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X Terra Ilhabela – 24,5k Night Run

 

A pouco mais de um ano, após começar a me dedicar as corridas de montanha conheci Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Juntamente com a assessoria na qual participo fui para treinos e depois participei do meus primeiros 21k trail no Xterra em agosto do ano passado.

Esse ano decidi participar da edição noturna que aconteceu em maio em Ilhabela, e minha amiga Luciene me acompanhou nessa prova.

A largada foi na praia do Perequê, e saímos sentido ao Baepi, com trecho de paralelepípedo e com maior inclinação da prova, porém a prova não passou pelo pico do Baepi. A prova teve trechos de paralelepípedo e single track durante todo o percurso.

Devido a um pouco de chuva nos dias que antecederam a prova, o trecho de trilha estava úmido e escorregadio, o que tornou ainda mais desafiador já que no escuro e somente com a lanterna de cabeça torna- se mais difícil visualizar os obstáculos a frente.

Assim que entramos no primeiro trecho de single track uma subida e logo depois uma descida onde começou a distanciar mais os participantes devido a velocidade e confiança de cada um com o terreno.

A prova também passou pela estrada de terra que leva ao parque de Castelhanos, um trecho longo de subida porém não muito íngreme. Ao chegar na entrada do parque entramos em uma trilha a esquerda e percorremos um trecho de single track, subida com vários troncos pelo caminho exigindo ainda mais atenção. Ao sair do trecho de single track o relógio marcava 16,5k e a partir dali era descida e trecho plano até a chegada na praia do Perequê.

Uma noite de temperatura agradável e com uma leve e rápida garoa durante a prova. O mais interessante da prova noturna com uma distância mais longa é que ficamos sozinhos em vários trechos por um longo período, principalmente em single track o que é um excelente trabalho para a mente, pois no escuro torna se mais desafiador a trilha e os obstáculos já que o campo de visão é limitado e não conseguimos ver o que nos espera a frente, além dos barulhos que vem da mata e instigam.

A prova foi boa, desafiou o corpo e principalmente a mente. Fui com mochila de hidratação o que foi bom, pois teve longo trechos sem água. Porém não consegui me suplementar muito bem durante a prova, somente água e isotônico. O estômago não aceitou muito bem o gel, então apenas tomei bcaa e meio carbo em gel durante toda a prova. Por volta do 20k comecei a sentir dores no estômago, mas como faltava pouco para terminar a prova foi uma questão de administrar o ritmo até a chegada para não sentir muito.

Terminei a prova feliz e satisfeita, e com certeza voltarei para Ilhabela para outras provas.

KTR Serra Fina 2016 – 53km O Desafio

Estava faltando ainda alguns dias para a prova mas a ansiedade já tomava conta, já tinha revisado o regulamento, separado tudo que iria levar para a prova; até a estratégia já estava pronta apenas esperando chegar sábado e encarar a prova. Finalmente chegou a sexta-feira (15/04), junto com meu parceiro de treino e prova Paulo Pizzigati, partimos de São José dos Campos – SP rumo a cidade de Passa Quatro – MG onde seria realizado a prova; a retirada do kit e o congresso técnico foram no Hotel Recanto das Hortência.

O congresso técnico para mim é de fundamental importância, pois é nesta hora que o diretor técnico irá passar todas as características da prova e os avisos, estava literalmente entupido o salão de corredores, dava gosto de ver tantas pessoas juntas para algo tão magnífico. Mas nem tudo são flores, devido alguns problemas com órgãos ambientais, o percurso precisou ser alterado e nós do longo iríamos correr 53km com um desnível de mais de 3200 positivo. Como era a minha primeira prova longa, bateu um desespero e não consegui para de pensar, porque eu inventei de correr justamente essa prova, mas depois de um tempo coloquei a cabeça no lugar, fui para a pousada, arrumei a mochila de hidratação e cama.

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Companheiros Paulo e Julio.

Mesmo com grande ansiedade consegui dormir bem, acordamos as 4:30 da manhã, tomamos um bom café da manhã e partimos para a Pousada Pedra da Mina onde seria realizado a largada da prova ás 6:45, éramos mais de 150 atletas no longo, uma energia incrível, checagem de equipamentos e partimos para a prova. Teríamos 12 horas para completar o percurso com 2 pontos de corte, o primeiro no cume da pedra da mina no km 21 ao meio dia e o segundo no km 34 na base da segunda subida as três da tarde.

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Começo de prova.

Imprimi um ritmo bom no começo pois passaríamos por pastos e um longo período de estrada de terra antes que iniciar o single track que iria levar ao cume, já na trilha com mais de 18km e aproximadamente 3 horas de prova a subida mostrou o seu valor e correr era impossível; fazendo um pace em alguns pontos de mais de 22 minutos o quilometro, mas o objetivo era passar o corte, cheguei ao cume da prova com mais de quatro horas e meia de prova, hidratei me alimentei e iniciei a descida que seria pelo mesmo caminho da subida, terreno muito técnico mas consegui imprimir um bom ritmo e seguir na prova rumo ao segundo corte, o calor já mostrava-se um desafio a mais para todos os atletas.

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Inicio da segunda subida.

Com sete horas de prova passei pelo segundo corte e iniciei a subida para o campo do muro que seria a segunda e ultima montanha da prova, uma subida difícil tanto pelo terreno e pelo cansaço, encontramos atletas do percurso médio que faziam o campo do muro no sentido contrário dando incentivo o que dava um força extra, mas mesmo assim o corpo pediu um tempo e devido ao mal estar parei por 20 minutos na primeira sombra que encontrei, fiquei deitado tentando encontra um resposta para o que poderia ter acontecido, mas coloquei a cabeça no lugar, comi novamente mesmo não estando com o estomago 100%, me hidratei e tomei um remédio para a dor de cabeça que já me acompanhava, levantei e junto com mais 4 atletas buscamos o cume.

Nada melhor que depois de mais de 9 horas de prova ver um staff dizer: so falta 10km e é descida, vamos que dá tempo. Ali o mal estar sumiu, uma alegria surgiu e com um visual deslumbrante comecei a descida só buscando a chegada, consegui um ritmo forte e constante, passei alguns atletas mas não acabava a prova, foram 4 staff em 20 minutos falando só falta 5 km, os mais longos da minha vida.

Com 11h de prova eu ouvi a Fabi locutora do evento e ai a emoção bateu forte, faltavam poucos metros, sorriso estampado no rosto e na cabeça a certeza de dever cumprido, recebo o incentivo do pessoal e amigos que estavam a minha espera. Cruzo com 11h e 5 mim a prova mais bruta de montanha do Brasil.

Um pouco do que foi essa grande aventura.

 

O diferencial da KTR Serra Fina

Mal tinha acabado o ano de 2015 e eu já buscava montar um calendário para este ano, com um grande desafio em mente, aumentar a distância e encarar as provas longas de montanha de 40 a 60km. Devido ao tempo de preparo ser maior e mais árduo em relação as provas de 21km, escolhi a KTR – Kailash Trail Run Serra Fina em abril para ter tempo suficiente de preparar o corpo e a mente; com treinos tanto no asfalto, para ganhar rodagem e principalmente com treinos em montanha, onde busco me familiarizar com a altitude, clima e terrenos variados e adquirir confiança para na prova poder ter um bom ritmo, exercícios específicos de fortalecimento e uma boa dieta.

Algo que acho importante ressaltar é que cada pessoa tem características específicas no trail, eu por exemplo, tenho um bom ritmo de subida e uma descida em terrenos mais técnicos veloz, e no plano um ritmo bom. Com isso busco provas que tenha uma pegada mais casca grossa, com muita altimetria e bastante single track, que são provas de dificuldade moderada e avançada onde passamos por região poucos exploradas e com paisagens incríveis, tornando assim cada prova uma aventura sem igual.

A KTR Serra Fina me conquistou em 2015, quando corri os 16k; ali finalmente tive a oportunidade de encarar uma montanha de respeito e ter a certeza que escolhi o esporte certo, e com a certeza de voltar este ano. Como a organização alterou as distâncias que eram 8k, 16k e 26k para 10k, 24k e 45km e meu objetivo era as provas longas, não tinha jeito, era encarar aos 45km e conhecer a Pedra da Mina, quinto maior cume do Brasil, que seria o cume a ser alcançado este ano.

E essa prova tem algo a mais que as outras provas de trail,e por isso em 2015 foi eleita pela Go To Trail como a melhor prova de montanha no Brasil. A essência da KTR é ser uma prova única, que consegue trazer um percurso duro, bem técnico, bruto de verdade e ao mesmo tempo o mais belo, com paisagens que se não fosse a corrida, ficaríamos horas contemplando e o resultado é visível no olhar de cada atleta, quando alcança o cume e principalmente quando cruza a linha de chegada, uma emoção de poder ter vivido essa aventura, e de ser um vencedor independente do resultado.

Pico do Urubu – Quanto mais subida, melhor!

No ano de 2015 uma companheira de equipe participou da K21 series – Pico do Urubu que ocorre na cidade de Mogi das Cruzes – São Paulo e fez bons relatos sobre a prova, então esse ano resolvemos ir junto com ela na prova e nos aventurar no percurso de 21km.

Havia chovido alguns dias antes da prova, então em alguns trechos havia muito barro, o que é diversão garantida para quem gosta de trail running. A prova foi muito boa e difícil, bem técnica tanto nas subidas como descidas.

Trechos de asfalto, terra batida e single track formavam o percurso de muita subida, foi aquele tipo de prova em que a subida não tinha fim, e quando terminava, logo começava outra.

Antes do meio da prova encontrei duas companheiras de equipe em uma das longas e intermináveis subidas, em um trecho em que quase se escala de tão íngreme, e dali fomos juntas até o final da prova. Nos deparamos com vários trechos bem íngremes durante o percurso, deixando a prova bem técnica e interessante. Fomos incentivando uma a outra e em cada momento uma estava puxando a fila.

O tempo estava nublado e agradável para correr, no topo do pico estava ventando e um leve chuvisco. Paisagem bonita ao longo da prova também. Logo após o pico veio uma longa descida, bem técnica e íngreme e senti um pouco o joelho esquerdo, mas não foi necessário parar. Além de escorregar muitas vezes devido ao terreno úmido.

Foi importante ter levado a mochila de hidratação, que a pesar da organização ter fornecido pontos de hidratação, nos trechos de single track mais longos foi essencial.

Foi uma excelente experiência, tanto em questão do nível de dificuldade da prova como o espírito de equipe com as meninas, terminamos a prova juntas e de mãos dadas, afinal além de grandes desafios a corrida também nos trás e reforça boas amizades.

Trail Run e seus desafios físico e mental

A corrida de montanha é um grande desafio tanto físico como mental, estamos constantemente em uma briga do corpo com a mente, seja nos treinos ou nas provas. Um teste de limites, que devemos trabalhar em nós mesmo, pois se a mente não estiver preparada, vamos ficar no meio do caminho.

Nada melhor do que se preparar para as provas de montanha, treinando na montanha. Ter contato com os diversos tipos de terrenos, graus de dificuldade e clima nos permite familiarizar com o que iremos encontrar nas provas e estar melhor preparado.

O treino no Pico do Baepi em Ilhabela, cidade localizada no litoral norte de São Paulo foi uma excelente experiência. O treino foi guiado pelo treinador Alan Zonini, que previamente já havia mapeado o percurso.

Não é um percurso muito longo, porém o nível de dificuldade é elevado. Iniciamos com uma subida bem íngreme em rua de paralelepípedo até o mirante. Depois seguimos do mirante até o pico, por uma trilha auto guiavel; o clima estava bem quente e úmido e a atenção para a hidratação foi essencial.

A trilha tem 5k de extensão aproximadamente com uma elevação de 1080mt positivo, saindo do ponto 0. Um treino forte, que exige preparo físico e excelente para trabalhar a mente, já que são 5km somente subindo.

Estava voltando de uma semana de pouco treino devido a uma forte gripe, e o treino foi pesado, cansaço nas pernas e respiratório mas foi possível manter um bom rendimento. Os bastões de trekking ajudam muito para manter um bom ritmo nesse tipo de treino, utilizei apenas um e foi de grande ajuda.

Ao chegar no topo é preciso muita atenção, pois há muitas pedras e a atenção redobrada para não cair. Infelizmente havia muitas nuvens e não conseguimos uma boa visão do topo, mas em dias sem muitas nuvens tem uma bela vista da Ilha.

A descida requer bastante atenção devido as raízes de árvores e folhas, que juntamente com o ambiente úmido se torna bem escorregadio, além de um trecho de bambus mais ao topo do pico, mas logo que encaixa um ritmo a descida flui muito bem.

Um treino muito bom, de esforço e que com certeza voltarei para repetir o trajeto. Belo visual, tanto do mirante como da trilha em si.

Os treinos em terrenos específicos são sempre muito proveitosos, pois são nesses treinos que conseguimos identificar os pontos nos quais temos mais dificuldades, além de testar equipamentos e alimentação para eventuais provas.

Mochila de hidratação. Uma boa mochila de hidratção mantém o corpo em ação

Mochila de hidratação. Uma boa mochila de hidratção mantém o corpo em ação

 

Para aqueles que estão se preparando para sua próxima maratona, correndo por lazer, ou são adeptos de corridas de montanha ou aventura, sabe o quanto é importante manter seu corpo totalmente hidratado, para manter o seu melhor desempenho até o final. Mas não importa o nível de corredor que você é, tendo o equipamento de hidratação correto para você faz toda a diferença, e com certeza irá colaborar com os seus treinos e será uma peça chave para terminar provas de montanha e endurance!

Um nível de desempenho equilibrado para os corredores é um componente muito importante, e seu nível de concentração desempenha um papel chave em manter um bom ritmo, e manter a sua capacidade de ler os avisos que seu corpo está lhe dizendo. É por isso que o vestuário esportivo correto e os equipamentos é tão importante quanto o treinamento para os corredores.

Os acessórios de hidratação desempenham um papel fundamental no mix de produtos esportivos necessários para manter a sua resistência no nível máximo exigido. Muitos modelos estão disponíveis no momento que não só fornecem funcionalidade, mas também oferecerem conforto e estabilidade. Durante corridas de longa distância, ou corridas de montanha , a última coisa que você quer ser preocupar é com a sua mochila de hidratção, por isso a mesma deve vestir perfeitamente e não está se deslocando e provocando incomodo.

Com produtos de qualidade inferior, você pode ter uma experiência um tanto quanto frustrante, e perder sua concentração e  foco com pequenos detalhes que estão incomodando, e não se concentrar devidamente na sua atividade, ou pior ainda, você pode se machucar seriamente.

As Mochilas de Hidratação são especialmente desenvolvidas para a corrida.

Assim como o tênis de corrida adequado, roupas esportivas e acessórios, tais como um pedômetro, todos têm certas características que você deseja, a fim de ajudá-lo a ter um melhor desempenho como um todo. O mesmo se aplica quando você for escolher sua mochila de hidratação, afinal as mochilas não são iguais, e elas também têm características que podem diferir na sua aplicação.

A distância e a modalidade da atividade que pratica, seja de rua ou montanha irá determinar o modelo, o conforto que você está procurando e também a funcionalidades desejada. Existem desde os cintos de hidratação mais simples com pequenas garrafas, até os mais completos com diversos bolsos, para carregar chaves, celular e suplementos. Para as corridas de endurance e montanha as mochilas são uma ótimas; também podem ser encontradas em diversos modelos com diferente capacidades, possuem reservatório de água, garrafas, bolsos,  além de recursos também ajustáveis que irão impedir que a mochila fique solta no corpo e se movendo durante a corrida, esses e outros recursos pode ser exatamente o que você está procurando em uma mochila de hidratção.

A boa notícia é que, com a incrível tecnologia e design, você tem mais do que nunca muitas opcões, e quando você começar a procurar em lojas especializadas de esportes de aventuras ou em lojas online, você não deve ter problemas em encontrar a mochila correta para você, suas necessidades e seu tipo de esporte.

Sabemos a importância de manter os níveis de concentração durante uma boa corrida, ou qualquer outra atividade esportiva que exige a sua mente para manter o foco necessário. Tendo as melhores ferramentas de hidratação para ajudar você a atingir seus objetivos, e impedi-lo de quebrar o seu nível de concentração é crucial para qualquer esporte. Manter o corpo totalmente hidratado é certamente importante para você e sua saúde, então não deve haver nenhum problema quando você decidir selecionar sua mochila de hidratação para corrida.

Trail Running

Trail Running

Foi dada a largada aos treinos específicos na montanha!

Começou oficialmente os treinos de montanha, onde treinamos em terreno específico, afinal para se correr na montanha é preciso treinar na montanha.

O primeiro treino do ano foi no Pico do Diamante em Campos do Jordão, na trilha da onça. O objetivo desse primeiro treino foi avaliar as condições físicas de todos os atletas para poder elaborar as planilhas de acordo com as necessidades de cada um e objetivos.

Inicialmente começamos correndo por uma estrada de chão batido, por 5km até o pico, nesse trajeto fomos aquecendo mas não deveríamos chegar cansados ao cume, pois a parte principal ainda iria acontecer. Chegando ao cume nosso treinador passou as orientações sobre a segunda parte do treino.

Descemos uma single track de 1.200mt, bem técnica, escorregadia e com mata fechada, e aí a historia ficou séria. A volta ao cume, pelo mesmo caminho que descemos, com ganho de quase 500mt de desnível.

A volta foi bem cansativa, requer bom condicionamento físico e força nas pernas. Freqüência cardíaca subiu bastante. Fechei a subida com 27 minutos, ainda precisa melhorar e baixar alguns minutos. O que mais senti foi o cansaço respiratório, então vou me atentar para melhorar isso.

Após todos terminarem a subida, fizemos um treino em um percurso de uns 100metros aproximadamente, descendo e subindo para avaliar quais as nossas dificuldades principalmente na descida em single track.

O retorno foi de 5km pela mesma estrada que fomos. Totalizando 12km de treino. Os treinos específicos são os que mais gosto, pois conseguimos uma percepção melhor das nossas dificuldades e o que temos que melhorar, além de estar no meio da natureza.

Nosso treinador enviou um questionário no qual temos que responder avaliando o treino, nossas dificuldades e também nosso tempo em relação a subida de single track. A partir dessas informações o treino vai ser montado e também teremos base para avaliações em outros treinos.

E os treinos continuam, porque esse ano as provas estão casca grossa.

A montanha é encantadora e majestosa. Quem manda é ela!! Quando nos deparamos com treinos e provas com nível de dificuldade maior sempre nos questionamos o porque estamos lá. Não existe uma resposta muito clara, o prazer de estar em meio a natureza e contemplar a sua beleza é apaixonante, é sofrido, exaustivo, acho até que gostamos de sofrer. Mas a melhor parte é sempre quando acaba, quando conseguimos vencer o desafio e a nós mesmos, essa é a melhor sensação: A vitória sobre nós mesmos!

 

A natureza exuberante e lindos lugares para correr

Quem é adepto das corridas de montanha e adora estar em meio a natureza está sempre em busca de novos lugares para treinar e explorar o ambiente. A região do Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e Vale do Paraíba no estado de São Paulo oferece muitas opções para os amantes de montanhas.

Campos do Jordão é conhecida pelo seu estilo europeu e muito procurada durante o período de inverno, oferece belas paisagens e ótimos lugares para treinar nas montanhas, com elevado nível de dificuldade e bem técnico.

São Bento do Sapucaí é conhecida e muito procurada pelo seu cartão postal; a Pedra do Baú, e é outra cidade que também oferece ótimas opções de trilhas. Ambas as cidades são palco de provas como Indomit e KTR Series.

Outro local que tem suas belezas e desafios a parte é a trilha São Francisco Xavier – Monte verde. Em alguns trechos muitas pedras tornam a trilha um desafio, pois a umidade deixa bem escorregadio.

Ilhabela no litoral norte de São Paulo tem seu charme e também recebe muitos eventos esportivos durante o ano de trail running, MTB, SUP, canoagem entre outros. Na ilha há praias que o acesso é somente por 4×4 ou andando. Existem opções de trilhas de diferentes níveis de dificuldade e claro com um percurso atrativo, como por exemplo Bonete, Praia de Castelhanos e Pico do Baepi.

Não muito distante das cidades do Vale do Paraíba, em Minas Gerais na cidade de Passa Quatro, encontrasse a majestosa Serra Fina. Também local de uma das etapas da KTR Series, prova considerada uma das mais casca grossa do Brasil. A Serra Fina é considerada um percurso de dificuldade alto além das mudanças climáticas rápidas que acontecem durante o dia.

Esses são apenas alguns locais freqüentados e muito bons para treinos, mas vale lembrar que é necessário tirar informações suficientes sobre o local, clima e trilhas. Se estas são auto guiáveis ou não e a necessidade de GPS para o trajeto, para não correr o risco de se perder. Checar as condições climáticas para o dia e levar hidratação e alimentação necessária para os treinos e kit primeiros socorros são fundamentais. Os treinos em grupos serão mais seguros e proveitosos.

Praticar o esporte com consciência, responsabilidade e respeito a natureza. As montanhas são majestosas, respeite-as e assim terá o melhor delas.