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Uma prova diferente!

Neste domingo fiz minha oitava meia-maratona. Treinei pra tentar conseguir uma boa colocação pois sabia que tinha chance de subir no pódio se fizesse uma boa prova.

A meia de Bauru tinha um percurso bom até o km 9, depois era só descida e subida. Fiz os 10 primeiros kms em 45 minutos e passei os 15k com 01h e 08 minutos, muito bom mesmo com as subidas duras nessa etapa.

Estava correndo com o foco em conseguir uma boa colocação na minha faixa etária, talvez até um pódio se mantivesse esse ritmo. Porém no km 16 avistei um corredor passando mal. Estava cabisbaixo e vomitando. Resolvi parar. Tinha uns 50 anos e disse estar com muita tontura. Estávamos sozinhos neste trecho e corri até o staff da água que estava 1km atrás, porém não tinham comunicação com o staff da prova; porém conseguiram ligar pra chamar o socorro.

Chegaram em uma moto e levaram ele embora. Voltei à prova num ritmo mais confortável e fechei em 01h49″ porém fiquei satisfeito de poder ajudar um parceiro que estava passando mal. São por esses momentos que eu corro!

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O inesperado top 20 – por Mari Brugger

Asics Golden Run 21k – por Mariana Brugger

Essa prova não estava no meu calendário do semestre e resolvi competi-la poucas semanas antes a convite da Asics, desde então resolvi continuar meus treinos com subidas, os que já estava fazendo para o desafio Beat The Sun que competi há pouco mais de um mês.

Cheguei em São Paulo na sexta feira, tive alguns compromissos ao longo do dia e a noite fui conhecer um pouco da vida noturna da cidade. Mesmo com poucas horas de sono acordei cedo e fui no Ibirapuera fazer um treino para soltar a musculatura e prepara-la para a prova. Almocei com alguns amigos do grupo Bio2 Organic, que até então eram virtuais e a noite aquele tradicional jantar de massas em uma cantina super charmosa com amigas.

Dia da prova, despertador tocou as 4:20, comecei a me arrumar e me dei conta que o café da manhã do hotel não abriria a tempo e tudo que eu tinha no quarto era uma garrafa de água e géis de carboidrato que usaria ao longo da prova, depois de 5 minutos de desespero minha amiga Luciana me ofereceu um café da manhã na casa, ufaaaa, então peguei um táxi e fui encontra-la. Saímos da casa dela correndo e 1 km depois já estávamos no lugar da largada, deixamos nossas coisas no guarda volumes e fomos para o funil da largada.

Larguei sem muita pretensão de fazer meu recorde na distância que era de 1h35 já que o percurso era muito travado e com grandes subidas e não consegui chegar cedo e pegar uma boa posição no funil de largada, comecei a prova com o pórtico marcando quase 3′, falei até com a minha amiga Luciana que seria impossível conseguir a medalha Top 20 já que ela é recebida por ordem de chegada e não pelo tempo líquido de prova.

Passei pelo pórtico de largada com uns 3 minutos depois e muita, muita gente estava na minha frente, então o primeiro km foi bem devagar e desviando das pessoas, no segundo já comecei a conseguir colocar o pace que estava pensando em fazer, 4:30/km, fui assim ate o km 4, quando comecei a me sentir muito bem e decidi ser ousada e ariscar tudo, baixei muito e virei os primeiros 5km para 4’27″/km, continuei acelerando e os outros 5km já saíram para 4’17″/km os outros 5km saíram para 4’19″/km com a subida da brigadeiro e os últimos 6km pace de 4’14″/km ou seja, uma prova perfeita, progressiva e muito forte!

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Quando cruzei a linha de chegada e fui recebida com a linda medalha de TOP 20 transbordei de felicidade por ter sido algo super inesperado pra mim!

No resultado geral fiquei em oitavo lugar! Agora fico na vontade de fazer um sub 1h30, quem sabe ainda esse ano.

Meu próximo desafio será o mundial de IRONMAN 70.3 na Austrália dia 4 de setembro. Torçam muito por mim!

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Meia maratona de Florianópolis e um recorde pessoal

Dia 12 de junho, Florianópolis, avenida Beira Mar….dia lindo e ensolarado, quem conhece o cenário, logo imagina, viagem de Dia dos namorados? engano! Fui correr a Meia Maratona  mais charmosa do país e tcharam… bati meu recorde nos21.097,5 metros!!

Foi minha primeira Meia Maratona de corrida de rua, antes somente nos treinos.  Sou trail runner e as meias maratonas nas montanhas são mais hards,  algumas que fiz levaram 6 horas para terminar.  Voltando à Meia de Floripa, utilizo uma frase da O2 apoiadora da prova…

“Rápida como Berlim, fria como Nova York, plana como Chicago, Bonita como Floripa”

Fria eu concordo, já que dessas cidades Nova York é a única que conheço.

É uma prova toda plana, com um visual incrível da orla marítima e com a imensa Ponte Hercílio Luz de cenário, que liga o continente a Ilha. Já sabia que seria uma prova rápida e estava ansiosa pra fazê-la bem, num tempo sub20 e curtir o visual. Fui pra Floripa com mais 3 amigos, saímos de São José dos Campos/SP de carro, totalizando 10 horas de viagem, revezando a direção.  Chegamos sábado cedo, buscamos o Kit, que aliás preciso comentar, achei lindo e fomos curtir a cidade, ficamos hospedados num hostel na Lagoa da Conceição, bem no centrinho, lugar gostoso, com ar de interior, caminho para as famosas praias  Joaquina e Mole.

A noite bem cansada da viagem, fomos dormir cedo, já que acordaríamos as 6h para nos arrumarmos, tomar café e ir para a Avenida Beira Mar, local da largada. E assim fizemos, ao acordar olhei no celular a temperatura 8° C , essa temperatura ditou a roupa da prova, calça legging e uma blusa de manga comprida que me aqueceria após a prova.

Todo o transito local foi alterado para a prova, resultado, chegamos à 10 minutos da largada, tempo suficiente apenas para me posicionar no meio dos 7mil corredores, nunca havia corrido com tanta gente, ansiedade a mil, estava bem atrás e me perguntei, como vou conseguir largar forte com tanta gente?  Largada dada, liberei o relógio e fui num ritmo tranquilo desviando dos outros atletas, quando encontrei um espaço que me permitia correr mais forte, assim o fiz, e fui aumentando as passadas, me sentia confortável, acompanhava meu pace no relógio e estava conforme o planejado nos treinos.

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A prova toda tem hidratação, me propus a beber água a cada 30 minutos  e no Km 10 tomar um gel de carboidrato, mas quando ao tomar o gel, senti muito enjoo, eu tenho sensibilidade palatal, precisei  parar para engolir junto com a água e acabei perdendo uns 2 minutos, me recuperei e no Km 15 vi meu pace aumentando aos pouquinhos, era o cansaço me rondando,  tratei de focar e mentalizar todo o esforço feito pra chegar até ali, lembrei dos treinos nos dias difíceis e cansativos, a alimentação cuidadosa e restritiva, a viagem cansativa de carro, as faltas nas festinhas de amigos e familiares.  Nesse momento é onde resgatamos todas as lembranças importantes da memória  e que nos impulsionam a continuar forte  e funcionou! Fui baixando o pace, até faltar 2 km para terminar e já ouvindo o locutor da prova, mirei algumas pessoas que queria passar, uma meta imaginária para eu não diminuir o ritmo no final, mais o visual lindo do mar e visualizando o pórtico de chegada ao fundo,  fui aumentando as passadas até bater a linha de chegada com 1:52…UFA, CONSEGUI!! com um baita sorriso no rosto, com os olhos marejados agradeci a corrida e a meta pessoal batida!!

Go hard

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