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Xterra Ilhabela: Beleza e desafio andam juntos

Ilhabela, cidade charmosa e rapidamente me conquistou… uma das cidades do litoral norte que ficam próximo onde moro e acreditem, não conhecia a cidade até pouco tempo atrás.

Comecei a freqüentar mais a cidade depois que comecei a correr, principalmente quando migrei para as corridas de montanha, fui várias vezes para treinar e então participar de provas.

Esse final de semana retornei a cidade para participar do Xterra, segunda prova do ano na ilha, a primeira foi o night run. Ano passado participei dessa mesma prova, fazendo então meus primeiros 21k de montanha.

Saí com meu namorado de São José dos Campos – SP sexta a noite, viagem tranqüila até chegar na balsa e ficar cerca de duas horas esperando para atravessar para a ilha. Depois da espera chegamos na casa onde ficamos hospedados, e com menos de 4 horas de sono antes da prova. Sábado cedo, levantamos, nos arrumamos e fomos para a largada.

Como sempre linda paisagem, um percurso com bastante sobe e desce, passando por meio de bairros e trilhas, bastante trechos com paralelepípedos e as trilhas muito boas para correr, também teve uma pequena travessia de rio que foi feita sobre as pedras.

Prova bem sinalizada, muito legal principalmente para quem está migrando das ruas para a montanha e não tem muita experiência. Quatro postos de hidratação durante o percurso e água fresca, o que é essencial afinal estava muito calor, úmido e a hidratação precisa de atenção redobrada.

Um pouco antes do km15 senti um mal estar devido ao calor e diminui um pouco meu ritmo para me recuperar e continuar bem a prova. Corri junto com meu namorado, ou melhor, ele correu comigo (risos), afinal ainda falta um pouco para correr no ritmo dele. Fizemos a prova como um treino de luxo para uma outra prova que vamos nesse final de semana e que vamos participar na categoria dupla mista.

Tenho que confessar que ainda tenho um pouco de dificuldade de correr em dupla, porque sempre acho que estou segurando a outra pessoa, e ele tem paciência viu..porque inúmeras vezes falei para ir na frente e ele disse não.

E falando em casal, essa foi uma prova que vi muitos casais correndo juntos, de todas as idades, bem bacana presenciar cenas assim e ver o incentivo um como outro.

E falando em incentivo, como dupla um ajuda o outro, no meu caso acho que ele me ajuda mais (mais risos), ele consegue mexer com meu psicológico muito bem. Faltando uns 2k para terminar a prova, sol rachando, cansaço batendo ele diz: “Agora não pode para mais”

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Todos nós já temos uma competição interna com nós mesmo que nos move, principalmente nos momentos que estamos mais cansados ou com dor, mas toda vez que ele diz algo como: não pode parar…tem que subir correndo… Não sei dizer, mas mexe com algo mais profundo, uma competição ainda mais acirrada comigo mesma começa.

Na hora sofro um pouco, mas depois vejo como me ajuda a perceber o quanto posso ir em frente e o poder que a minha mente tem sobre isso.

No final terminei a prova feliz, e com certeza irei voltar em outras etapas. Ilhabela já está no coração, e correr nesse lugar é muito bom!

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Chamonix e trail running: a combinação perfeita – by Fabi Bernades

Eu já tinha vontade de conhecer Chamonix e como tinha um compromisso profissional na Europa, procurei em função disto um camp de corrida próximo da data que deveria estar lá.

Encontrei em Chamonix um que se encaixou com as minhas datas e mal sabia o quanto estes cinco dias na região do Mont Blanc seriam tão ricos e de tão encantadora experiência.

O objetivo do camp é trabalhar técnicas de trail running, orientação, estudo de mapas e do clima da região, em locais de absolutamente tirar o fôlego por tamanha beleza e a cada dia estavamos nós, um pequeno grupo de 4 pessoas, 3 britânicos e uma brasileira guiados pelo corredor e coach Kingsley Jones da Icicle, empresa que também oferece camp de escalada e hiking, nesta aventura.

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Chamonix é uma pequena cidade francesa cercada de cadeias enormes de montanhas, próxima a fronteira da Suíça e da Itália.

O estilo de vida das pessoas é em função da montanha, durante todo o tempo vemos as pessoas de vários lugares do mundo com seus equipamentos de escalada e corrida nos bares e restaurantes, chegando ou indo para montanha, aliás minha grande surpresa foi encontrar famílias inteiras, muitas crianças pequenas e também idosos nas trilhas da montanha.

Aqui quando vamos para as trilhas raramente encontramos outras pessoas, mas lá, não importa o grau de dificuldade do percurso, sempre encontramos pessoas nas trilhas e outra coisa que também me chamou a atenção foi a quantidade de mulheres treinando sozinhas, coisa que aqui no Brasil nos traz grande receio devido a falta de segurança.

Não houve treino com menos de 2.000m de altitude, portanto todos os dias o treino já iniciava subindo, e subindo muito!!

Nestes dias pudemos vivenciar diferentes trilhas, com pedras, dentro de bosques, trilhas abertas e estreitas cercadas por geleiras.

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Praticamos técnicas de utilização do bastão para ajudar nas subidas e descidas, técnicas para coordenar o ritmo da respiração, como subir correndo passos curtos e as descidas que em alguns momentos pareciam não ter fim.

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O principal no entanto que vi ali nestes dias, foi o quanto as montanhas são amadas, cuidadas, protegidas, admiradas, porque tudo gira em torno delas, são estudadas, há investimento e incentivo para que as pessoas conheçam as montanhas e suas maravilhas.

Não vi um único papel no chão, uma única garrafa que fosse, o que vi foi somente folhas e flores, montanhas tão altas que se tornavam azuis e trilhas belíssimas que nos convidavam a correr e celebrar a vida.

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Os 5 dias de camp e suas altimetrias:

Dia 1 – Vertical Kilometre de Chamonix 1035m para Planpraz 2035m e seguimos para La Flegere 1877m voltando pela via La Floria 1377m para Chamonix.

Dia 2 – Le Tour 1453m para Aiguillette des Posettes 2201m seguindo via Col des Posettes 1997m para Col de Balme 2191m e retornando via Charamillon to Le Tour.

Dia 3 – Le Mont 1150m para Chalet des Pyramides 1895m e para Gite a Balmat 2530m e La Jonction 2589m retornando pela mesma rota.

Dia 4 – Planpincieux 1568m seguindo para La Leche 1902m, e Armina 2009m continuando para Pas Entre Deux Sauts 2525m, descendo para Rifugio Bonatti 2025m e retornando via Armina to Planpincieux.

Dia 5 – Le Bettey 1352m para Le Plan de la Cry e Pierre Blanche 1697m e Aiguillette des Houches 2285m seguimos para Pointe de Lapaz 2313m e Aiguillette du Brevent 2310m, descemos para o Refuge de Bel Lachat 2136m e Merlet and Le Bettey.

 

Fabiana Bernardes

 

 

Desafio das Serras 2016

A energia de uma prova trail é sensacional, agora imagina poder correr dois dias e ainda acampar com os outros atletas nessa atmosfera puramente trail. Essa experiência existe e estamos aqui para contar um pouco de como é o Desafio das Serras, que iremos estar presentes daqui 1 mês.

Este ano a prova irá acontecer em São Francisco Xavier interior de São Paulo 03 e 04 de setembro, uma região cercada pela Serra da Mantiqueira e que atrai muitos praticantes de corrida, trekking e MTB. A prova vem com uma dinâmica um pouco diferente das demais, ocorrendo em 2 dias com uma pernoite em um acampamento com toda a infraestrutura que nós corredores necessitamos (barraca, banheiros, alimentação e um visual incrível), a estrutura da prova é dividida em 2 percursos, médio com 40km e o longo 80k onde o atleta pode optar em ir solo ou em dupla, nós da RMX vamos no médio onde no sábado iremos percorres aproximadamente 20k até o acampamento e no domingo retornamos para a cidade completando o restante do percurso.

Dados Técnicos:

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Altimetria percurso médio.
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Altimetria percurso longo.

 

O Desafio da Serras é uma prova voltada para quem já tem um pouco de experiência no trail devido as distâncias e altimetrias, uma excelente clínica para quem pretende evoluir no esporte ou quem buscar aumentar a distância; é uma prova de fogo como preparação para o El Cruce. A prova ainda é survivor, os atletas largam com tudo que irão usar durante o percurso, os únicos apoios são nascentes e rios que possibilitam a reposição de água.

Logo mais sairá uma matéria mostrando as belezas desta região e um pouco de como foi a minha preparação para a prova; é uma região muito rica em natureza e um paraíso para quem pratica trail.

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Pedra Partida, Serra da Mantiqueira.

Corre que ainda há vagas para ambas as distâncias, não fique de fora dessa grande aventura. Para mais informações acesse:

http://www.adventurecamp.com.br/?page_id=1478

Video Desafio das Serras 2014 em SFX.

Maratona dos Perdidos: lidando com as adversidades

Chegamos no aeroporto de Guarulhos algumas horas antes do vôo, a ansiedade era grande e o tempo passava muito rápido, pra piorar o voo atrasou 40 minutos, mas finalmente embarcamos, e o que era um pânico se tranquilizou, até que curti a experiência e logo já estávamos pousando em Curitiba, fomos para retirada do kit, muito tranquilo devido ao horário e praticamente só estávamos nós; com número na mão teria o restante do dia e toda a sexta para descansar e estar pronto para a prova.

O clima era agradável, sol , pouco vento e poucas nuvens, pude descansar bem, fiquei hospedado a menos de 13 km da largada o que a principio iria facilitar muito as coisas, na sexta a tarde fomos para o local da largada para ver como estava os preparativos e quanto tempo levaríamos da casa até a fazenda de onde iriamos largar, após isso retornamos a casa.

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Arena.

Mochila pronta, devidamente alimentado e na cama as 21h  já que iriamos levantar as 3 manhã para terminar os preparativos e tomar um bom café para a largada as 6h, tudo caminhava bem quando no fim da noite acordei com barulho de trovões, um dilúvio caiu sobre tijucas, e permaneceu toda a madrugada, mas já era previsto e mesmo assim continuamos os preparativos e saímos no horário, mas com menos de 500 metros de estrada nos deparamos com o trânsito parado devido ao um acidente com uma carreta a frente, a preocupação e a frustração tomaram conta e logo pensei que tudo estava perdido, mas após uma hora parado voltamos a andar e chegamos na largada as 6:40.

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Unica foto antes da prova.

Para o meu alivio a largada ocorreu as 6:37 e mesmo largando em último embaixo de chuva estava a menos de 10 minutos do pelotão e após percorrer 3 quilômetros de subidas sentido perdidos, me deparo com uma staff que me abordou e me comunicou  que iria ter uma relargada e todos iriam retornar a base, novamente uma sensação de desapontamento por nada estar indo como planejado, e após algum tempo que todos já retornaram a base recebemos o comunicado que a prova estava cancelada devido ao excesso de chuva que fez os rios ficarem intransponíveis e a subida ao Araçatuba perigosa próximo ao cume.

Minutos depois da largada dos 105k na noite de sexta feira.

A sensação de desapontamento e frustração minha e de outros atletas era evidente mas todos no fundo sabíamos que essa decisão foi para a nossa segurança, e que realmente cruzar um rio com mais de 2 metros de profundidade sem corda já que o volume engoliu a corda seria muito perigoso e a organização tomou a atitude  correta.

Não se pode lutar contra a natureza, temos que respeitar para podermos depois usufruir.

Agora é pensar no próximo desafio, mesmo perdendo vamos dizer assim o valor da inscrição e gastos da viagem, voltar para casa bem não tem preço e ainda pude viver a experiência de voar pela primeira vez , levarei os bons momentos e aprenderei com as adversidades, até a próxima aventura.

 

O aprendizado é continuo: 45k Maratona dos Perdidos

Nem sempre as coisas saem como planejamos!

Ah…As expectativas, nós sempre criamos, e quanto mais altas, mais acabamos nos decepcionando!

A tão esperada e preparada prova, não aconteceu!

Qual o sentimento? Frustada! Chateada!

Motivo? Poderiam ter sido inúmeros, ter sido cortada no tempo de corte no meio da prova, desistência, lesão.. Mas dessa fez foi por motivos de força da natureza!

Noite anterior, sexta 15/07 ás 22h uma chuva forte e intensa começou a cair… Relâmpagos! Horário da largada dos 105k…

Choveu a noite inteira, sem parar.. Intenso!

Levantei, me arrumei e parti junto com meus amigos para a largada dos 45k. Um pouco antes de sair da pousada, ficamos sabendo que havia um acidente na estrada e estava parada!

Sim, pegamos trânsito! Estrada parada! Ficamos parados pelo menos uma meia hora… Sabíamos que não éramos os únicos parados na estrada devido ao acidente, estava até que tranqüila! Mas depois que liberou o trânsito novamente, a ansiedade chegou forte… Chegamos com quase uma hora de atraso após a largada!

Ainda estava escuro, frio e chovendo!

Minutos após largada 45k- muita chuva
Minutos após largada 105k- muita chuva

Ficamos sabendo que a largada teve um atraso, aconteceu por volta das  6h37e ainda podíamos largar se quiséssemos!

Logo quando chegamos, o ponto que discutíamos era o tempo de prova, já que nas condições de muita chuva nosso deslocamento seria mais lento que o previsto e se chegássemos a completar, terminaríamos tarde!

Mas foi questão de 5 minutos para decidir se iríamos mesmo ou não, recebemos a notícia de que não poderíamos mais largar devido as condições climáticas!

De nosso grupo 3 de nossos amigos largaram, mas conseguiram ir apenas até o 3km e a staff pediu o retorno deles por medida de segurança.

Por fim a organização cancelou a prova, decidiu reunir os atletas que haviam largado por medidas de segurança!

Confesso que é uma grande frustração se preparar tanto para uma prova e não correr, fiquei bem chateada, pensativa… Meus olhos encheram de lágrimas várias vezes, senti um nó na garganta!

A preparação, os treinos fazem parte e continuam, você não perde o que adquiriu até o momento, você já evoluiu fisicamente e até mentalmente, afinal os treinos não foram fáceis, o que mais sinto e não conseguir colocar em prova, e saber o quanto seria capaz! Demorou algumas horas para aceitar!!

Os primeiros 45k não aconteceu! Ainda não! Talvez ainda não era o momento! Mas não faltou vontade, foram outros motivos que impediram!

Sexta-feira, 15/07, dia anterior ao da prova!
Sexta-feira, 15/07, dia anterior ao da prova!

Mas também vale o aprendizado, as expectativas que criamos em volta de algo que desejamos tanto, como lidamos com as situações que não saem como planejado!

A organização agiu pensando na segurança e bem estar dos atletas e não está errada, afinal queremos que todos cheguem bem após uma prova. E dentro disso fica também o apredizado sobre a natureza, com a montanha não se brinca!! Segurança em primeiro lugar!! Temos que ver até onde é seguro começar ou continuar uma prova; quando as condições já não são mais seguras! Quem manda é a montanha, respeite e ela sempre te deixa voltar! Nesse dia ela não queria ninguém se aventutando em seu território!!

Agora é refletir sobre os sentimentos que ficaram e focar em um próximo objetivo! O aprendizado é continuo!!

 

 

O que te move para o próximo desafio?

Ao decidir ir para uma prova que foge completamente de tudo o que você já fez até então, bate um frio na barriga em inúmeros momentos. Desde o momento em que você perceber que fez a inscrição, depois durante o treinamento principalmente quando começa a ficar mais específico e depois quando falta poucos dias para a prova.
Quando me inscrevi para a Maratona dos Perdidos já sabia que não seria uma prova fácil, que precisaria de muitos meses de dedicação e comprometimento nos treinamentos para que quando chegasse a tão esperada data eu conseguisse alcançar meu objetivo e me sentindo bem.
Junto comigo um grupo de amigos também resolveu encarar o desafio e nos preparamos por vários meses, tanto com treinamentos nas rua, como na montanha e também fortalecimento muscular.
Durante vários treinos, tanto de rua e principalmente de montanha eu me questionei se iria conseguir terminar a prova e se estava me preparando o suficiente. Fiquei doente algumas vezes nesses período, dores de estômago, início de pneumonia,; que por alguns dias me tiraram do treinamento, me deixaram frustrada e triste por não poder treinar e lógico batia a insegurança de estar falhando com algo nos meus treinos.
Quando os treinos ficam mais intensos e longos a ficha começa a cair, que sim, eu estou me preparando para uma maratona, e sim é difícil! E você se questiona por inúmeras vezes do porque estar fazendo aquilo, e o que te mantém firme nos treinos e ir em busca desse objetivo. No meu caso é provar para mim mesma que eu sou capaz!
Por muitas vezes sempre me questionei sobre a minha própria capacidade, na persistência mental e física. Ver nos treinos a própria evolução de tempo e resistência nas longas horas de treinos nas montanhas, vai aos poucos te tornando mais forte. Pra mim durante a prova da Maratona dos Perdidos vou estar em um longo processo de conhecimento sobre mim mesma, tanto fisicamente como mentalmente, e ao cruzar a linha de chegada terei a certeza que de sou capaz, e que estou me conhecendo mais um pouco.

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Há duas semanas atrás tivemos nosso último treino específico em montanha em Campos do Jordão, não foi um trecho longo mas sim com bastante inclinação. O mesmo trecho que em janeiro fiz uma única vez, sofrendo e bem lento. Agora 6 meses depois retornei e fiz o mesmo trecho 4 vezes e bem mais rápido. Feliz? Sim, com certeza! Nunca imaginei que iria fazer aquilo de novo repetidas vezes e tão mais rápido. Confiante para a prova? Não! Impressionante como a nossa mente tem um poder tão grande sobre nós, seria para eu estar confiante após esse treino, afinal estou bem mais forte que em janeiro, mas não fiquei.
Talvez porque eu saiba que a prova será muito mais difícil que isso, porém uma certeza eu tenho, lá o meu maior desafio mais que o físico, será a minha mente.

Enquanto você lê esse texto, eu estou correndo e me conhecendo mais um pouco. E você? O que te move para o próximo desafio?

Mais um desafio se aproxima.

Não fazem 3 meses que corri a KTR Serra Fina 50k, e o próximo desafio praticamente já chegou, nessa quinta dia 14/07 embarco para Curitiba para o segundo desafio do ano, a Ultramaratona dos Perdidos serão 45k com 2900 metros de desnível positivo, a prova será realizada dia 16/07 em Tijucas do Sul, largaremos as 6 da manhã e teremos 11 horas para completar o percurso.

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Uma prova muito técnica, praticamente sem retas, ou você está subindo ou descendo, diferente da KTR a prova contará com 4 pontos de apoio com suprimentos, banheiro e socorrista ao longo do percurso. Haverá um corte no quilometro 22 na qual teremos 5:30h para passar por este ponto e poder buscar a chegada dentro das 11 horas. Seremos 350 atletas nos 45k nessa empreitada, atletas profissionais, amadores e iniciantes buscando um único objetivo.

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Altimetria 45k

E a preparação não parou depois da KTR e sim foi intensificada, após me recuperar da prova voltei com força total aos treinos, muito mais confiante e com a certeza de que ainda poderia melhorar bem o meu corpo para Perdidos. Com uma planilha mais casca grossa, a maioria dos treinos foram em montanha, com longas distâncias, grande duração, subidas e descidas técnicas, novos testes de alimentação e vestuário e boas horas de trekking, afinal na Corrida de Montanha também andamos, principalmente em subidas intermináveis mas com recompensas incríveis, tenho a certeza de estar preparado para dar o meu melhor.

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Foto por Tatiana de Cássia

O frio na barriga já começou, mas por motivos diferentes ao da  Serra Fina. Optei por ir de avião para poder chegar mais descansado para a prova e poder curtir um pouco mais a viagem, e como será o meu primeiro vôo já viu né, tensão; mas com a certeza de que este será o primeiro de muitos. Outro fator que está me deixando mais ansioso é a questão do tempo, ainda não sabemos se irá chover ou não, e devido as baixas temperaturas e o vento, chegar preparado e com a certeza que estou devidamente equipado para a prova é de fundamental importância.

Estaremos cobrindo todo o evento, fiquem ligados em nossas redes sociais. Retirada do kit, concentração dos atletas, arena e muito mais você acompanha aqui na Runnermax e ainda teremos uma grande matéria pós prova com nossos colaboradores e atletas convidados mostrando na íntegra como foi essa aventura nas terras paranaenses.

 

The North Face: Lavaredo Ultra Trail 2016

A décima edição da The North Face Lavaredo Ultra Trail, em Dolomites no norte da Itália tem início nessa sexta feira, 24 de junho ás 23 horas (18 horas horário de Brasília), no centro de Cortina. As ruas da cidade ficarão iluminadas com centenas de lanternas na qual guiarão os atletas pelos primeiros quilômetros de prova entre as montanhas de Dolomite.

Esse grande evento reúne atletas do mundo inteiro que terão tempo limite de 30 horas para completar a prova. Os atletas irão encarar 119km de trail pelas lindas montanhas com um ganho de 5.850 metros positivos.  Dentre os atletas de elite tem as brasileiras Fernanda Maciel e Manu Vilasecca.

Os participantes irão passar por lugares incríveis no Dolomites, entre eles: O Cristallo, o Tofane, Cinque Torri e claro de Tre Cime.

Dolomites 3 Cime di Lavaredo
Dolomites 3 Cime di Lavaredo

 

E para aqueles atletas que ainda não querem encarar os 119km mas desejam quebrar a barreira dos 42km da maratona, tem o percurso de 47km que ocorre amanhã, sábado dia 25 de junho com largada pela manhã. Os 1.300 atletas terão 12 horas para completar o circuito circular que irá seguir os primeiros 10km e os últimos 37km do percurso longo. Um evento e tanto para os apaixonados pelo trail.

Para acompanhar o evento:

http://www.ultratrail.it/en/

Contagem Regressiva para a Maratona dos Perdidos

Há dois finais de semanas começou os treinos ainda mais específicos para a prova, que agora está aí, batendo na porta! Falta apenas um mês!!

Nesses treinos são para testar alguns equipamentos, roupas e também alimentação, isso entra tanto suplementos, quanto alimentação sólida e líquidos.

Nunca me adaptei bem ao carbo gel, sempre tive dificuldade na digestão e um pouco de refluxo, mas nos últimos meses se tornou mais difícil ainda ingerir esse tipo de suplemento. Então optei por consumir em quantidade reduzida e em apenas algum momento específico da prova ou treino.

Nos últimos treino passei bem sem carbo em gel, consumi apenas metade em um dos treinos, já na reta final. Tenho consumido mandioca ou batata doce cozida com sal, bananinha, chocolate, mix de castanhas com frutas secas, água e isotônico.

Há pequenas variações na alimentação de um treino para o outro mais no geral esses são os itens que levo geralmente. Me adaptei bem e as dores de estômago e refluxo estão quase zero, agora dificilmente sinto indisposta devido a alimentação.

Nesse primeiro treino em que rodei por 5 horas e meia , bem no início do treino comecei a sentir a canela e panturrilha esquerda, a sensação era de estar queimando. Tive que diminuir o ritmo, perna pesada e em alguns momentos cãibra.

Começar um treino longo sentido dores é um pouco frustrante, e a vontade de parar foi grande por inúmeras vezes, e perguntas como: Será que essa dor vai me acompanhar durante todo o treino? Seria melhor parar e não forçar?

Porém também pensei que isso poderia estar acontecendo no meio da prova, e que precisava trabalhar a minha mente para essa dor e situação, afinal não iria desistir de uma prova que me preparei por meses.

Meu treinador me orientou a comer algo com sal e tomar um pouco de isotônico, e também como alongar devidamente. Depois de um pouco mais de 1 hora de treino as dores começaram a passar e o treino finalmente fluiu melhor.

Ainda senti um pouco de cãibras durante o treino, mas foram poucas em momentos isolados, mas para quem começou o treino com dores, consegui terminar bem o treino depois de 5 horas e meia.

Nesses treinos conhecemos melhor ainda nosso corpo, seus limites e também temos a oportunidade de trabalhar a nossa mente, principalmente quando estamos com alguma dor e a vontade de parar bate algumas vezes.

Terminei o treino feliz por não ter desistido e parar o treino no início por causa da dor, e a melhor parte e ter finalizado me sentindo bem fisicamente.

 

Treino trail em São Francisco Xavier

O local escolhido pela assessoria desta vez foi em São Francisco Xavier – SP em uma propriedade privada chamada Pouso do Rochedo.

O percurso curto tinha 6km e o longo 10km. Para os atletas que fossem treinar mais de 10km teriam que repetir o percurso longo. O percurso curto é todo em single track de uma longa subida e termina no Mirante do Cruzeiro com uma linda vista para as montanhas.

O percurso longo teve inicio em estrada de terra, subindo 2km e descendo esses mesmos 2km até então ter início da trilha. A trilha começa passando ao lado de várias cachoeiras, com muitas pedras, chuva de dia anterior e ambiente úmido foi preciso muita atenção e diminuir um pouco a velocidade pois estava bem escorregadio. Após o trecho de cachoeiras uma longa trilha em zigue-zague, também escorregadia devido as folhas no percurso.

Dia estava ensolarado, muito agradável; a trilha muito bonita e com visual incrível. Ao chegar ao topo uma parada rápida para alimentação, foto e logo em seguida sai para a descida. Uma descida rápida, porém de muita atenção pois estava escorregando muito, houve trechos que a sensação era de estar esquiando sem freio devido ao lodo. Então a solução foi correr mais nas beiradas da trilha onde mesmo com grama e folhas estava menos escorregadio do que no meio da trilha.

Ao final da descida, mais um pit stop e partimos para a segunda volta. Dessa vez fizemos apenas o trecho de 6km de single track. Afinal prova alvo está se aproximando e não podemos deixar de treinar subidas.

Finalizei o treino com 16km e satisfeita com o desempenho no treino. Com certeza mais um local para voltar e treinar mais vezes!