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De 140kg a 75km – Maresias x Bertioga by Eduardo Lima

Aos 30 anos, sofria de pressão alta, sentia dores no corpo e dormia mal. O sedentarismo e a alimentação desregrada haviam me deixado com 140kg em meus 1,80 metros, resultando em obesidade mórbida. Insatisfeito com a vida que levava, em dezembro de 2011 decidi mudar radicalmente.

No início de 2012, incentivado pelo meu irmão, comecei a caminhar. Aos poucos, a alimentação foi melhorando e os treinos evoluíram para a corrida. Em junho do ano seguinte, comecei a fazer musculação, meses depois procurei orientação profissional e acelerei ainda mais a perda de peso.

Na academia existia um grupo de corrida, comecei a fazer parte deste grupo e posteriormente me convidaram para correr uma prova em Bertioga, uma prova de revezamento a qual me apaixonaria… Enfim, em 2014 conheci a Ultramaratona de Revezamento Bertioga Maresias participando pela primeira vez em um grupo de 8 corredores misto.

Minha 2ª participação foi em maio 2015, dessa vez em um grupo de 6 corredores misto, mas decidido a encarar essa prova sozinho, o que muitos diziam ser uma loucura. Loucura essa que decidi encarar na segunda etapa do ano.

Treinando com uma equipe de corrida e um treinador orientando. Foram meses de preparação focada e finalmente encarei o SOLO na minha 3ª participação na BM. Nesta etapa a prova iria de Bertioga para Maresias. O dia foi perfeito, corri com uma alegria no coração e um instinto de invencibilidade que superaram todas as metas previstas, fechando minha primeira participação com o tempo de 7h e 40min em 29º colocado.

Na minha 4ª participação, fui de apoio, conheci o outro lado da prova, os bastidores e a logística envolvida para apoiar os corredores, uma experiência gratificante.

Então veio a 5ª participação, decidi fazer novamente um SOLO, e recebi a notícia de que o sentido seria invertido e correríamos de Maresias a Bertioga. Durante a preparação tive alguns contratempos que não me permitiram treinar o suficiente como gostaria, mas estávamos lá na largada prontos para mais esse desafio.

Eu corri com uma equipe de apoio, 2 pessoas e 1 carro, que levam de tudo, e quando digo tudo é tudo mesmo, nada me faltaria na prova. A Organização decidiu mudar a sistemática da largada que antes era de 30 em 30 minutos para cada largada entre as modalidades, dessa vez juntou os SOLOs e o Trios e 15 minutos após, as demais equipes.

Inicialmente, isso não atrapalhou a largada dos SOLOs, o dia estava chuvoso e fomos presenteados com o tempo nublado, chuvoso e coberto para o sol não fritar os corredores rsrs, porém, vieram os contratempos. Logo na parte inicial da prova, para sair da praia de Maresias e acessar a serra de Maresias, tínhamos que passar por um corredor que somente passava um corredor por vez, e não teve jeito, isso gerou fila e confusão entre os corredores, mas nesse eu passei bem, pois estava entre os primeiros ainda.

A tão desafiadora Serra de Maresias, quando se corre no sentido Maresias / Bertioga, é mais curta a subida e em minha opinião mais fácil, fechei esse trecho muito bem e assim fui para o segundo e o terceiro onde, mesmo sendo trechos com nível de dificuldade alto, pude passar forte e com um tempo abaixo do que previa.

Endorfina na pele durante o percurso.
Endorfina na pele durante o percurso.

Ao final do terceiro trecho, meu tênis estava cheio de areia, pois esse ano o tempo estava chuvoso há dias, e o mar comeu uma parte da praia, deixando um pequeno espaço de areia fofa e ruas cheias de lama, então parei para trocar o tênis e fazer uma alimentação.

Ao entrar no quarto trecho, o maior da prova com 14,2k, comecei a ter dores muito forte no peito do pé esquerdo, e tentando superar a dor e não perder tempo, mantive o ritmo ao final deste trecho estava difícil demais correr. A equipe de apoio tentou de todas as formas ajudar com spray para dor, gelo e tudo mais, e tive que aumentar as reposições de alimentação e hidratação, pois comecei a demorar mais para atravessar cada km.

No quinto trecho mantive a concentração e tentei de todas as formas não pensar na dor, tendo um aumento no esforço físico causando um gasto maior de energia, onde tomei cápsula de sal, coca cola e comi uva, isso me deu um novo ânimo na prova e logo finalizei o trecho.

No sexto e o sétimo trecho, o peito do pé direito começou a doer também, então, já com os dois doendo, tive que baixar um pouco mais o ritmo, e no quinto em especial, tivemos que passar por uma trilha, onde não conseguimos parar em pé andando, correr era muito difícil, pura lama e esburacada, mas passei sem grandes problemas.

E enfim o último trecho, 10,8k onde não conseguia mais correr constante devido as dores, tinha fôlego, tinha uma musculatura boa ainda, mas as dores no peito do pé eram grandes, comecei a revezar correndo e andando e assim fui até a chegada.

Equipe de apoio na ativa
Equipe de apoio na ativa

A chegada é algo inexplicável, a sensação de concluir uma prova de 75k é maravilhosa, como da primeira vez, não agüentei a emoção e cai no choro, vem na cabeça tudo que passei na vida, e tudo que superei e abri mão para me preparar para esse momento, a felicidade entra no peito e a vontade de gritar “eu consegui” sai em gestos e lágrimas, tive que ajoelhar ali na linha de chegada e agradecer a Deus, aos apoios, a equipe de treino e aos amigos, ali agradeci e enfrentei a quase impossível tarefa de levantar sozinho naquele momento para então buscar a tão sonhada medalha do Ultramaratonista… aquela que vem escrita “Solo”.

Eduardo e sua equipe de apoio após a prova.
Eduardo e sua equipe de apoio após a prova.

Apesar das mudanças feitas pela organização juntando as largadas, deixando o percurso e os pontos de transição mal sinalizados, fazendo com que as equipes ficassem emboladas e até perdessem o tempo certo de troca dos atletas, causando trânsitos nos pontos na estrada, o que não aconteceu nas versões anteriores, sou suspeito em falar, porque acredito que as dificuldade são para todos e o que me leva as provas são as dificuldades, são elas que tornam a conquista da medalha um momento especial.

Dos 45 kg perdidos ao longo das corridas nesses anos e os mais de 6.000 mil quilômetros em distancias de 5km, 10km, 16km, 21km, 42km e 75km. Costumo dizer que quem manda é a cabeça, basta querer e persistir, afinal, nunca imaginei que sairia do sofá, e iria dos 140 kg a 75km e ainda pretendo ir muito além, carregar aquele número vermelho ao longo da prova, e ser saudado e reverenciado por todos os envolvidos na prova, que sempre incentivam “vai SOLO”, “força monstro”, “SOLO é pra poucos” não tem preço.

Eu voltarei em maio novamente para mais um desafio, saio dessa versão com o aprendizado de que… se preparar cada dia mais é necessário, mas principalmente se preparar para os imprevistos, porque correr 75k nunca será igual. Convido a todos para conhecerem essa prova que sou apaixonado e digo… bora bora se desafiar, sair da zona de conforto e para com o “mimimi” e regar as nossas vidas de “uauuu”, hoje posso dizer eu sou SOLO 75k e nos vemos na próxima etapa.

 

Eduardo Lima

#menosmimimimaisuauuu

#eduardolimaultra

#de140kga75k

E a sua mente, te ajuda ou atrapalha?

A nossa mente tem um grande poder sobre nós; e se você ainda não acredita nisso, comece a observar!

Comecei a correr porque buscava bem estar emocional, já que o meu na época na estava lá assim tão bom. E segundo uma amiga, a corrida já tinha ajudado ela em uma situação muito semelhante, então embarquei na dela e em sua companhia comecei meus treinos.

De fato a atividade física me fez muito bem na época e até hoje faz! Mas me lembro muito bem, que quando me sentia triste, queria sair para correr porque sabia que quando terminasse meu treino eu estaria me sentindo melhor… Como uma terapia.. Quando você fala e sai aliviado, e olha que eu sei muito bem como é isso! (Risos)

Às vezes fico mais observadora a respeito de como minha mente está na corrida, durante treinos e provas. Porque sei que sem nos darmos conta acabamos influenciados por pensamentos não tão motivadores.

Sei que a mente tem um papel muito importante quando se trata de esporte/superação, afinal do que adianta estar bem fisicamente se a sua mente não ajudar.

Nos treinos que fiz para o Desafio das Serras no qual corri em dupla, aprendi certas coisas.. Outras ainda estou aprendendo. Foi nesses treinos que comecei a mudar meus pensamentos principalmente quando estava em uma subida… a não desistir de chegar no topo correndo. Paciência, essa é a palavra!!

Também tive treino no qual foi intenso e a vontade de vomitar era grande, devido ao esforço. Subidas na qual antes não fazia correndo, estava lá eu fazendo, e não foi uma vez só não, foram várias vezes no mesmo treino. E o que treinei mais do que o corpo fi a minha cabeça, para não me deixar parar.

Há dias que fui treinar não tão afim e no final foi um dos melhores treinos, detalhe que isso sempre acontece.

Assim como nossos pensamentos podem nos levar longe, podem nos fazer parar no meio do caminho. Estou aprendendo a ter minha cabeça a meu favor, e cada treino que consigo fazer algo a mais é uma alegria e satisfação imensa.

E você está treinando a sua mente?

Maratona – razão x coração – By Fabiano Horimoto

Tenho 44 anos, sou médico, maratonista e duatleta. Corro há 5 anos e acredito já ter passado por várias fases como corredor, num processo evolutivo muito gratificante dentro desse esporte maravilhoso. Nesse domingo, 31/7, tive mais uma lição, aprendizado e sinal que estou no caminho certo, apesar do resultado ter sido muito ruim. Corri a primeira maratona promovida pela Asics no Brasil e do ponto de vista de organização, estrutura e o que foi oferecido a nós corredores, a marca estabeleceu um nível muito mais elevado do que se oferece nas maratonas brasileiras. Foi perfeito!

Mas voltando à minha história, seria minha terceira maratona e pela primeira vez estava treinando de forma adequada, com auxílio de uma assessoria esportiva, a Lobo de São Bernardo do Campo, e com um planejamento para a prova bastante acertado. Nos 2 meses que antecederam a corrida vinha tendo dores decorrentes de inflamação na banda ileo-tibial, que consegui tratar de forma intensiva e nas 3 últimas semanas fiz todos os treinos sem dor.

No dia da prova estava bastante confiante, tudo saindo conforme planejado: alimentação, descanso e hidratação estavam em dia. Larguei ao mesmo tempo emocionado por estar ali e confiante de que iria fazer uma grande prova. A estratégia era muito simples: correr até o km 30 num pace de 5 min/km e depois reavaliar minha condição e manter ou acelerar o ritmo. Esse era o plano A. O plano B seria caso sentisse muito cansaço tentar terminar a prova abaixo de 4 horas. Mas o que ocorreu foi o plano C: tive que parar a prova na altura da meia-maratona.

Nos primeiros 10kms corri como um relógio: passei essa altura em 50’17”. Na subida da Avenida Brigadeiro o ritmo caiu muito pouco e subia com facilidade. Na descida desta mesma avenida me cuidei para não deixar aumentar muito a velocidade e correr o risco de se machucar. Tudo saiu conforme o planejado até o km 14 quando meu joelho direito fisgou, o clássico sinal da inflamação da banda ileo-tibial avisando que estava mais viva do que nunca. Corri uns 300 metros com dor. Parei, alonguei e mudei um pouco a postura, na tentativa de continuar vivo na prova. Mais dois kms e a dor voltou mais forte. No km 19 tive que parar novamente para alongar, mas já sabia que a maratona tinha ido por água abaixo.

Nessa altura a decisão mais acertada era parar na meia-maratona para a lesão não agravar. A razão pedia isso. Porém o coração queria ir até onde desse…quem sabe não completaria a prova mesmo me arrastando? Sinal de superação! Só que não: com o meu amadurecimento como corredor, continuar seria sinal de burrice e não superação. Ouvir nosso corpo falar, em caso de lesão, é o mínimo para quem deseja vida longa na corrida. Conviver com a dor do esforço extenuante na Maratona faz parte do jogo e devemos ter força mental pra não deixar o corpo parar nessa hora. Agora, conviver com a dor de uma lesão, que não melhora com o passar do tempo, pelo contrário só aumenta de intensidade, é uma tremenda estupidez.

Temos que saber processar nossas frustrações nesse momento e dar uma pausa para se recuperar, afinal de contas o calendário de provas continua e o importante é correr com saúde e qualidade!

Essa foi minha história da Maratona que virou meia-maratona por força das circunstâncias, mas como meu próprio técnico falou: usei a inteligência e não a paixão e tenho mais uma meia pro currículo, o que também é uma grande conquista!

“Deixe o esporte mudar a sua vida”

Há alguns dias o facebook me trouxe uma lembrança: os meus primeiros 5k. Essa lembrança me trouxe um filme em minha mente sobre minha trajetória até hoje na corrida.

A corrida entrou em minha vida com o convite de uma amiga, que já corria há um ano; ela me convidou para correr um dia com ela e me lembro que disse que não conseguiria nem 5 minutos. Mas mesmo assim fui, e conseguir fazer uma volta na praça de 1k no trote foi uma vitória, local hoje que treino semanalmente, mas as metas já são outras.

Comecei a correr não pela estética, mas porque precisava de algo para a mente, pois na época meu emocional estava frágil. Lógico que junto a prática da atividade vem muitos benefícios para saúde, como melhor alimentação além do corpo mudar bastante, mas para mim foram apenas conseqüências do esporte.

Realmente é incrível pensar quantas coisas aconteceram desde que comecei a correr, mudanças positivas na minha vida, tanto quanto social, físicas e emocionais. Muitos medos e desafios foram superados e coisas que nunca imaginei fazer, estou eu aqui hoje fazendo.

Quando fui para minha primeira corrida de 5k tive medo de não conseguir terminar, além de achar loucura aqueles que iam correr 10km. Eu fui e fiz os 5km, naquele momento um grande desafio não só físico mas psicológico foi quebrado e uma certeza: queria mais daquele sentimento de satisfação e alegria. E adivinha, alguns meses depois lá estava eu nos meus primeiros 10km , depois 15km e menos de um ano nos meus primeiros 21km.

Todas essas provas me trouxeram incertezas e medo, aquele medo de não terminar algo que você se prepara por um bom tempo sempre surgia, afinal na verdade é sempre uma disputa com você mesmo e mais ninguém. Cada treino e o aumento da distância era uma vitória e a sensação de que o grande dia estava chegando. E esse sentimento e ansiedade que o novo desafio traz se repete até hoje.

A corrida além do desafio físico, para mim é um desafio com sua própria mente, um desafio constante, que leva você cada vez mais a descobrir sobre você mesmo, seus limites, seus medos e o melhor: surpreender com a sua capacidade e determinação quando deseja algo. Um convite; um esporte, que entrou na minha vida sem nenhuma grande perspectiva e em um pouco mais de dois anos trouxe muitas mudanças, todas essas que me fizeram e me fazem crescer; e junto vem o sorriso e a certeza de que eu sou capaz.

“Deixe o esporte mudar a sua vida”

Runnermax eventos

Sobre Runnermax Secção de Eventos:  correr com RMX

Runnermax é um editor de serviços web especializada em corridas de resistência. Ele criou e gerencia o banco de dados de largura running Brasil.

Através do runnermax.com web site,
runnermax oferece serviços únicos para ajudar os corredores a seleccionar o seu próxima corrida, o intercâmbio com seus pares e organizar a sua viagem.

Nós também irá oferecer no futuro próximo uma oferta de serviços B2B dedicado à raça organizadores para ajudá-los a chegar a uma vasta comunidade de corredores.

Lillian Maciel, fundador da Runnermax, é um corredor Trail apaixonado. Ela começou a desenvolver o site web Runnermax.com no final de 2015.
seis meses mais tarde, o público internacional cresceu para mais de 30 000 visitantes únicos por mês. O site é regularmente complementada como uma fonte valiosa e precisa de informações.

Em junho de 2016, na sequência do início do runnermax, sua vontade se torna runnermaxstore.com Runnermax.com.

O problema ?
Quando você ter participado todas as corridas organizadas nas proximidades de sua casa, você não iria gosta de descobrir novas raças, novos locais turísticos, os novos destinos que permitem que você misturar umas férias em família com o prazer de executar uma nova corrida?

Mas como você pode se informar de todos os eventos de corrida organizados em torno Brasil?

agências de viagens especializadas oferecem apenas um punhado de eventos em execução. Sempre o mesmo. Os que recebem a atenção dos meios de comunicação e que você já sabe. E os pacotes propostos nem sempre são acessíveis.
E goggling para novas raças pode ser bastante trabalhoso, e na maioria das vezes vai deixar você saber de correr eventos que já foram executados …

Em suma, é muito frustrante para executar as mesmas corridas, por falta de um serviço facilitando o processo de descoberta de novas corridas ao redor da América do Sul

A solução
Runnermax, tem torna-se após o início da Runnermaxstore.com, o maior calendário de execução com mais corridas referenciados em diferentes países.

Quer se trate reúne algumas dezenas de corredores de dezenas de milhares, há sempre uma corrida organizada em algum lugar, em qualquer época do ano.

Sobre esta base de dados, Runnermax oferece um conjunto exclusivo de ferramentas para ajudar a selecionar a sua próxima corrida ou evento:

Navegando através do calendário: Você não tem uma pista, mas você está curioso. Navegação através do calendário permitirá que você começar a formar toda a base de dados e encurtar a sua lista de raça selecionando critérios diferentes: o tamanho da raça, preço, data, meio ambiente (estrada, fuga, montanha, …). Clique no ‘Calendário’: opção / calendário do menu principal.
palavra-chave pesquisa: você já ouviu falar sobre uma raça específica, ou a região onde é suposto ser realizada? A busca de palavras-chave vai deixar você digitar algumas palavras-chave para encontrar a raça que você está procurando. Use a caixa de pesquisa no canto superior direito do site.
localizador de corrida: você gostaria de correr em uma região específica. Você está viajando para férias ou para uma viagem de negócios e gostaria de entrar em uma corrida, enquanto você estiver ausente. Use nosso localizador de raça única