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E a sua mente, te ajuda ou atrapalha?

A nossa mente tem um grande poder sobre nós; e se você ainda não acredita nisso, comece a observar!

Comecei a correr porque buscava bem estar emocional, já que o meu na época na estava lá assim tão bom. E segundo uma amiga, a corrida já tinha ajudado ela em uma situação muito semelhante, então embarquei na dela e em sua companhia comecei meus treinos.

De fato a atividade física me fez muito bem na época e até hoje faz! Mas me lembro muito bem, que quando me sentia triste, queria sair para correr porque sabia que quando terminasse meu treino eu estaria me sentindo melhor… Como uma terapia.. Quando você fala e sai aliviado, e olha que eu sei muito bem como é isso! (Risos)

Às vezes fico mais observadora a respeito de como minha mente está na corrida, durante treinos e provas. Porque sei que sem nos darmos conta acabamos influenciados por pensamentos não tão motivadores.

Sei que a mente tem um papel muito importante quando se trata de esporte/superação, afinal do que adianta estar bem fisicamente se a sua mente não ajudar.

Nos treinos que fiz para o Desafio das Serras no qual corri em dupla, aprendi certas coisas.. Outras ainda estou aprendendo. Foi nesses treinos que comecei a mudar meus pensamentos principalmente quando estava em uma subida… a não desistir de chegar no topo correndo. Paciência, essa é a palavra!!

Também tive treino no qual foi intenso e a vontade de vomitar era grande, devido ao esforço. Subidas na qual antes não fazia correndo, estava lá eu fazendo, e não foi uma vez só não, foram várias vezes no mesmo treino. E o que treinei mais do que o corpo fi a minha cabeça, para não me deixar parar.

Há dias que fui treinar não tão afim e no final foi um dos melhores treinos, detalhe que isso sempre acontece.

Assim como nossos pensamentos podem nos levar longe, podem nos fazer parar no meio do caminho. Estou aprendendo a ter minha cabeça a meu favor, e cada treino que consigo fazer algo a mais é uma alegria e satisfação imensa.

E você está treinando a sua mente?

KTR Itamonte – Dura, difícil, mas renovadora

A penúltima etapa do ano, da KTR – Kailash Trail Run , foi realizada na cidade de Itamonte – MG.

Itamonte fica ao sul do Estado de Minas Gerais, fronteira com os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Situada na Serra da Mantiqueira.

Foi lá que aconteceu talvez o percurso mais bruto que já ocorreu na KTR! (relato de Chico Santos, e Gilliard).

Como para mim foi minha 1ª KTR, essa com certeza ficará para a história, de tão difícil que foi! E posso dizer que experiência em provas de montanha eu tenho. Já participei de muitas provas pequenas , e ainda tenho 3 maratonas e 1 ultra de 50k, que teve muita altimetria.

Mas essa etapa da KTR surpreendeu a todos!

No congresso técnico, que foi realizado na sexta, bem na praça da matriz, aonde também foi montada a estrutura para entregas de kit, já tivemos as surpresas.

Congresso Técnico
Congresso Técnico

Muito ganho de elevação para distâncias tão curtas. Na distância longa, que acabou sendo 26k, o desnível total da prova foi de quase 5000m.

Já na média  que foi de 21k, na qual me atrevi a fazer, foi de desnível total  de quase 2800m. E ainda teve a distância curta de 10k.

A largada da distância média, ocorreu às 9h de sábado, na pousada Refúgio Alto da Montanha, bem ao lado de uma bela cachoeira.

Dali largamos sentido montanha. Foram praticamente 7km de uma trilha cheia de arbustos, e na subida. A minha estratégia sempre foi me poupar ao máximo no início da prova, para da metade pra frente conseguir render mais.

Após essa subida teve a divisão do percurso médio, para o longo. E seguimos em frente rumo a outra trilha muito fechada, com muito cipó, que não dava para desenvolver.

Quando acho que teremos um alívio, o pior da prova está por vim. Uma trilha na beirada da montanha de muita, mas muitaaaa subida. Escalada e força . O jeito era ir agarrando as árvores, para que elas ajudassem a subir. Minha sorte que eu estava de luvas, senão tinha furado a mão. Fora isso, íamos escalando nas pedras. Foi muito duro! Desesperador!  A única solução era manter o foco, o ritmo, para tentar acabar rápido! Mas não acabava!

Teve quilômetro que fiz em 30minutos. Eu só sei que foram os 4Km mais duros que presenciei!

Quando consegui chegar ao 1º topo da montanha, com 2:52 de prova, e com apenas 11:300 percorridos, eu chorei! Ali consegui contemplar o visual, gravar um vídeo, agradecer e chorar. Foi muito insano!

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Após fazer minha primeira alimentação da prova. Segui para a 2ª parte.

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Não tão dura como a primeira, mas muito travada. Não dava para desenvolver! Correr nem pensar! Era um capim amarelo alto, cheio de armadilhas. Ali não tínhamos a visibilidade para correr, e um vacilo podia machucar.

Segui assim até o km 15:500, aonde tinha um ponto de água natural.

(A KTR, é uma prova de total auto-suficiência, não existe pcs para hidratação e alimentação, somos responsáveis por tudo isso).

A partir do km 15:500 deu para correr. Pegamos um pequeno estradão, seguido de trilha single track, para finalizar a prova no mesmo local da largada.

Fechei os 21k com 4:35:50, toda arranhada, suja, cansada.

Claro que chorei! Foi um desafio e tanto! E uma experiência sensacional! Dura, dolorida, difícil, mas renovadora.

Ano que vem volto para alguma etapa da KTR. Mas vou para o longo. Vamos ver o que acontece! O importante é  #nevergiveup.

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Mizuno Uphill: A trajetória de uma grande conquista – by Rodrigo Falcão

Foram 396 dias de espera, entre o momento da pré inscrição até o dia da Maratona, durante o período, vários acontecimentos e sensações como ansiedade, fatalidade, incertezas, fisioterapias, recuperação e treinos, nortearam minha caminhada até a conquista do objetivo, a Uphill Mizuno Marathon Serra do Rio do Rastro.

Imponente, Serra do Rio do Rastro
Imponente, Serra do Rio do Rastro

Em maio de 2015, tomei conhecimento da prova através de amigos que mostraram o famoso vídeo do Sapo (Propaganda da Uphill de 2014), ao assistir, de forma instantânea instigou minha vontade em participar da prova.

Ao abrir a pré inscrição da prova, uma grande amiga realizou a minha inscrição, porém ainda ocorreria o sorteio.

Nos meses de junho e julho comecei a treinar longas distâncias com o intuito de ganhar resistência e rodagem, porém no dia 13/07, ao treinar em um avenida de SJC, fui atropelado e conduzido ao hospital.

Alguns dias depois, ao retornar ao médico, e verificar minha ressonância, ele constatou que meu menisco estava esmagado e tinha afetado um pouco da cartilagem, informou ainda, que eu nunca mais iria correr uma prova longa. Ao sair da clínica chateado e com raiva, recebo a informação que estava entre os corredores sorteados a participar da prova. Era um sinal !

Após mais de uma centena de sessões de fisioterapia, onde o vídeo da prova me acompanhou diariamente, motivando e incentivando a acreditar no objetivo; sendo acompanhado por uma assessoria de corrida, onde profissionais direcionam o melhor caminho através de treinamentos específicos, cheguei preparado para participar da prova.

Na véspera da prova, diversos aspirantes a ninja runners se encontraram no aeroporto de Congonhas-SP, com destino a cidade de Juaguaruna-SC. Antes da decolagem, fomos muito bem recebidos na aeronave e os atletas estavam super empolgados.

Ao chegar na cidade, encontramos pessoas acolhedoras, amigas e dispostas a nos ajudar da melhor forma. Em Treviso, durante a retirada do kit, encontramos um ginásio com uma grande estrutura, tudo bem organizado, contendo produtos da Mizuno, local para massagem (sem filas) e muita comida (lanches, biscoitos, bolos, café e sucos) a disposição dos atletas.

No dia da prova, após uma boa noite de sono e almoçando mais cedo em Lauro Muller, tendo em vista que a largada da Maratona ocorre as 15hs, partimos para Treviso no aguardo da largada.

Antes da largada em Treviso
Antes da largada em Treviso

Antes da largada, a organização surpreendeu os atletas com uma apresentação japonesa com os tradicionais tambores da cultura japonesa e escutamos o famoso áudio do sapo; logo não teve como não lembrar da trajetória, dos familiares e amigos, das mensagens e segurar as lágrimas na largada.

Durante a prova, as pessoas das cidades nos motivavam, principalmente as crianças.Ao chegarmos ao Paredão da Serra do Rio do Rastro, confesso que ao olhar, a danada assusta e logo São Pedro tratou de nos mandar aquele dilúvio para abençoar nossa subida.

Rodrigo durante a subida da Serra
Rodrigo durante a subida da Serra

Por fim, os 42k viraram 44k e as dores no corpo e o cansaço quase atrapalham a nossa conclusão, porém nada iria tirar o gosto da nossa conquista!

 

 

Eu e a Montanha – Desafio das Serras.

Ter o privilégio de poder correr 2 dias e meio a Serra da Mantiqueira e ainda acampar ao seus pés é uma oportunidade que não se tem todo dia, e graças ao Desafio das Serras pude viver essa experiência e tenho o prazer de compartilhar com vocês.

Mesmo treinando várias vezes nesta mesma montanha e conhecendo boa parte do percurso, a sensação de correr foi completamente nova, é uma energia que contagia, a ansiedade da largada, os corredores, tudo deixa o espetáculo mais bonito.

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Largada Desafio das Serras 1º dia.

A praça de São Francisco Xavier ficou pequena para tantos corredores, uma mancha azul tomou conta da cidade, e às 8:35 foi dada a largada para ambos os percursos ( 40 e 80 quilômetros ) optei por participar dos 40k solo, o primeiro dia teríamos que percorrer 20k até o acampamento, o primeiro dia tem o percurso mais lento e técnico, foram praticamente 11k de subida passando por estrada de terra e single track. Por conhecer o caminho e gostar de trilhas mais técnicas imprimi um bom ritmo e consegui passar alguns atletas; com isso me distanciei do pelotão mas sem avistar os ponteiros, estava correndo sozinho.

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Trilha do Jorge.

Tudo caminhava como planejado, mas às vezes o nosso corpo não responde como esperamos, próximo do fim da interminável subida já havia sentido algumas fisgadas nas panturrilhas, mas nada fora do comum, mas o que era um incômodo virou um pesadelo, praticamente elas ganharam vida, nunca tinha sentido tanta dor como senti naquele momento. Mas meu foco era o fim da prova, não passou pela minha cabeça desistir, poderia terminar andando mas desistir não. Me hidratei, comi um chocolate, e ali era hora de um incentivo extra, e a música pelo menos para mim ajuda muito, selecionei o álbum Canterbury do Ginger Runner e voltei a correr.

Estava na parte mais bonita da prova, a travessia da Serra do Poncianos rumo a Pedra Partida, tentei correr o máximo que pude, gritei, cai.. mas levantei e segui a diante, chego na parte mais crítica para mim, apesar de ser uma pequena escalaminhada as pernas não respondiam muito bem o que me passou uma insegurança, mas a organização colocou algumas cordas que ajudaram e muito, alcanço o cume e ambas as panturrilhas travam, fico alguns segundos parado sofrendo com as dores mas ao mesmo tempo feliz por ter conseguido chegar até ali e ter  uma vista maravilhosa da cidade de Monte Verde e São Francisco Xavier.

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Vista Pedra Partida, ao fundo Monte Verde.

Chego na parte mais técnica da prova uma descida com muitos obstáculos, eu adoro aquele lugar e tive o privilé3gio de treinar inúmeras vezes neste trecho, e para descer as pernas respondiam bem, volto a correr bem e o sorriso logo toma conta, eu sabia que a partir daquele ponto teria mais 5 quilômetros de prova sendo uma descida em uma trilha larga e rápida até o acampamento; consigo manter um bom ritmo mas as dores sempre estavam presentes, sai da trilha e chego na estrada de terra que leva ao acampamento, um trecho curto mas parecia não ter fim, tento manter o ritmo mas era difícil, caminho, corro e fico nesta troca até avistar as barracas, ali tive a certeza de estar chegando, sorriso no rosto e aquele gás final para cruzar o pórtico.

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Descanso merecido.

Finalizei o primeiro dia com 3h de prova e a 20ª colocação nos 20k solo.

Continua…

Desafio das Serras 40k-2° dia: Uma experiência ímpar!

Correr dois dias seguidos, sempre vai ser um desafio. Já tinha feito treinos que simulamos dois dias de prova, mas na hora é outra história, seu corpo pode responder diferente e seu desempenho mudar muito de um dia para o outro.

O segundo dia era predominante de descida e estrada de terra. Dada a largada eu e meu namorado saímos, cortamos algumas pessoas para tentar ficar um pouco mais a frente. O dia estava agradável, e não tão quente como no dia anterior. Corpo estava respondendo melhor, mas ainda teríamos dois trechos com subida, onde as pernas ainda iam sentir um pouco.

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2 dia. Foto: Henrique Boney

Primeiro trecho aproximadamente no 5k e depois um trecho mais longo por volta do 10k, onde passamos por um pasto e com uma vista incrível. No horizonte muitas montanhas, verde, vacas pelos pastos e as pernas queimando da subida.

Depois da última subida mais estrada de terra, nesse trecho nossa amiga Carmen já estava correndo conosco, passando por vários trechos em que ouvíamos o barulho de água corrente, correndo, conversando, aproveitando muito bem a prova.

Até que avistamos a cidade, e estamos bem próximos a linha de chegada, mais um pouco de estrada, asfalto e logo entramos na rua da praça onde nos levava até o pórtico de chegada; uma leva acelerada no ritmo e chegamos os 3 juntos no segundo dia desse super evento!

Fiquei muito feliz por ter me sentido melhor no segundo dia, e por toda experiência compartilhada nesses dois dias. O segundo dia foi bem proveitoso e cruzar a linha de chegada com pessoas queridas é muito bom.

Uma desafio que antes chegou parecer muito difícil de concluir, algo distante e num piscar de olhos tudo aconteceu, de forma rápida e intensa. Logo depois de cruzar a linha de chegada o sentimento de felicidade tomou conta de mim. Fotos, bate papo, planos para a prova do próximo ano (sorriso largo).

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Valeu cada minuto dessa experiência ímpar e todos os aprendizados que ela trouxe, porque com certeza é uma prova que marca todos aqueles que participam e deixa um gosto de quero mais.

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Desafio das Serras 40k – 1° dia : Começa a aventura

Ano passado foi a primeira vez que ouvi falar sobre o Desafio das Serras, cogitei a possibilidade de participar mas por N motivos acabei não participando do evento, mas fui para acompanhar e esperar meu namorado que correu os 80k. Ele simplesmente adorou a experiência e disse que esse ano teríamos que fazer a prova.

Confesso que esse ano eu comecei animada para ir, mas depois me questionei inúmeras vezes se deveria fazer a prova. Meu namorado me convidou para fazer dupla mista com ele na prova, ou seja, correríamos dois dias um ao lado do outro, e teríamos que cruzar a linha de chegada juntos.

Treinamos juntos várias vezes, e eu questionei inúmeras vezes também, o fato dele querer correr comigo, afinal ele corre mais que eu, e sempre eu escutava dele: “Porque eu quero correr com você”… “Se quisesse ir por causa de tempo iria sozinho”…. “É seu primeiro Desafio das Serras e quero estar com você”… e eu tentando trabalhar o meu psicológico nesse tempo. Passaram se os treinos e chegou o dia.

A aventura já começa na hora de fazer uma única mala para os dois, com saco de dormir, isolante térmico entre outros, e na hora de fechar a mala…risos!! Fomos a São Francisco Xavier –SP na sexta a noite retirar nosso kit e despachar a mala para o acampamento. Sábado levantamos cedo e fomos para São Francisco junto com nossa amiga Carmen. Tudo pronto, e largamos para o primeiro dia, 20k com muita subida.

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Início primeiro dia. Foto: Henrique Boney

Já conhecíamos metade do percurso do primeiro dia, e já tínhamos treinado por lá, então sabíamos o que estava por vir em partes. Estava bem quente, e sofri com o calor, meu desempenho não estava como nos treinos e lógico o psicológico pegou. Meu namorado falando comigo, perguntando se estava bem, e dando dicas para que eu controlasse melhor minha respiração, afinal acabei ficando “nervosa” como diz ele, e isso reflete diretamente em como respiro. Existi uma cobrança muito grande que tenho comigo mesma, ainda mais quando corro com alguém, e nesse caso não podia falar para ele ir na frente e me deixar. A sensação que tenho é que estou prendendo a pessoa, muitas coisas a ser trabalhado ainda nesse ponto. E o pior e que sabia que em algum momento da prova isso ia pegar, e foi logo no começo.

subida trilha rumo ao mirante. Foto: Geraldo Pestalozzi
subida trilha rumo ao mirante. Foto: Geraldo Pestalozzi

São Francisco sempre com lindas paisagens, passamos por vários pontos com água, trechos que pareciam bosques, além que cair umas duas vezes (risos). E como correr na montanha tem companheirismo durante o percurso, meu namorado foi animando alguns pessoas que iam parando no caminho, achando que o cume ainda estava longe, e também oferecemos ajuda aqueles que não estavam passando bem.

Depois de uma longa, longa subida começou o trecho de quase 7k de descida e estrada que nos levou até a chegada do primeiro dia e acampamento. Faltando pouco para chegar, da estrada vimos as barracas e também escutamos a música que vinha do acampamento, e deu aquele gás para dar chegar. Saímos da estrada, e última subidinha que terminava bem na linha de chegada.

Concluído o primeiro dia de Desafio, um ao lado do outro e com certeza com mais aprendizados.

Sorriso no rosto, amigos nos esperando, e ainda tinha muita coisa para vivenciar nesse final de semana que estava só começando.

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Chegada primeiro dia. Foto: Carmen Romanillos

A Muralha Marathon: o grande desafio – by Fernanda Granja

Há três anos tenho como objetivo fazer uma maratona por ano. Faço isso com o intuito de me manter disciplinada tanto nos treinos como na alimentação e com isso tentar me manter em forma.

Escolhi a SP City Marathon da Asics como objetivo principal de 2016, porém qual foi minha surpresa quando algumas semanas antes dessa prova meu treinador Alan Zonzini me falou sobre uma outra maratona – A Muralha – e me perguntou se eu não gostaria de fazer também. Claro que minha primeira reação foi dizer não; ainda mais quando soube que a prova seria subindo de Penedo a Visconde de Mauá e a data seria apenas três semanas após a Asics!

Depois de algumas conversas com meu treinador e com meu marido – Hector – que decidiu fazer a prova, fui convencida a encarar o desafio.

Fiz apenas dois treinos específicos com subidas significativas e após o segundo treino me senti um pouco mais confiante mas fui para a prova muito ansiosa e com apenas um objetivo em mente: terminar dentro do tempo proposto pela organização.

No fim de semana fizemos uma viagem muito agradável para Penedo. No dia anterior a prova fomos até Visconde de Mauá para a retirada do kit; conversamos com alguns corredores e pessoas da organização o que só fez aumentar minha ansiedade e expectativa.

Fernanda e seu marido Hector antes da prova.
Fernanda e seu marido Hector antes da prova.

O dia da prova amanheceu um domingo chuvoso o que me deixou um pouco preocupada pois não gosto de correr com chuva. Na hora da largada porém, a chuva deu uma trégua e a temperatura agradável facilitou muito o andamento dos primeiros kilometros.

A vista maravilhosa e a atmosfera positiva da prova me fizeram sentir cada vez melhor durante todo o percurso e fiquei surpresa ao perceber que tinha passado com folga no ponto de corte!

Isso me motivou ainda mais a encarar o trecho até o kilometro  30 que seria a subida mais dura. Cheguei me sentindo ótima no kilometro 34 e encarei com coragem o trecho final que para mim se revelou o mais difícil da prova!

Chorei de alegria ao perceber, na chegada, que havia concluído a prova num tempo muito melhor do que eu esperava e ao final de tudo a grande surpresa: fui chamada para o pódio pois fiquei em segundo lugar da categoria feminino amador!

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Participar da prova A Muralha foi uma experiência única pois tive a oportunidade de encarar um grande desafio, em uma prova com uma organização impecável e ainda não apenas atingir mas superar meus objetivos. E agora estou pronta: que venham novos desafios!

Fernanda Sá Granja

O inesperado top 20 – por Mari Brugger

Asics Golden Run 21k – por Mariana Brugger

Essa prova não estava no meu calendário do semestre e resolvi competi-la poucas semanas antes a convite da Asics, desde então resolvi continuar meus treinos com subidas, os que já estava fazendo para o desafio Beat The Sun que competi há pouco mais de um mês.

Cheguei em São Paulo na sexta feira, tive alguns compromissos ao longo do dia e a noite fui conhecer um pouco da vida noturna da cidade. Mesmo com poucas horas de sono acordei cedo e fui no Ibirapuera fazer um treino para soltar a musculatura e prepara-la para a prova. Almocei com alguns amigos do grupo Bio2 Organic, que até então eram virtuais e a noite aquele tradicional jantar de massas em uma cantina super charmosa com amigas.

Dia da prova, despertador tocou as 4:20, comecei a me arrumar e me dei conta que o café da manhã do hotel não abriria a tempo e tudo que eu tinha no quarto era uma garrafa de água e géis de carboidrato que usaria ao longo da prova, depois de 5 minutos de desespero minha amiga Luciana me ofereceu um café da manhã na casa, ufaaaa, então peguei um táxi e fui encontra-la. Saímos da casa dela correndo e 1 km depois já estávamos no lugar da largada, deixamos nossas coisas no guarda volumes e fomos para o funil da largada.

Larguei sem muita pretensão de fazer meu recorde na distância que era de 1h35 já que o percurso era muito travado e com grandes subidas e não consegui chegar cedo e pegar uma boa posição no funil de largada, comecei a prova com o pórtico marcando quase 3′, falei até com a minha amiga Luciana que seria impossível conseguir a medalha Top 20 já que ela é recebida por ordem de chegada e não pelo tempo líquido de prova.

Passei pelo pórtico de largada com uns 3 minutos depois e muita, muita gente estava na minha frente, então o primeiro km foi bem devagar e desviando das pessoas, no segundo já comecei a conseguir colocar o pace que estava pensando em fazer, 4:30/km, fui assim ate o km 4, quando comecei a me sentir muito bem e decidi ser ousada e ariscar tudo, baixei muito e virei os primeiros 5km para 4’27″/km, continuei acelerando e os outros 5km já saíram para 4’17″/km os outros 5km saíram para 4’19″/km com a subida da brigadeiro e os últimos 6km pace de 4’14″/km ou seja, uma prova perfeita, progressiva e muito forte!

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Quando cruzei a linha de chegada e fui recebida com a linda medalha de TOP 20 transbordei de felicidade por ter sido algo super inesperado pra mim!

No resultado geral fiquei em oitavo lugar! Agora fico na vontade de fazer um sub 1h30, quem sabe ainda esse ano.

Meu próximo desafio será o mundial de IRONMAN 70.3 na Austrália dia 4 de setembro. Torçam muito por mim!

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