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O que te move para o próximo desafio?

Ao decidir ir para uma prova que foge completamente de tudo o que você já fez até então, bate um frio na barriga em inúmeros momentos. Desde o momento em que você perceber que fez a inscrição, depois durante o treinamento principalmente quando começa a ficar mais específico e depois quando falta poucos dias para a prova.
Quando me inscrevi para a Maratona dos Perdidos já sabia que não seria uma prova fácil, que precisaria de muitos meses de dedicação e comprometimento nos treinamentos para que quando chegasse a tão esperada data eu conseguisse alcançar meu objetivo e me sentindo bem.
Junto comigo um grupo de amigos também resolveu encarar o desafio e nos preparamos por vários meses, tanto com treinamentos nas rua, como na montanha e também fortalecimento muscular.
Durante vários treinos, tanto de rua e principalmente de montanha eu me questionei se iria conseguir terminar a prova e se estava me preparando o suficiente. Fiquei doente algumas vezes nesses período, dores de estômago, início de pneumonia,; que por alguns dias me tiraram do treinamento, me deixaram frustrada e triste por não poder treinar e lógico batia a insegurança de estar falhando com algo nos meus treinos.
Quando os treinos ficam mais intensos e longos a ficha começa a cair, que sim, eu estou me preparando para uma maratona, e sim é difícil! E você se questiona por inúmeras vezes do porque estar fazendo aquilo, e o que te mantém firme nos treinos e ir em busca desse objetivo. No meu caso é provar para mim mesma que eu sou capaz!
Por muitas vezes sempre me questionei sobre a minha própria capacidade, na persistência mental e física. Ver nos treinos a própria evolução de tempo e resistência nas longas horas de treinos nas montanhas, vai aos poucos te tornando mais forte. Pra mim durante a prova da Maratona dos Perdidos vou estar em um longo processo de conhecimento sobre mim mesma, tanto fisicamente como mentalmente, e ao cruzar a linha de chegada terei a certeza que de sou capaz, e que estou me conhecendo mais um pouco.

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Há duas semanas atrás tivemos nosso último treino específico em montanha em Campos do Jordão, não foi um trecho longo mas sim com bastante inclinação. O mesmo trecho que em janeiro fiz uma única vez, sofrendo e bem lento. Agora 6 meses depois retornei e fiz o mesmo trecho 4 vezes e bem mais rápido. Feliz? Sim, com certeza! Nunca imaginei que iria fazer aquilo de novo repetidas vezes e tão mais rápido. Confiante para a prova? Não! Impressionante como a nossa mente tem um poder tão grande sobre nós, seria para eu estar confiante após esse treino, afinal estou bem mais forte que em janeiro, mas não fiquei.
Talvez porque eu saiba que a prova será muito mais difícil que isso, porém uma certeza eu tenho, lá o meu maior desafio mais que o físico, será a minha mente.

Enquanto você lê esse texto, eu estou correndo e me conhecendo mais um pouco. E você? O que te move para o próximo desafio?

Contagem Regressiva para a Maratona dos Perdidos

Há dois finais de semanas começou os treinos ainda mais específicos para a prova, que agora está aí, batendo na porta! Falta apenas um mês!!

Nesses treinos são para testar alguns equipamentos, roupas e também alimentação, isso entra tanto suplementos, quanto alimentação sólida e líquidos.

Nunca me adaptei bem ao carbo gel, sempre tive dificuldade na digestão e um pouco de refluxo, mas nos últimos meses se tornou mais difícil ainda ingerir esse tipo de suplemento. Então optei por consumir em quantidade reduzida e em apenas algum momento específico da prova ou treino.

Nos últimos treino passei bem sem carbo em gel, consumi apenas metade em um dos treinos, já na reta final. Tenho consumido mandioca ou batata doce cozida com sal, bananinha, chocolate, mix de castanhas com frutas secas, água e isotônico.

Há pequenas variações na alimentação de um treino para o outro mais no geral esses são os itens que levo geralmente. Me adaptei bem e as dores de estômago e refluxo estão quase zero, agora dificilmente sinto indisposta devido a alimentação.

Nesse primeiro treino em que rodei por 5 horas e meia , bem no início do treino comecei a sentir a canela e panturrilha esquerda, a sensação era de estar queimando. Tive que diminuir o ritmo, perna pesada e em alguns momentos cãibra.

Começar um treino longo sentido dores é um pouco frustrante, e a vontade de parar foi grande por inúmeras vezes, e perguntas como: Será que essa dor vai me acompanhar durante todo o treino? Seria melhor parar e não forçar?

Porém também pensei que isso poderia estar acontecendo no meio da prova, e que precisava trabalhar a minha mente para essa dor e situação, afinal não iria desistir de uma prova que me preparei por meses.

Meu treinador me orientou a comer algo com sal e tomar um pouco de isotônico, e também como alongar devidamente. Depois de um pouco mais de 1 hora de treino as dores começaram a passar e o treino finalmente fluiu melhor.

Ainda senti um pouco de cãibras durante o treino, mas foram poucas em momentos isolados, mas para quem começou o treino com dores, consegui terminar bem o treino depois de 5 horas e meia.

Nesses treinos conhecemos melhor ainda nosso corpo, seus limites e também temos a oportunidade de trabalhar a nossa mente, principalmente quando estamos com alguma dor e a vontade de parar bate algumas vezes.

Terminei o treino feliz por não ter desistido e parar o treino no início por causa da dor, e a melhor parte e ter finalizado me sentindo bem fisicamente.

 

Treino trail em São Francisco Xavier

O local escolhido pela assessoria desta vez foi em São Francisco Xavier – SP em uma propriedade privada chamada Pouso do Rochedo.

O percurso curto tinha 6km e o longo 10km. Para os atletas que fossem treinar mais de 10km teriam que repetir o percurso longo. O percurso curto é todo em single track de uma longa subida e termina no Mirante do Cruzeiro com uma linda vista para as montanhas.

O percurso longo teve inicio em estrada de terra, subindo 2km e descendo esses mesmos 2km até então ter início da trilha. A trilha começa passando ao lado de várias cachoeiras, com muitas pedras, chuva de dia anterior e ambiente úmido foi preciso muita atenção e diminuir um pouco a velocidade pois estava bem escorregadio. Após o trecho de cachoeiras uma longa trilha em zigue-zague, também escorregadia devido as folhas no percurso.

Dia estava ensolarado, muito agradável; a trilha muito bonita e com visual incrível. Ao chegar ao topo uma parada rápida para alimentação, foto e logo em seguida sai para a descida. Uma descida rápida, porém de muita atenção pois estava escorregando muito, houve trechos que a sensação era de estar esquiando sem freio devido ao lodo. Então a solução foi correr mais nas beiradas da trilha onde mesmo com grama e folhas estava menos escorregadio do que no meio da trilha.

Ao final da descida, mais um pit stop e partimos para a segunda volta. Dessa vez fizemos apenas o trecho de 6km de single track. Afinal prova alvo está se aproximando e não podemos deixar de treinar subidas.

Finalizei o treino com 16km e satisfeita com o desempenho no treino. Com certeza mais um local para voltar e treinar mais vezes!