não importa o grau de dificuldade do percurso, sempre encontramos pessoas nas trilhas e outra coisa que também me chamou a atenção foi a quantidade de mulheres treinando sozinhas, coisa que aqui no Brasil nos traz grande receio devido a falta de segurança.

Não houve treino com menos de 2.000m de altitude, portanto todos os dias o treino já iniciava subindo, e subindo muito!!

Nestes dias pudemos vivenciar diferentes trilhas, com pedras, dentro de bosques, trilhas abertas e estreitas cercadas por geleiras.

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Praticamos técnicas de utilização do bastão para ajudar nas subidas e descidas, técnicas para coordenar o ritmo da respiração, como subir correndo passos curtos e as descidas que em alguns momentos pareciam não ter fim.

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O principal no entanto que vi ali nestes dias, foi o quanto as montanhas são amadas, cuidadas, protegidas, admiradas, porque tudo gira em torno delas, são estudadas, há investimento e incentivo para que as pessoas conheçam as montanhas e suas maravilhas.

Não vi um único papel no chão, uma única garrafa que fosse, o que vi foi somente folhas e flores, montanhas tão altas que se tornavam azuis e trilhas belíssimas que nos convidavam a correr e celebrar a vida.

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Os 5 dias de camp e suas altimetrias:

Dia 1 – Vertical Kilometre de Chamonix 1035m para Planpraz 2035m e seguimos para La Flegere 1877m voltando pela via La Floria 1377m para Chamonix.

Dia 2 – Le Tour 1453m para Aiguillette des Posettes 2201m seguindo via Col des Posettes 1997m para Col de Balme 2191m e retornando via Charamillon to Le Tour.

Dia 3 – Le Mont 1150m para Chalet des Pyramides 1895m e para Gite a Balmat 2530m e La Jonction 2589m retornando pela mesma rota.

Dia 4 – Planpincieux 1568m seguindo para La Leche 1902m, e Armina 2009m continuando para Pas Entre Deux Sauts 2525m, descendo para Rifugio Bonatti 2025m e retornando via Armina to Planpincieux.

Dia 5 – Le Bettey 1352m para Le Plan de la Cry e Pierre Blanche 1697m e Aiguillette des Houches 2285m seguimos para Pointe de Lapaz 2313m e Aiguillette du Brevent 2310m, descemos para o Refuge de Bel Lachat 2136m e Merlet and Le Bettey.

 

Fabiana Bernardes

 

 

Desafio das Serras 2016

A energia de uma prova trail é sensacional, agora imagina poder correr dois dias e ainda acampar com os outros atletas nessa atmosfera puramente trail. Essa experiência existe e estamos aqui para contar um pouco de como é o Desafio das Serras, que iremos estar presentes daqui 1 mês.

Este ano a prova irá acontecer em São Francisco Xavier interior de São Paulo 03 e 04 de setembro, uma região cercada pela Serra da Mantiqueira e que atrai muitos praticantes de corrida, trekking e MTB. A prova vem com uma dinâmica um pouco diferente das demais, ocorrendo em 2 dias com uma pernoite em um acampamento com toda a infraestrutura que nós corredores necessitamos (barraca, banheiros, alimentação e um visual incrível), a estrutura da prova é dividida em 2 percursos, médio com 40km e o longo 80k onde o atleta pode optar em ir solo ou em dupla, nós da RMX vamos no médio onde no sábado iremos percorres aproximadamente 20k até o acampamento e no domingo retornamos para a cidade completando o restante do percurso.

Dados Técnicos:

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Altimetria percurso médio.
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Altimetria percurso longo.

 

O Desafio da Serras é uma prova voltada para quem já tem um pouco de experiência no trail devido as distâncias e altimetrias, uma excelente clínica para quem pretende evoluir no esporte ou quem buscar aumentar a distância; é uma prova de fogo como preparação para o El Cruce. A prova ainda é survivor, os atletas largam com tudo que irão usar durante o percurso, os únicos apoios são nascentes e rios que possibilitam a reposição de água.

Logo mais sairá uma matéria mostrando as belezas desta região e um pouco de como foi a minha preparação para a prova; é uma região muito rica em natureza e um paraíso para quem pratica trail.

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Pedra Partida, Serra da Mantiqueira.

Corre que ainda há vagas para ambas as distâncias, não fique de fora dessa grande aventura. Para mais informações acesse:

http://www.adventurecamp.com.br/?page_id=1478

Video Desafio das Serras 2014 em SFX.

Maratona dos Perdidos: lidando com as adversidades

Chegamos no aeroporto de Guarulhos algumas horas antes do vôo, a ansiedade era grande e o tempo passava muito rápido, pra piorar o voo atrasou 40 minutos, mas finalmente embarcamos, e o que era um pânico se tranquilizou, até que curti a experiência e logo já estávamos pousando em Curitiba, fomos para retirada do kit, muito tranquilo devido ao horário e praticamente só estávamos nós; com número na mão teria o restante do dia e toda a sexta para descansar e estar pronto para a prova.

O clima era agradável, sol , pouco vento e poucas nuvens, pude descansar bem, fiquei hospedado a menos de 13 km da largada o que a principio iria facilitar muito as coisas, na sexta a tarde fomos para o local da largada para ver como estava os preparativos e quanto tempo levaríamos da casa até a fazenda de onde iriamos largar, após isso retornamos a casa.

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Arena.

Mochila pronta, devidamente alimentado e na cama as 21h  já que iriamos levantar as 3 manhã para terminar os preparativos e tomar um bom café para a largada as 6h, tudo caminhava bem quando no fim da noite acordei com barulho de trovões, um dilúvio caiu sobre tijucas, e permaneceu toda a madrugada, mas já era previsto e mesmo assim continuamos os preparativos e saímos no horário, mas com menos de 500 metros de estrada nos deparamos com o trânsito parado devido ao um acidente com uma carreta a frente, a preocupação e a frustração tomaram conta e logo pensei que tudo estava perdido, mas após uma hora parado voltamos a andar e chegamos na largada as 6:40.

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Unica foto antes da prova.

Para o meu alivio a largada ocorreu as 6:37 e mesmo largando em último embaixo de chuva estava a menos de 10 minutos do pelotão e após percorrer 3 quilômetros de subidas sentido perdidos, me deparo com uma staff que me abordou e me comunicou  que iria ter uma relargada e todos iriam retornar a base, novamente uma sensação de desapontamento por nada estar indo como planejado, e após algum tempo que todos já retornaram a base recebemos o comunicado que a prova estava cancelada devido ao excesso de chuva que fez os rios ficarem intransponíveis e a subida ao Araçatuba perigosa próximo ao cume.

Minutos depois da largada dos 105k na noite de sexta feira.

A sensação de desapontamento e frustração minha e de outros atletas era evidente mas todos no fundo sabíamos que essa decisão foi para a nossa segurança, e que realmente cruzar um rio com mais de 2 metros de profundidade sem corda já que o volume engoliu a corda seria muito perigoso e a organização tomou a atitude  correta.

Não se pode lutar contra a natureza, temos que respeitar para podermos depois usufruir.

Agora é pensar no próximo desafio, mesmo perdendo vamos dizer assim o valor da inscrição e gastos da viagem, voltar para casa bem não tem preço e ainda pude viver a experiência de voar pela primeira vez , levarei os bons momentos e aprenderei com as adversidades, até a próxima aventura.

 

O aprendizado é continuo: 45k Maratona dos Perdidos

Nem sempre as coisas saem como planejamos!

Ah…As expectativas, nós sempre criamos, e quanto mais altas, mais acabamos nos decepcionando!

A tão esperada e preparada prova, não aconteceu!

Qual o sentimento? Frustada! Chateada!

Motivo? Poderiam ter sido inúmeros, ter sido cortada no tempo de corte no meio da prova, desistência, lesão.. Mas dessa fez foi por motivos de força da natureza!

Noite anterior, sexta 15/07 ás 22h uma chuva forte e intensa começou a cair… Relâmpagos! Horário da largada dos 105k…

Choveu a noite inteira, sem parar.. Intenso!

Levantei, me arrumei e parti junto com meus amigos para a largada dos 45k. Um pouco antes de sair da pousada, ficamos sabendo que havia um acidente na estrada e estava parada!

Sim, pegamos trânsito! Estrada parada! Ficamos parados pelo menos uma meia hora… Sabíamos que não éramos os únicos parados na estrada devido ao acidente, estava até que tranqüila! Mas depois que liberou o trânsito novamente, a ansiedade chegou forte… Chegamos com quase uma hora de atraso após a largada!

Ainda estava escuro, frio e chovendo!

Minutos após largada 45k- muita chuva
Minutos após largada 105k- muita chuva

Ficamos sabendo que a largada teve um atraso, aconteceu por volta das  6h37e ainda podíamos largar se quiséssemos!

Logo quando chegamos, o ponto que discutíamos era o tempo de prova, já que nas condições de muita chuva nosso deslocamento seria mais lento que o previsto e se chegássemos a completar, terminaríamos tarde!

Mas foi questão de 5 minutos para decidir se iríamos mesmo ou não, recebemos a notícia de que não poderíamos mais largar devido as condições climáticas!

De nosso grupo 3 de nossos amigos largaram, mas conseguiram ir apenas até o 3km e a staff pediu o retorno deles por medida de segurança.

Por fim a organização cancelou a prova, decidiu reunir os atletas que haviam largado por medidas de segurança!

Confesso que é uma grande frustração se preparar tanto para uma prova e não correr, fiquei bem chateada, pensativa… Meus olhos encheram de lágrimas várias vezes, senti um nó na garganta!

A preparação, os treinos fazem parte e continuam, você não perde o que adquiriu até o momento, você já evoluiu fisicamente e até mentalmente, afinal os treinos não foram fáceis, o que mais sinto e não conseguir colocar em prova, e saber o quanto seria capaz! Demorou algumas horas para aceitar!!

Os primeiros 45k não aconteceu! Ainda não! Talvez ainda não era o momento! Mas não faltou vontade, foram outros motivos que impediram!

Sexta-feira, 15/07, dia anterior ao da prova!
Sexta-feira, 15/07, dia anterior ao da prova!

Mas também vale o aprendizado, as expectativas que criamos em volta de algo que desejamos tanto, como lidamos com as situações que não saem como planejado!

A organização agiu pensando na segurança e bem estar dos atletas e não está errada, afinal queremos que todos cheguem bem após uma prova. E dentro disso fica também o apredizado sobre a natureza, com a montanha não se brinca!! Segurança em primeiro lugar!! Temos que ver até onde é seguro começar ou continuar uma prova; quando as condições já não são mais seguras! Quem manda é a montanha, respeite e ela sempre te deixa voltar! Nesse dia ela não queria ninguém se aventutando em seu território!!

Agora é refletir sobre os sentimentos que ficaram e focar em um próximo objetivo! O aprendizado é continuo!!

 

 

Mais um desafio se aproxima.

Não fazem 3 meses que corri a KTR Serra Fina 50k, e o próximo desafio praticamente já chegou, nessa quinta dia 14/07 embarco para Curitiba para o segundo desafio do ano, a Ultramaratona dos Perdidos serão 45k com 2900 metros de desnível positivo, a prova será realizada dia 16/07 em Tijucas do Sul, largaremos as 6 da manhã e teremos 11 horas para completar o percurso.

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Uma prova muito técnica, praticamente sem retas, ou você está subindo ou descendo, diferente da KTR a prova contará com 4 pontos de apoio com suprimentos, banheiro e socorrista ao longo do percurso. Haverá um corte no quilometro 22 na qual teremos 5:30h para passar por este ponto e poder buscar a chegada dentro das 11 horas. Seremos 350 atletas nos 45k nessa empreitada, atletas profissionais, amadores e iniciantes buscando um único objetivo.

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Altimetria 45k

E a preparação não parou depois da KTR e sim foi intensificada, após me recuperar da prova voltei com força total aos treinos, muito mais confiante e com a certeza de que ainda poderia melhorar bem o meu corpo para Perdidos. Com uma planilha mais casca grossa, a maioria dos treinos foram em montanha, com longas distâncias, grande duração, subidas e descidas técnicas, novos testes de alimentação e vestuário e boas horas de trekking, afinal na Corrida de Montanha também andamos, principalmente em subidas intermináveis mas com recompensas incríveis, tenho a certeza de estar preparado para dar o meu melhor.

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Foto por Tatiana de Cássia

O frio na barriga já começou, mas por motivos diferentes ao da  Serra Fina. Optei por ir de avião para poder chegar mais descansado para a prova e poder curtir um pouco mais a viagem, e como será o meu primeiro vôo já viu né, tensão; mas com a certeza de que este será o primeiro de muitos. Outro fator que está me deixando mais ansioso é a questão do tempo, ainda não sabemos se irá chover ou não, e devido as baixas temperaturas e o vento, chegar preparado e com a certeza que estou devidamente equipado para a prova é de fundamental importância.

Estaremos cobrindo todo o evento, fiquem ligados em nossas redes sociais. Retirada do kit, concentração dos atletas, arena e muito mais você acompanha aqui na Runnermax e ainda teremos uma grande matéria pós prova com nossos colaboradores e atletas convidados mostrando na íntegra como foi essa aventura nas terras paranaenses.

 

X Terra Ilhabela – 24,5k Night Run

 

A pouco mais de um ano, após começar a me dedicar as corridas de montanha conheci Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Juntamente com a assessoria na qual participo fui para treinos e depois participei do meus primeiros 21k trail no Xterra em agosto do ano passado.

Esse ano decidi participar da edição noturna que aconteceu em maio em Ilhabela, e minha amiga Luciene me acompanhou nessa prova.

A largada foi na praia do Perequê, e saímos sentido ao Baepi, com trecho de paralelepípedo e com maior inclinação da prova, porém a prova não passou pelo pico do Baepi. A prova teve trechos de paralelepípedo e single track durante todo o percurso.

Devido a um pouco de chuva nos dias que antecederam a prova, o trecho de trilha estava úmido e escorregadio, o que tornou ainda mais desafiador já que no escuro e somente com a lanterna de cabeça torna- se mais difícil visualizar os obstáculos a frente.

Assim que entramos no primeiro trecho de single track uma subida e logo depois uma descida onde começou a distanciar mais os participantes devido a velocidade e confiança de cada um com o terreno.

A prova também passou pela estrada de terra que leva ao parque de Castelhanos, um trecho longo de subida porém não muito íngreme. Ao chegar na entrada do parque entramos em uma trilha a esquerda e percorremos um trecho de single track, subida com vários troncos pelo caminho exigindo ainda mais atenção. Ao sair do trecho de single track o relógio marcava 16,5k e a partir dali era descida e trecho plano até a chegada na praia do Perequê.

Uma noite de temperatura agradável e com uma leve e rápida garoa durante a prova. O mais interessante da prova noturna com uma distância mais longa é que ficamos sozinhos em vários trechos por um longo período, principalmente em single track o que é um excelente trabalho para a mente, pois no escuro torna se mais desafiador a trilha e os obstáculos já que o campo de visão é limitado e não conseguimos ver o que nos espera a frente, além dos barulhos que vem da mata e instigam.

A prova foi boa, desafiou o corpo e principalmente a mente. Fui com mochila de hidratação o que foi bom, pois teve longo trechos sem água. Porém não consegui me suplementar muito bem durante a prova, somente água e isotônico. O estômago não aceitou muito bem o gel, então apenas tomei bcaa e meio carbo em gel durante toda a prova. Por volta do 20k comecei a sentir dores no estômago, mas como faltava pouco para terminar a prova foi uma questão de administrar o ritmo até a chegada para não sentir muito.

Terminei a prova feliz e satisfeita, e com certeza voltarei para Ilhabela para outras provas.

KTR Serra Fina 2016 – 53km O Desafio

Estava faltando ainda alguns dias para a prova mas a ansiedade já tomava conta, já tinha revisado o regulamento, separado tudo que iria levar para a prova; até a estratégia já estava pronta apenas esperando chegar sábado e encarar a prova. Finalmente chegou a sexta-feira (15/04), junto com meu parceiro de treino e prova Paulo Pizzigati, partimos de São José dos Campos – SP rumo a cidade de Passa Quatro – MG onde seria realizado a prova; a retirada do kit e o congresso técnico foram no Hotel Recanto das Hortência.

O congresso técnico para mim é de fundamental importância, pois é nesta hora que o diretor técnico irá passar todas as características da prova e os avisos, estava literalmente entupido o salão de corredores, dava gosto de ver tantas pessoas juntas para algo tão magnífico. Mas nem tudo são flores, devido alguns problemas com órgãos ambientais, o percurso precisou ser alterado e nós do longo iríamos correr 53km com um desnível de mais de 3200 positivo. Como era a minha primeira prova longa, bateu um desespero e não consegui para de pensar, porque eu inventei de correr justamente essa prova, mas depois de um tempo coloquei a cabeça no lugar, fui para a pousada, arrumei a mochila de hidratação e cama.

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Companheiros Paulo e Julio.

Mesmo com grande ansiedade consegui dormir bem, acordamos as 4:30 da manhã, tomamos um bom café da manhã e partimos para a Pousada Pedra da Mina onde seria realizado a largada da prova ás 6:45, éramos mais de 150 atletas no longo, uma energia incrível, checagem de equipamentos e partimos para a prova. Teríamos 12 horas para completar o percurso com 2 pontos de corte, o primeiro no cume da pedra da mina no km 21 ao meio dia e o segundo no km 34 na base da segunda subida as três da tarde.

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Começo de prova.

Imprimi um ritmo bom no começo pois passaríamos por pastos e um longo período de estrada de terra antes que iniciar o single track que iria levar ao cume, já na trilha com mais de 18km e aproximadamente 3 horas de prova a subida mostrou o seu valor e correr era impossível; fazendo um pace em alguns pontos de mais de 22 minutos o quilometro, mas o objetivo era passar o corte, cheguei ao cume da prova com mais de quatro horas e meia de prova, hidratei me alimentei e iniciei a descida que seria pelo mesmo caminho da subida, terreno muito técnico mas consegui imprimir um bom ritmo e seguir na prova rumo ao segundo corte, o calor já mostrava-se um desafio a mais para todos os atletas.

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Inicio da segunda subida.

Com sete horas de prova passei pelo segundo corte e iniciei a subida para o campo do muro que seria a segunda e ultima montanha da prova, uma subida difícil tanto pelo terreno e pelo cansaço, encontramos atletas do percurso médio que faziam o campo do muro no sentido contrário dando incentivo o que dava um força extra, mas mesmo assim o corpo pediu um tempo e devido ao mal estar parei por 20 minutos na primeira sombra que encontrei, fiquei deitado tentando encontra um resposta para o que poderia ter acontecido, mas coloquei a cabeça no lugar, comi novamente mesmo não estando com o estomago 100%, me hidratei e tomei um remédio para a dor de cabeça que já me acompanhava, levantei e junto com mais 4 atletas buscamos o cume.

Nada melhor que depois de mais de 9 horas de prova ver um staff dizer: so falta 10km e é descida, vamos que dá tempo. Ali o mal estar sumiu, uma alegria surgiu e com um visual deslumbrante comecei a descida só buscando a chegada, consegui um ritmo forte e constante, passei alguns atletas mas não acabava a prova, foram 4 staff em 20 minutos falando só falta 5 km, os mais longos da minha vida.

Com 11h de prova eu ouvi a Fabi locutora do evento e ai a emoção bateu forte, faltavam poucos metros, sorriso estampado no rosto e na cabeça a certeza de dever cumprido, recebo o incentivo do pessoal e amigos que estavam a minha espera. Cruzo com 11h e 5 mim a prova mais bruta de montanha do Brasil.

Um pouco do que foi essa grande aventura.

 

O diferencial da KTR Serra Fina

Mal tinha acabado o ano de 2015 e eu já buscava montar um calendário para este ano, com um grande desafio em mente, aumentar a distância e encarar as provas longas de montanha de 40 a 60km. Devido ao tempo de preparo ser maior e mais árduo em relação as provas de 21km, escolhi a KTR – Kailash Trail Run Serra Fina em abril para ter tempo suficiente de preparar o corpo e a mente; com treinos tanto no asfalto, para ganhar rodagem e principalmente com treinos em montanha, onde busco me familiarizar com a altitude, clima e terrenos variados e adquirir confiança para na prova poder ter um bom ritmo, exercícios específicos de fortalecimento e uma boa dieta.

Algo que acho importante ressaltar é que cada pessoa tem características específicas no trail, eu por exemplo, tenho um bom ritmo de subida e uma descida em terrenos mais técnicos veloz, e no plano um ritmo bom. Com isso busco provas que tenha uma pegada mais casca grossa, com muita altimetria e bastante single track, que são provas de dificuldade moderada e avançada onde passamos por região poucos exploradas e com paisagens incríveis, tornando assim cada prova uma aventura sem igual.

A KTR Serra Fina me conquistou em 2015, quando corri os 16k; ali finalmente tive a oportunidade de encarar uma montanha de respeito e ter a certeza que escolhi o esporte certo, e com a certeza de voltar este ano. Como a organização alterou as distâncias que eram 8k, 16k e 26k para 10k, 24k e 45km e meu objetivo era as provas longas, não tinha jeito, era encarar aos 45km e conhecer a Pedra da Mina, quinto maior cume do Brasil, que seria o cume a ser alcançado este ano.

E essa prova tem algo a mais que as outras provas de trail,e por isso em 2015 foi eleita pela Go To Trail como a melhor prova de montanha no Brasil. A essência da KTR é ser uma prova única, que consegue trazer um percurso duro, bem técnico, bruto de verdade e ao mesmo tempo o mais belo, com paisagens que se não fosse a corrida, ficaríamos horas contemplando e o resultado é visível no olhar de cada atleta, quando alcança o cume e principalmente quando cruza a linha de chegada, uma emoção de poder ter vivido essa aventura, e de ser um vencedor independente do resultado.

Pico do Urubu – Quanto mais subida, melhor!

No ano de 2015 uma companheira de equipe participou da K21 series – Pico do Urubu que ocorre na cidade de Mogi das Cruzes – São Paulo e fez bons relatos sobre a prova, então esse ano resolvemos ir junto com ela na prova e nos aventurar no percurso de 21km.

Havia chovido alguns dias antes da prova, então em alguns trechos havia muito barro, o que é diversão garantida para quem gosta de trail running. A prova foi muito boa e difícil, bem técnica tanto nas subidas como descidas.

Trechos de asfalto, terra batida e single track formavam o percurso de muita subida, foi aquele tipo de prova em que a subida não tinha fim, e quando terminava, logo começava outra.

Antes do meio da prova encontrei duas companheiras de equipe em uma das longas e intermináveis subidas, em um trecho em que quase se escala de tão íngreme, e dali fomos juntas até o final da prova. Nos deparamos com vários trechos bem íngremes durante o percurso, deixando a prova bem técnica e interessante. Fomos incentivando uma a outra e em cada momento uma estava puxando a fila.

O tempo estava nublado e agradável para correr, no topo do pico estava ventando e um leve chuvisco. Paisagem bonita ao longo da prova também. Logo após o pico veio uma longa descida, bem técnica e íngreme e senti um pouco o joelho esquerdo, mas não foi necessário parar. Além de escorregar muitas vezes devido ao terreno úmido.

Foi importante ter levado a mochila de hidratação, que a pesar da organização ter fornecido pontos de hidratação, nos trechos de single track mais longos foi essencial.

Foi uma excelente experiência, tanto em questão do nível de dificuldade da prova como o espírito de equipe com as meninas, terminamos a prova juntas e de mãos dadas, afinal além de grandes desafios a corrida também nos trás e reforça boas amizades.