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KTR Itamonte – Dura, difícil, mas renovadora

A penúltima etapa do ano, da KTR – Kailash Trail Run , foi realizada na cidade de Itamonte – MG.

Itamonte fica ao sul do Estado de Minas Gerais, fronteira com os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Situada na Serra da Mantiqueira.

Foi lá que aconteceu talvez o percurso mais bruto que já ocorreu na KTR! (relato de Chico Santos, e Gilliard).

Como para mim foi minha 1ª KTR, essa com certeza ficará para a história, de tão difícil que foi! E posso dizer que experiência em provas de montanha eu tenho. Já participei de muitas provas pequenas , e ainda tenho 3 maratonas e 1 ultra de 50k, que teve muita altimetria.

Mas essa etapa da KTR surpreendeu a todos!

No congresso técnico, que foi realizado na sexta, bem na praça da matriz, aonde também foi montada a estrutura para entregas de kit, já tivemos as surpresas.

Congresso Técnico
Congresso Técnico

Muito ganho de elevação para distâncias tão curtas. Na distância longa, que acabou sendo 26k, o desnível total da prova foi de quase 5000m.

Já na média  que foi de 21k, na qual me atrevi a fazer, foi de desnível total  de quase 2800m. E ainda teve a distância curta de 10k.

A largada da distância média, ocorreu às 9h de sábado, na pousada Refúgio Alto da Montanha, bem ao lado de uma bela cachoeira.

Dali largamos sentido montanha. Foram praticamente 7km de uma trilha cheia de arbustos, e na subida. A minha estratégia sempre foi me poupar ao máximo no início da prova, para da metade pra frente conseguir render mais.

Após essa subida teve a divisão do percurso médio, para o longo. E seguimos em frente rumo a outra trilha muito fechada, com muito cipó, que não dava para desenvolver.

Quando acho que teremos um alívio, o pior da prova está por vim. Uma trilha na beirada da montanha de muita, mas muitaaaa subida. Escalada e força . O jeito era ir agarrando as árvores, para que elas ajudassem a subir. Minha sorte que eu estava de luvas, senão tinha furado a mão. Fora isso, íamos escalando nas pedras. Foi muito duro! Desesperador!  A única solução era manter o foco, o ritmo, para tentar acabar rápido! Mas não acabava!

Teve quilômetro que fiz em 30minutos. Eu só sei que foram os 4Km mais duros que presenciei!

Quando consegui chegar ao 1º topo da montanha, com 2:52 de prova, e com apenas 11:300 percorridos, eu chorei! Ali consegui contemplar o visual, gravar um vídeo, agradecer e chorar. Foi muito insano!

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Após fazer minha primeira alimentação da prova. Segui para a 2ª parte.

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Não tão dura como a primeira, mas muito travada. Não dava para desenvolver! Correr nem pensar! Era um capim amarelo alto, cheio de armadilhas. Ali não tínhamos a visibilidade para correr, e um vacilo podia machucar.

Segui assim até o km 15:500, aonde tinha um ponto de água natural.

(A KTR, é uma prova de total auto-suficiência, não existe pcs para hidratação e alimentação, somos responsáveis por tudo isso).

A partir do km 15:500 deu para correr. Pegamos um pequeno estradão, seguido de trilha single track, para finalizar a prova no mesmo local da largada.

Fechei os 21k com 4:35:50, toda arranhada, suja, cansada.

Claro que chorei! Foi um desafio e tanto! E uma experiência sensacional! Dura, dolorida, difícil, mas renovadora.

Ano que vem volto para alguma etapa da KTR. Mas vou para o longo. Vamos ver o que acontece! O importante é  #nevergiveup.

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