Category Archives: Corrida de Rua

Mizuno Uphill: A trajetória de uma grande conquista – by Rodrigo Falcão

Foram 396 dias de espera, entre o momento da pré inscrição até o dia da Maratona, durante o período, vários acontecimentos e sensações como ansiedade, fatalidade, incertezas, fisioterapias, recuperação e treinos, nortearam minha caminhada até a conquista do objetivo, a Uphill Mizuno Marathon Serra do Rio do Rastro.

Imponente, Serra do Rio do Rastro
Imponente, Serra do Rio do Rastro

Em maio de 2015, tomei conhecimento da prova através de amigos que mostraram o famoso vídeo do Sapo (Propaganda da Uphill de 2014), ao assistir, de forma instantânea instigou minha vontade em participar da prova.

Ao abrir a pré inscrição da prova, uma grande amiga realizou a minha inscrição, porém ainda ocorreria o sorteio.

Nos meses de junho e julho comecei a treinar longas distâncias com o intuito de ganhar resistência e rodagem, porém no dia 13/07, ao treinar em um avenida de SJC, fui atropelado e conduzido ao hospital.

Alguns dias depois, ao retornar ao médico, e verificar minha ressonância, ele constatou que meu menisco estava esmagado e tinha afetado um pouco da cartilagem, informou ainda, que eu nunca mais iria correr uma prova longa. Ao sair da clínica chateado e com raiva, recebo a informação que estava entre os corredores sorteados a participar da prova. Era um sinal !

Após mais de uma centena de sessões de fisioterapia, onde o vídeo da prova me acompanhou diariamente, motivando e incentivando a acreditar no objetivo; sendo acompanhado por uma assessoria de corrida, onde profissionais direcionam o melhor caminho através de treinamentos específicos, cheguei preparado para participar da prova.

Na véspera da prova, diversos aspirantes a ninja runners se encontraram no aeroporto de Congonhas-SP, com destino a cidade de Juaguaruna-SC. Antes da decolagem, fomos muito bem recebidos na aeronave e os atletas estavam super empolgados.

Ao chegar na cidade, encontramos pessoas acolhedoras, amigas e dispostas a nos ajudar da melhor forma. Em Treviso, durante a retirada do kit, encontramos um ginásio com uma grande estrutura, tudo bem organizado, contendo produtos da Mizuno, local para massagem (sem filas) e muita comida (lanches, biscoitos, bolos, café e sucos) a disposição dos atletas.

No dia da prova, após uma boa noite de sono e almoçando mais cedo em Lauro Muller, tendo em vista que a largada da Maratona ocorre as 15hs, partimos para Treviso no aguardo da largada.

Antes da largada em Treviso
Antes da largada em Treviso

Antes da largada, a organização surpreendeu os atletas com uma apresentação japonesa com os tradicionais tambores da cultura japonesa e escutamos o famoso áudio do sapo; logo não teve como não lembrar da trajetória, dos familiares e amigos, das mensagens e segurar as lágrimas na largada.

Durante a prova, as pessoas das cidades nos motivavam, principalmente as crianças.Ao chegarmos ao Paredão da Serra do Rio do Rastro, confesso que ao olhar, a danada assusta e logo São Pedro tratou de nos mandar aquele dilúvio para abençoar nossa subida.

Rodrigo durante a subida da Serra
Rodrigo durante a subida da Serra

Por fim, os 42k viraram 44k e as dores no corpo e o cansaço quase atrapalham a nossa conclusão, porém nada iria tirar o gosto da nossa conquista!

 

 

A Muralha Marathon: o grande desafio – by Fernanda Granja

Há três anos tenho como objetivo fazer uma maratona por ano. Faço isso com o intuito de me manter disciplinada tanto nos treinos como na alimentação e com isso tentar me manter em forma.

Escolhi a SP City Marathon da Asics como objetivo principal de 2016, porém qual foi minha surpresa quando algumas semanas antes dessa prova meu treinador Alan Zonzini me falou sobre uma outra maratona – A Muralha – e me perguntou se eu não gostaria de fazer também. Claro que minha primeira reação foi dizer não; ainda mais quando soube que a prova seria subindo de Penedo a Visconde de Mauá e a data seria apenas três semanas após a Asics!

Depois de algumas conversas com meu treinador e com meu marido – Hector – que decidiu fazer a prova, fui convencida a encarar o desafio.

Fiz apenas dois treinos específicos com subidas significativas e após o segundo treino me senti um pouco mais confiante mas fui para a prova muito ansiosa e com apenas um objetivo em mente: terminar dentro do tempo proposto pela organização.

No fim de semana fizemos uma viagem muito agradável para Penedo. No dia anterior a prova fomos até Visconde de Mauá para a retirada do kit; conversamos com alguns corredores e pessoas da organização o que só fez aumentar minha ansiedade e expectativa.

Fernanda e seu marido Hector antes da prova.
Fernanda e seu marido Hector antes da prova.

O dia da prova amanheceu um domingo chuvoso o que me deixou um pouco preocupada pois não gosto de correr com chuva. Na hora da largada porém, a chuva deu uma trégua e a temperatura agradável facilitou muito o andamento dos primeiros kilometros.

A vista maravilhosa e a atmosfera positiva da prova me fizeram sentir cada vez melhor durante todo o percurso e fiquei surpresa ao perceber que tinha passado com folga no ponto de corte!

Isso me motivou ainda mais a encarar o trecho até o kilometro  30 que seria a subida mais dura. Cheguei me sentindo ótima no kilometro 34 e encarei com coragem o trecho final que para mim se revelou o mais difícil da prova!

Chorei de alegria ao perceber, na chegada, que havia concluído a prova num tempo muito melhor do que eu esperava e ao final de tudo a grande surpresa: fui chamada para o pódio pois fiquei em segundo lugar da categoria feminino amador!

IMG_4044

Participar da prova A Muralha foi uma experiência única pois tive a oportunidade de encarar um grande desafio, em uma prova com uma organização impecável e ainda não apenas atingir mas superar meus objetivos. E agora estou pronta: que venham novos desafios!

Fernanda Sá Granja

Quiz – Carreira de Marílson Gomes dos Santos

Boa tarde amigos!!! Vamos entrar no espírito olímpico?

Domingo veremos um atleta diferenciado, na minha modesta opinião o maior maratonista brasileiro junto com Vanderlei Cordeiro, competir e talvez se aposentar depois de uma extensa folha corrida de sucesso e dedicação ao esporte.

Vamos torcer muito por Marilson, um verdadeiro guerreiro que venceu no esporte num país que não dá apoio público nenhum a seus atletas.


Aqui vai um Quiz pra você testar seu nível de conhecimento sobre a carreira desse atleta fantástico:


1. Ganhou a São Silvestre:
a) Quatro vezes (2001, 2003, 2006, 2010)
b) Três vezes (2003, 2005, 2010)
c) Quatro vezes (2003, 2006, 2008, 2010)
d) Três vezes (2003, 2006, 2011)
e) nda


2. Bicampeão da Maratona de Nova Iorque em:
a) 2006 e 2008
b) 2006 e 2010
c) 2006 e 2011
d) 2003 e 2006
e) nda


3. Sua melhor marca nos 10.000 metros é:
a) 29’28”
b) 28’28”
c) 27’28”
d) 26’28”
e) nda


4. Na Olimpíada de Londres:
a) abandonou no km 25
b) abandonou no km 28
c) ficou em quarto lugar
d) ficou em sexto lugar
e) nda


5. Seu melhor tempo na meia-maratona é de:
a) 01h00’12”
b) 59’33”
c) 01h00’13”
d) 59’56”
e) nda


Gabarito: baceb
Se você acertou 0 e 1: torcedor pé-duro; 2 acertos torcedor razoável; 3 acertos torcedor antenado; 4 acertos torcedor fanático e 5 acertos torcedor monstro!

O inesperado top 20 – por Mari Brugger

Asics Golden Run 21k – por Mariana Brugger

Essa prova não estava no meu calendário do semestre e resolvi competi-la poucas semanas antes a convite da Asics, desde então resolvi continuar meus treinos com subidas, os que já estava fazendo para o desafio Beat The Sun que competi há pouco mais de um mês.

Cheguei em São Paulo na sexta feira, tive alguns compromissos ao longo do dia e a noite fui conhecer um pouco da vida noturna da cidade. Mesmo com poucas horas de sono acordei cedo e fui no Ibirapuera fazer um treino para soltar a musculatura e prepara-la para a prova. Almocei com alguns amigos do grupo Bio2 Organic, que até então eram virtuais e a noite aquele tradicional jantar de massas em uma cantina super charmosa com amigas.

Dia da prova, despertador tocou as 4:20, comecei a me arrumar e me dei conta que o café da manhã do hotel não abriria a tempo e tudo que eu tinha no quarto era uma garrafa de água e géis de carboidrato que usaria ao longo da prova, depois de 5 minutos de desespero minha amiga Luciana me ofereceu um café da manhã na casa, ufaaaa, então peguei um táxi e fui encontra-la. Saímos da casa dela correndo e 1 km depois já estávamos no lugar da largada, deixamos nossas coisas no guarda volumes e fomos para o funil da largada.

Larguei sem muita pretensão de fazer meu recorde na distância que era de 1h35 já que o percurso era muito travado e com grandes subidas e não consegui chegar cedo e pegar uma boa posição no funil de largada, comecei a prova com o pórtico marcando quase 3′, falei até com a minha amiga Luciana que seria impossível conseguir a medalha Top 20 já que ela é recebida por ordem de chegada e não pelo tempo líquido de prova.

Passei pelo pórtico de largada com uns 3 minutos depois e muita, muita gente estava na minha frente, então o primeiro km foi bem devagar e desviando das pessoas, no segundo já comecei a conseguir colocar o pace que estava pensando em fazer, 4:30/km, fui assim ate o km 4, quando comecei a me sentir muito bem e decidi ser ousada e ariscar tudo, baixei muito e virei os primeiros 5km para 4’27″/km, continuei acelerando e os outros 5km já saíram para 4’17″/km os outros 5km saíram para 4’19″/km com a subida da brigadeiro e os últimos 6km pace de 4’14″/km ou seja, uma prova perfeita, progressiva e muito forte!

image1-2

Quando cruzei a linha de chegada e fui recebida com a linda medalha de TOP 20 transbordei de felicidade por ter sido algo super inesperado pra mim!

No resultado geral fiquei em oitavo lugar! Agora fico na vontade de fazer um sub 1h30, quem sabe ainda esse ano.

Meu próximo desafio será o mundial de IRONMAN 70.3 na Austrália dia 4 de setembro. Torçam muito por mim!

image3

Asics, a maratona dourada

Estava me preparando para a minha primeira maratona, a internacional de São Paulo, que seria dia 17 de abril de 2.016, quando apareceu a Asics São Paulo City Marathon, marcada para dia 31 de julho. Circuito inédito, me pareceu interessante. Já estava treinando, seria só esticar o treino mais 3 meses, ainda daria para melhorar a performance.. perfeito! Fiz a inscrição.

Fiz a maratona de SP, foi maravilhoso e já comecei a focar na Asics. Primeiro contratempo veio logo em seguida: começo de maio, quando ia começar a pegar pesado nos treinos, tropecei durante um treino funcional e torci o tornozelo. A princípio, nada grave, nenhuma fratura nem ruptura. Só precisava descansar, colocar gelo, o básico.

Mas nesta época meu pai, que mora em Ubatuba, uns 130 km da minha cidade, estava em estado terminal, câncer em metástase, eu estava indo direto para lá para ficar com ele e minha mãe. Neste período, sem chance de cuidar do pé e a lesão não regrediu. Ele faleceu em 16 de maio, e dias antes, tinha perguntado se eu iria fazer outra maratona. Respondi que sim, já estava chegando a próxima, ele, embora debilitado, sorriu. Aí, virou uma promessa!

Fiz fisioterapia, o pé melhorou e voltei a treinar. Frio intenso de inverno, comecei a sentir dor intensa nas costas, onde fiz cirurgia. Fiz um treino de 39 km, onde comecei a sentir dor desde o km24, parecia que estava sendo apunhalada. No final não conseguia ficar com as costas retas, nem respirar direito. Só terminei o treino por que, se desistisse, sabia que não ia conseguir encarar o desafio da maratona. Se doeu naquele dia, poderia acontecer o mesmo no dia da prova. Neste dia, não consegui nem dormir de dor e aí voltei no fisioterapia. Ele fez umas mágicas, as dores foram aliviando, comecei a fazer rpg, para melhorar a postura, deu certo.

Dia da prova, empolgação total! Como, por todos os transtornos, não tinha treinado adequadamente, estava totalmente desencanada com tempo, minha meta era, exclusivamente, cruzar a linha de chegada, de preferência, inteira. Meu namorado, Ricardo, me acompanhou de bike a partir dos 21km, foi mágico correr junto com ele.

E a corrida foi fantástica! Foi muito mais cansativa do que a primeira, por falta de preparo, mesmo, mas consegui fazer todo o percurso correndo, sem caminhar. Fiz algumas paradas, para tirar a roupa quente, quando o sol saiu. Parada inédita no posto médico: distribuíram uma esponja molhada no percurso e eu esfreguei nas pernas, que estavam cansadas, e não demorou muito para começar a dar uma coceira, a perna foi ficando vermelha, começou a inchar. Parei no posto, esfreguei álcool, melhorou.

Final de maratona, não consigo descrever a sensação de ver a placa de 41km! O coração dispara, bate uma emoção incontrolável, as lágrimas jorram. Mesmo exausta, acelerei o ritmo. Não eram mais as pernas que corriam, o controle passou para o Coração. Na reta final, a visão da linha de chegada me lavou a alma, dever cumprido, todos os obstáculos só fazem a conquista ser mais saborosa. Felicidade extra ver meus treinadores, minhas amigas e meu namorado me esperando pouco antes da chegada! Hi- five para todos e cheguei, Duas maratonas em pouco mais de 3 meses.

IMG_9174 (Cópia)

Na largada, estava tocando Satisfaction, dos Rolling Stones. Na chegada, lembrei da música, por que completar a prova não me deixou satisfeita. Eu quero mais, eu quero muito mais!

 

Maratona – razão x coração – By Fabiano Horimoto

Tenho 44 anos, sou médico, maratonista e duatleta. Corro há 5 anos e acredito já ter passado por várias fases como corredor, num processo evolutivo muito gratificante dentro desse esporte maravilhoso. Nesse domingo, 31/7, tive mais uma lição, aprendizado e sinal que estou no caminho certo, apesar do resultado ter sido muito ruim. Corri a primeira maratona promovida pela Asics no Brasil e do ponto de vista de organização, estrutura e o que foi oferecido a nós corredores, a marca estabeleceu um nível muito mais elevado do que se oferece nas maratonas brasileiras. Foi perfeito!

Mas voltando à minha história, seria minha terceira maratona e pela primeira vez estava treinando de forma adequada, com auxílio de uma assessoria esportiva, a Lobo de São Bernardo do Campo, e com um planejamento para a prova bastante acertado. Nos 2 meses que antecederam a corrida vinha tendo dores decorrentes de inflamação na banda ileo-tibial, que consegui tratar de forma intensiva e nas 3 últimas semanas fiz todos os treinos sem dor.

No dia da prova estava bastante confiante, tudo saindo conforme planejado: alimentação, descanso e hidratação estavam em dia. Larguei ao mesmo tempo emocionado por estar ali e confiante de que iria fazer uma grande prova. A estratégia era muito simples: correr até o km 30 num pace de 5 min/km e depois reavaliar minha condição e manter ou acelerar o ritmo. Esse era o plano A. O plano B seria caso sentisse muito cansaço tentar terminar a prova abaixo de 4 horas. Mas o que ocorreu foi o plano C: tive que parar a prova na altura da meia-maratona.

Nos primeiros 10kms corri como um relógio: passei essa altura em 50’17”. Na subida da Avenida Brigadeiro o ritmo caiu muito pouco e subia com facilidade. Na descida desta mesma avenida me cuidei para não deixar aumentar muito a velocidade e correr o risco de se machucar. Tudo saiu conforme o planejado até o km 14 quando meu joelho direito fisgou, o clássico sinal da inflamação da banda ileo-tibial avisando que estava mais viva do que nunca. Corri uns 300 metros com dor. Parei, alonguei e mudei um pouco a postura, na tentativa de continuar vivo na prova. Mais dois kms e a dor voltou mais forte. No km 19 tive que parar novamente para alongar, mas já sabia que a maratona tinha ido por água abaixo.

Nessa altura a decisão mais acertada era parar na meia-maratona para a lesão não agravar. A razão pedia isso. Porém o coração queria ir até onde desse…quem sabe não completaria a prova mesmo me arrastando? Sinal de superação! Só que não: com o meu amadurecimento como corredor, continuar seria sinal de burrice e não superação. Ouvir nosso corpo falar, em caso de lesão, é o mínimo para quem deseja vida longa na corrida. Conviver com a dor do esforço extenuante na Maratona faz parte do jogo e devemos ter força mental pra não deixar o corpo parar nessa hora. Agora, conviver com a dor de uma lesão, que não melhora com o passar do tempo, pelo contrário só aumenta de intensidade, é uma tremenda estupidez.

Temos que saber processar nossas frustrações nesse momento e dar uma pausa para se recuperar, afinal de contas o calendário de provas continua e o importante é correr com saúde e qualidade!

Essa foi minha história da Maratona que virou meia-maratona por força das circunstâncias, mas como meu próprio técnico falou: usei a inteligência e não a paixão e tenho mais uma meia pro currículo, o que também é uma grande conquista!

Nove de julho, a minha revolução

Sábado, 7h,22 dias para a Maratona Asics Golden Run.

Treino: 36km

Mas eu não queria assim. Defini meta de 40km. Seria o treino para fazer o teste definitivo para a corrida.

Comecei o treino junto com minha amiga Lúcia, estávamos mantendo um ritmo dentro do previsto. No km24 nos separamos. Comecei a sentir dores nas costas e fiquei para trás. Diminui o ritmo e segui em frente, mas as dores só aumentavam, sentia como se fossem punhaladas nas costas, às vezes mal conseguia respirar. O desespero começou a bater. Não vou conseguir terminar o treino! E se acontecer isso na corrida? E agora, o que fazer?

Terminei mais uma volta, 30,600m. Paro ou continuo? Encontrei com os treinadores, combinei com eles onde eles estariam com água e pensei: qualquer coisa, volto com eles.

Decidi ir em frente, pelo menos até 38 km. Péssima decisão! 500m a frente tive que parar para respirar, muita dor. Corri mais um pouco, parei de novo. E de novo, e de novo e de novo! Doía tanto que eu não conseguia mais ficar reta, as lágrimas escorriam. Aí a cabeça começa a agir sozinha. A lógica seria parar, esperar o treinador e desistir. Se não der a maratona, desistir também.

Mas eu não treinei tanto para isso! Me revoltou pensar em desistir. Em vez disso, fui recordando do passado, das dificuldades e me veio a questão: por que continuar? Por que correr? Por que eu corro?

Eu corro por que eu POSSO correr, por que eu QUERO correr!! Não é a primeira vez que é difícil, já quase desisti em uma prova, mas não me permiti. Foi loucura, mas naquele momento eu gritei comigo: “Se eu fui até o fim daquela vez, vou de novo agora!” O tempo de desistir já passou. Nessa altura, estava nos 32km. Parei. Respirei, comi umas frutas e aliviei minha alma. Toda pressão, que eu mesma tinha colocado nos meus ombros, de manter performance, desapareceram. Só ficou a vontade de terminar. Nesse ponto, eu tinha decidido que ia fazer o treino da planilha, 36km. Então, fui em frente, foco total em cada passo, cada centímetro a mais é um centímetro a menos. De repente, só restou a alegria de correr, a expectativa da maratona. A dor estava lá, latejante, mas saiu do meu foco. O Foco era terminar. Deu 36km, eu continuei. Parei com 39km, muito muito muito feliz de ter completado. Neste treino, me conheci melhor. Nunca fiz análise, nem meditação, nada relacionado, mas senti minha mente dominar totalmente meu corpo, numa corrida selvagem, numa corrida livre. Liberdade, foi a palavra do dia!

Por Vânia Leme

Como ser um melhor corredor

Melhorar a sua destreza física em qualquer empresa atlética com estas técnicas mentais comprovadas

Eu corri uma maratona, era uma vez. (Se você poderia chamar o que eu fiz “. Correndo” Levei quase cinco horas, você faz a matemática.) Ainda assim, eu fiz isso: amarrado meus novos equilíbrios, bateu o pavimento através de cinco meses de treinamento, e depois passou à frente e terminou toda a 26,2. Algumas pessoas, incluindo o meu podólogo (joanetes), não acho que eu poderia fazê-lo. Mas, como psicólogos do esporte Eu falei com disse-me, proezas físicas são muitas vezes mais sobre a mente do que a matéria. Apenas a tempo para resoluções aqueles de ano novo, aqui estão cinco dicas baseadas em evidências para levantar o seu jogo, ou a execução de qualquer atividade física que você escolher.

running-banner-ad


# 1 Definir uma meta super clara. Edwin Locke e Gary Latham, líderes na teoria de definição de metas na década de 1990, mostraram que quanto mais específico o seu objetivo, o melhor que você irá executar. Centenas de estudos posteriores confirmaram esta descoberta como um evangelho. Assim em vez de com o objetivo de ser um “melhor corredor,” a primeira coisa que você vai querer fazer é apontar um resultado: adicionar uma milha à sua maior distância, fazer a barba um minuto fora de seu tempo de corrida mais recente, ou simplesmente sair e fazê-lo um certo número de vezes por semana.

# 2 Aprenda a ficar bem com a dor. “Abrace a chupar” a frase -a emprestado de soldados da Operação Iraqi Freedom-tornou-se um mantra running útil de Cindra Kamphoff, diretor do Centro de Desporto e Desempenho Psicologia da Universidade Estadual de Minnesota, Mankato, que completou 11 maratonas ela mesma. Correndo nem sempre se sentir bem, especialmente quando você está apenas começando, mas se planejar para isso, você pode se preparar para resistir a isso, diz ela. Jack Lesyk, diretor do Centro de Ohio para a Psicologia do Esporte em Beachwood, concorda: “A minha primeira corrida foi um quarto de milha, e quando eu terminei, pensei que teria um ataque cardíaco. Mas eu estava determinado a exceder a distância no dia seguinte e no dia seguinte. “

# 3  competitivo. especialista em marketing Gavin Kilduff, da Universidade de New York olhou para seis anos de dados de corrida e entrevistou os corredores sobre seus “rivais” -pessoas de idade e habilidade com quem correu muitas vezes e sentiu competitiva em direção similar. Eles descobriram que as pessoas correram mais e mais rápido quando correndo contra seus rivais. Isso me lembra de um truque que aprendi com meu pai, que ajudou a me fazer passar por milha 23, quando meus quadris sentiu como se eles estavam prestes a explodir em chamas: Escolher alguém algumas jardas à frente de você e imagine-se jogando um laço em torno sua cintura e recuperando-a em pouco a pouco até que você recuperar o atraso e, eventualmente, passar por ela. Então … é para a próxima.

# 4 fala para si mesmo. Positivo auto-talk ajudou Kamphoff vencer a maratona de Omaha em 2012. “Eu estava em um lugar muito negativo para a maior parte da corrida, mas durante os últimos quatro milhas Eu disse-me mais e mais,” Estou confiante, forte e preparado, ‘” ela diz. Essas últimas milhas foram-lhe mais rápido do dia, e ela também estabeleceu um recorde de tempo pessoal. Uma meta-análise muito citado publicado em 2011 em Perspectives on Psychological Science descobriu que motivacional auto-talk aumentou a confiança dos atletas e tenho-os mais animado para competir. Lesyk tem a sua própria versão, que ajudou-o correr por 30 anos e 14 maratonas: “Eu sou um corredor. Eu corro rápido e forte. Com cada passo, eu me tornar uma pessoa mais forte e mais forte “.

# 5 Imagem lo. A ideia de fechar os olhos e imaginar o seu caminho para uma vitória soa um pouco woo-woo, mas imagens é uma ferramenta de longa data no atletismo de elite. Quando você imagina vividamente-se a fazer alguma coisa antes de fazê-lo, você está na essência programar sua mente para pensar que você pode, diz Kamphoff. “Há muitas maneiras diferentes de fazer isso, mas às vezes eu vou ter meus clientes imaginar um carretel do destaque de si mesmos e três a cinco vezes quando eles já experimentou o sucesso no passado e imaginar vividamente essas coisas para 10 a 20 segundos de uma vez. Então fazer isso quatro ou cinco vezes “, diz ela.

A grande coisa sobre todas estas estratégias é que eles não têm que se aplicam a apenas correr. Uma maratona foi muito para mim, mas eu quero me tornar um exercitador melhor. Afinal, Zumba não faz nada para o seu coração, se não mesmo fazê-lo para o ginásio. Desculpe-me quando eu fechar os olhos e imaginar-me … sair pela porta para a classe. Passos de bebê!

 

 

“Deixe o esporte mudar a sua vida”

Há alguns dias o facebook me trouxe uma lembrança: os meus primeiros 5k. Essa lembrança me trouxe um filme em minha mente sobre minha trajetória até hoje na corrida.

A corrida entrou em minha vida com o convite de uma amiga, que já corria há um ano; ela me convidou para correr um dia com ela e me lembro que disse que não conseguiria nem 5 minutos. Mas mesmo assim fui, e conseguir fazer uma volta na praça de 1k no trote foi uma vitória, local hoje que treino semanalmente, mas as metas já são outras.

Comecei a correr não pela estética, mas porque precisava de algo para a mente, pois na época meu emocional estava frágil. Lógico que junto a prática da atividade vem muitos benefícios para saúde, como melhor alimentação além do corpo mudar bastante, mas para mim foram apenas conseqüências do esporte.

Realmente é incrível pensar quantas coisas aconteceram desde que comecei a correr, mudanças positivas na minha vida, tanto quanto social, físicas e emocionais. Muitos medos e desafios foram superados e coisas que nunca imaginei fazer, estou eu aqui hoje fazendo.

Quando fui para minha primeira corrida de 5k tive medo de não conseguir terminar, além de achar loucura aqueles que iam correr 10km. Eu fui e fiz os 5km, naquele momento um grande desafio não só físico mas psicológico foi quebrado e uma certeza: queria mais daquele sentimento de satisfação e alegria. E adivinha, alguns meses depois lá estava eu nos meus primeiros 10km , depois 15km e menos de um ano nos meus primeiros 21km.

Todas essas provas me trouxeram incertezas e medo, aquele medo de não terminar algo que você se prepara por um bom tempo sempre surgia, afinal na verdade é sempre uma disputa com você mesmo e mais ninguém. Cada treino e o aumento da distância era uma vitória e a sensação de que o grande dia estava chegando. E esse sentimento e ansiedade que o novo desafio traz se repete até hoje.

A corrida além do desafio físico, para mim é um desafio com sua própria mente, um desafio constante, que leva você cada vez mais a descobrir sobre você mesmo, seus limites, seus medos e o melhor: surpreender com a sua capacidade e determinação quando deseja algo. Um convite; um esporte, que entrou na minha vida sem nenhuma grande perspectiva e em um pouco mais de dois anos trouxe muitas mudanças, todas essas que me fizeram e me fazem crescer; e junto vem o sorriso e a certeza de que eu sou capaz.

“Deixe o esporte mudar a sua vida”

Meia maratona de Florianópolis e um recorde pessoal

Dia 12 de junho, Florianópolis, avenida Beira Mar….dia lindo e ensolarado, quem conhece o cenário, logo imagina, viagem de Dia dos namorados? engano! Fui correr a Meia Maratona  mais charmosa do país e tcharam… bati meu recorde nos21.097,5 metros!!

Foi minha primeira Meia Maratona de corrida de rua, antes somente nos treinos.  Sou trail runner e as meias maratonas nas montanhas são mais hards,  algumas que fiz levaram 6 horas para terminar.  Voltando à Meia de Floripa, utilizo uma frase da O2 apoiadora da prova…

“Rápida como Berlim, fria como Nova York, plana como Chicago, Bonita como Floripa”

Fria eu concordo, já que dessas cidades Nova York é a única que conheço.

É uma prova toda plana, com um visual incrível da orla marítima e com a imensa Ponte Hercílio Luz de cenário, que liga o continente a Ilha. Já sabia que seria uma prova rápida e estava ansiosa pra fazê-la bem, num tempo sub20 e curtir o visual. Fui pra Floripa com mais 3 amigos, saímos de São José dos Campos/SP de carro, totalizando 10 horas de viagem, revezando a direção.  Chegamos sábado cedo, buscamos o Kit, que aliás preciso comentar, achei lindo e fomos curtir a cidade, ficamos hospedados num hostel na Lagoa da Conceição, bem no centrinho, lugar gostoso, com ar de interior, caminho para as famosas praias  Joaquina e Mole.

A noite bem cansada da viagem, fomos dormir cedo, já que acordaríamos as 6h para nos arrumarmos, tomar café e ir para a Avenida Beira Mar, local da largada. E assim fizemos, ao acordar olhei no celular a temperatura 8° C , essa temperatura ditou a roupa da prova, calça legging e uma blusa de manga comprida que me aqueceria após a prova.

Todo o transito local foi alterado para a prova, resultado, chegamos à 10 minutos da largada, tempo suficiente apenas para me posicionar no meio dos 7mil corredores, nunca havia corrido com tanta gente, ansiedade a mil, estava bem atrás e me perguntei, como vou conseguir largar forte com tanta gente?  Largada dada, liberei o relógio e fui num ritmo tranquilo desviando dos outros atletas, quando encontrei um espaço que me permitia correr mais forte, assim o fiz, e fui aumentando as passadas, me sentia confortável, acompanhava meu pace no relógio e estava conforme o planejado nos treinos.

meia_floripa_2016.06.12_

A prova toda tem hidratação, me propus a beber água a cada 30 minutos  e no Km 10 tomar um gel de carboidrato, mas quando ao tomar o gel, senti muito enjoo, eu tenho sensibilidade palatal, precisei  parar para engolir junto com a água e acabei perdendo uns 2 minutos, me recuperei e no Km 15 vi meu pace aumentando aos pouquinhos, era o cansaço me rondando,  tratei de focar e mentalizar todo o esforço feito pra chegar até ali, lembrei dos treinos nos dias difíceis e cansativos, a alimentação cuidadosa e restritiva, a viagem cansativa de carro, as faltas nas festinhas de amigos e familiares.  Nesse momento é onde resgatamos todas as lembranças importantes da memória  e que nos impulsionam a continuar forte  e funcionou! Fui baixando o pace, até faltar 2 km para terminar e já ouvindo o locutor da prova, mirei algumas pessoas que queria passar, uma meta imaginária para eu não diminuir o ritmo no final, mais o visual lindo do mar e visualizando o pórtico de chegada ao fundo,  fui aumentando as passadas até bater a linha de chegada com 1:52…UFA, CONSEGUI!! com um baita sorriso no rosto, com os olhos marejados agradeci a corrida e a meta pessoal batida!!

Go hard

Meia de floripa IImeia_floripa_2016.06.12