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The North Face: Lavaredo Ultra Trail 2016

A décima edição da The North Face Lavaredo Ultra Trail, em Dolomites no norte da Itália tem início nessa sexta feira, 24 de junho ás 23 horas (18 horas horário de Brasília), no centro de Cortina. As ruas da cidade ficarão iluminadas com centenas de lanternas na qual guiarão os atletas pelos primeiros quilômetros de prova entre as montanhas de Dolomite.

Esse grande evento reúne atletas do mundo inteiro que terão tempo limite de 30 horas para completar a prova. Os atletas irão encarar 119km de trail pelas lindas montanhas com um ganho de 5.850 metros positivos.  Dentre os atletas de elite tem as brasileiras Fernanda Maciel e Manu Vilasecca.

Os participantes irão passar por lugares incríveis no Dolomites, entre eles: O Cristallo, o Tofane, Cinque Torri e claro de Tre Cime.

Dolomites 3 Cime di Lavaredo
Dolomites 3 Cime di Lavaredo

 

E para aqueles atletas que ainda não querem encarar os 119km mas desejam quebrar a barreira dos 42km da maratona, tem o percurso de 47km que ocorre amanhã, sábado dia 25 de junho com largada pela manhã. Os 1.300 atletas terão 12 horas para completar o circuito circular que irá seguir os primeiros 10km e os últimos 37km do percurso longo. Um evento e tanto para os apaixonados pelo trail.

Para acompanhar o evento:

http://www.ultratrail.it/en/

Review: Salomon S-Lab Sense 4 Ultra SG

Uma das grandes dúvidas que vejo hoje, tanto entre amigos ou em grupos de trail é em relação ao tênis, a variedade de tênis para o trail vem crescendo muito nestes últimos 2 anos, mas posso dizer que vai depender do seu objetivo, da sua pisada, formato do pé e do seu bolso.

Primeiramente a marca francesa Salomon é mais conhecida mundialmente quando o assunto é trail run, com uma gama de produtos ( roupas, mochilas e tênis ) de primeira linha não importa o terreno ou condições climáticas, sempre haverá um produto para você. E além da linha comercial a Salomon desenvolveu junto com seus atletas a linha S-Lab que é focada em performance e o Sense 4 foi um destes resultados, e seu principal desenvolvedor é nada mais nada menos que Kilian Jornet o melhor corredor de montanha do mundo e principal representante da marca.

jornet
Kilian Jornet – Zegama 2016.

Geralmente o valor de entrada para um tênis trail é 399 reias e chegando até 1080 reais para tênis com um design voltado mais para performance. Hoje vou falar de um modelo performance, o Salomon S-Lab Sense 4 Ultra SG, adquiri ele recentemente e muitas pessoas me perguntaram o que achei do modelo, se vale a pena ou não, se é caro. Para responder estas e possíveis outras perguntas vou fazer um review diferente, vou dar a minha opinião sobre o calçado e não entrarei na parte técnica pois já tem muito deste tipo de review na rede.

salomon sg
Salomon S-Lab Sense 4 Ultra SG
salomon ultra
Salomon S-Lab Sense 4 Ultra

 

A linha Sense já está na sua 5 geração, mas para o mercado brasileiro temos a disposição a 3 e a 4 versão; algo que alguns não sabem é que este modelo tem 2 variações, o ultra que é o modelo branco e vermelho e o ultra softground (SG) vermelho e preto, a estrutura é a mesma mas o que muda é o solado e pelas corridas que vou fazer e minha característica de corrida optei pelo SG por ter mais cravos e uma durabilidade um pouco maior que o ultra.

Foi sempre meu sonho de consumo, não apenas por ser o tênis que o Kilian desenvolveu mas pro ver que muitos corredores de ponta usavam e falavam muito bem, após quase 2 anos de trail consegui ter o meu, e acertei na escolha e usarei ele na maratona dos perdidos.

Já rodei mais de 100km com ele em diferentes tipos de terreno e gostei do resultado, a essência do SG é para terrenos mais macios e molhados (seca muito rápido), mas mesmo em estradão, pastos e pedras ele se da bem. O acabamento é de primeira linha, solado perfeito e ainda é bonito. Mas o conforto foi deixado um pouco de lado, ele é mais minimalista, é feito para performance, para quem tem uma pegada mais agressiva, busca melhorar o tempo ou a técnica no trail.

Não recomendo como primeiro tênis, teste outros modelos mais de entrada e a si mesmo, para poder se conhecer e assim fazer um bom investimento de acordo com o seu objetivo, pois o Salomon S-Lab Sense 4 Ultra SG hoje está ente 799 a 1080 reais em terras canárias.

Espero que tenham gostado, qualquer duvida só deixar nos comentários e em breve faço de outros modelos.

Contagem Regressiva para a Maratona dos Perdidos

Há dois finais de semanas começou os treinos ainda mais específicos para a prova, que agora está aí, batendo na porta! Falta apenas um mês!!

Nesses treinos são para testar alguns equipamentos, roupas e também alimentação, isso entra tanto suplementos, quanto alimentação sólida e líquidos.

Nunca me adaptei bem ao carbo gel, sempre tive dificuldade na digestão e um pouco de refluxo, mas nos últimos meses se tornou mais difícil ainda ingerir esse tipo de suplemento. Então optei por consumir em quantidade reduzida e em apenas algum momento específico da prova ou treino.

Nos últimos treino passei bem sem carbo em gel, consumi apenas metade em um dos treinos, já na reta final. Tenho consumido mandioca ou batata doce cozida com sal, bananinha, chocolate, mix de castanhas com frutas secas, água e isotônico.

Há pequenas variações na alimentação de um treino para o outro mais no geral esses são os itens que levo geralmente. Me adaptei bem e as dores de estômago e refluxo estão quase zero, agora dificilmente sinto indisposta devido a alimentação.

Nesse primeiro treino em que rodei por 5 horas e meia , bem no início do treino comecei a sentir a canela e panturrilha esquerda, a sensação era de estar queimando. Tive que diminuir o ritmo, perna pesada e em alguns momentos cãibra.

Começar um treino longo sentido dores é um pouco frustrante, e a vontade de parar foi grande por inúmeras vezes, e perguntas como: Será que essa dor vai me acompanhar durante todo o treino? Seria melhor parar e não forçar?

Porém também pensei que isso poderia estar acontecendo no meio da prova, e que precisava trabalhar a minha mente para essa dor e situação, afinal não iria desistir de uma prova que me preparei por meses.

Meu treinador me orientou a comer algo com sal e tomar um pouco de isotônico, e também como alongar devidamente. Depois de um pouco mais de 1 hora de treino as dores começaram a passar e o treino finalmente fluiu melhor.

Ainda senti um pouco de cãibras durante o treino, mas foram poucas em momentos isolados, mas para quem começou o treino com dores, consegui terminar bem o treino depois de 5 horas e meia.

Nesses treinos conhecemos melhor ainda nosso corpo, seus limites e também temos a oportunidade de trabalhar a nossa mente, principalmente quando estamos com alguma dor e a vontade de parar bate algumas vezes.

Terminei o treino feliz por não ter desistido e parar o treino no início por causa da dor, e a melhor parte e ter finalizado me sentindo bem fisicamente.

 

Treino trail em São Francisco Xavier

O local escolhido pela assessoria desta vez foi em São Francisco Xavier – SP em uma propriedade privada chamada Pouso do Rochedo.

O percurso curto tinha 6km e o longo 10km. Para os atletas que fossem treinar mais de 10km teriam que repetir o percurso longo. O percurso curto é todo em single track de uma longa subida e termina no Mirante do Cruzeiro com uma linda vista para as montanhas.

O percurso longo teve inicio em estrada de terra, subindo 2km e descendo esses mesmos 2km até então ter início da trilha. A trilha começa passando ao lado de várias cachoeiras, com muitas pedras, chuva de dia anterior e ambiente úmido foi preciso muita atenção e diminuir um pouco a velocidade pois estava bem escorregadio. Após o trecho de cachoeiras uma longa trilha em zigue-zague, também escorregadia devido as folhas no percurso.

Dia estava ensolarado, muito agradável; a trilha muito bonita e com visual incrível. Ao chegar ao topo uma parada rápida para alimentação, foto e logo em seguida sai para a descida. Uma descida rápida, porém de muita atenção pois estava escorregando muito, houve trechos que a sensação era de estar esquiando sem freio devido ao lodo. Então a solução foi correr mais nas beiradas da trilha onde mesmo com grama e folhas estava menos escorregadio do que no meio da trilha.

Ao final da descida, mais um pit stop e partimos para a segunda volta. Dessa vez fizemos apenas o trecho de 6km de single track. Afinal prova alvo está se aproximando e não podemos deixar de treinar subidas.

Finalizei o treino com 16km e satisfeita com o desempenho no treino. Com certeza mais um local para voltar e treinar mais vezes!

X Terra Ilhabela – 24,5k Night Run

 

A pouco mais de um ano, após começar a me dedicar as corridas de montanha conheci Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Juntamente com a assessoria na qual participo fui para treinos e depois participei do meus primeiros 21k trail no Xterra em agosto do ano passado.

Esse ano decidi participar da edição noturna que aconteceu em maio em Ilhabela, e minha amiga Luciene me acompanhou nessa prova.

A largada foi na praia do Perequê, e saímos sentido ao Baepi, com trecho de paralelepípedo e com maior inclinação da prova, porém a prova não passou pelo pico do Baepi. A prova teve trechos de paralelepípedo e single track durante todo o percurso.

Devido a um pouco de chuva nos dias que antecederam a prova, o trecho de trilha estava úmido e escorregadio, o que tornou ainda mais desafiador já que no escuro e somente com a lanterna de cabeça torna- se mais difícil visualizar os obstáculos a frente.

Assim que entramos no primeiro trecho de single track uma subida e logo depois uma descida onde começou a distanciar mais os participantes devido a velocidade e confiança de cada um com o terreno.

A prova também passou pela estrada de terra que leva ao parque de Castelhanos, um trecho longo de subida porém não muito íngreme. Ao chegar na entrada do parque entramos em uma trilha a esquerda e percorremos um trecho de single track, subida com vários troncos pelo caminho exigindo ainda mais atenção. Ao sair do trecho de single track o relógio marcava 16,5k e a partir dali era descida e trecho plano até a chegada na praia do Perequê.

Uma noite de temperatura agradável e com uma leve e rápida garoa durante a prova. O mais interessante da prova noturna com uma distância mais longa é que ficamos sozinhos em vários trechos por um longo período, principalmente em single track o que é um excelente trabalho para a mente, pois no escuro torna se mais desafiador a trilha e os obstáculos já que o campo de visão é limitado e não conseguimos ver o que nos espera a frente, além dos barulhos que vem da mata e instigam.

A prova foi boa, desafiou o corpo e principalmente a mente. Fui com mochila de hidratação o que foi bom, pois teve longo trechos sem água. Porém não consegui me suplementar muito bem durante a prova, somente água e isotônico. O estômago não aceitou muito bem o gel, então apenas tomei bcaa e meio carbo em gel durante toda a prova. Por volta do 20k comecei a sentir dores no estômago, mas como faltava pouco para terminar a prova foi uma questão de administrar o ritmo até a chegada para não sentir muito.

Terminei a prova feliz e satisfeita, e com certeza voltarei para Ilhabela para outras provas.

Desafio das Serras 2016

O Desafio das Serras é um evento de 2 dias, que será realizado no dias 03 e 04 de setembro na Serra da Mantiqueira, em São Francisco Xavier (SP), com percursos médios ( de 40km a 50km) e longos (70km a 80km), feito em duplas ou solo e com percurso demarcado pela organização.

A prova basicamente se resume a uma competição de velocidade disputada em ambiente montanhoso, onde os participantes terão que em 2 dias percorrer em menor tempo diferentes tipos de terreno com um dos percursos médio (40km a 50km) ou longo (70km a 80).

A prova é feita em trilhas sinalizadas por fitas, placas, setas e orientação de monitores nos postos de controle (PC’s) com diversos graus de dificuldade graças às subidas e descidas e outros obstáculos. 

 

Tanto nos percursos médio ou longo as duplas terão as seguintes categorias:

Mista

Feminina

Masculina

Master

 

Para mais informações e inscrições click no link:

http://www.adventurecamp.com.br/?page_id=3109

 

 

Meio Ambiente: Você está fazendo a sua parte?

Dia 05 de junho foi dia Mundial do Meio Ambiente, e essa data nos deixa uma reflexão: Estamos cuidando e preservando nossas trilhas? Você descarta seu lixo no meio ambiente ou leva com você para descartar em local adequado?

O crescimento da prática esportiva tem sido significativo nos últimos anos, e com ela cresceu também a procura por esportes em meio a natureza; como por exemplo a prática do Trekking, mtb e as corridas de montanha.

Esse tipo de atividade esportiva atrai por trazer desafios, além do contato com a natureza. As empresas organizadoras de eventos esportivos seja de corridas de montanha, mtb ou aventura propagam a preservação do meio ambiente e a conscientização para que não seja deixado lixo nesses locais.

Porém ainda é possível ver lixo nas trilhas, principalmente em provas que são fornecidos água e isotônicos, podemos ver pelo caminho copos e garrafas descartados; alguns bem distantes do ponto de hidratação ou então até fora da trilha, o que dificulta ainda mais o recolhimento desses itens quando membros do evento passam ao final da prova para a limpeza do mesmo. É triste se deparar com tanto lixo nas trilhas seja em um treino, prova ou trekking.

Para que possamos continuar desfrutando das belezas naturais por muitos anos, seja praticando esporte ou a passeio é necessário termos em mente que se não preservarmos, chegará o dia em que não teremos mais esses locais com suas belezas exuberantes.

Colabore com a preservação, leve seu lixo embora em sua mochila. Em provas com pontos de hidratação, descarte somente nesses locais ou com staff do evento. Ajude a propagar a conscientização da preservação a todos aqueles que estão aderindo aos esportes em meio a natureza. Cada um fazendo a sua parte iremos manter as trilhas limpas e o Meio Ambiente preservado para que possa ser apreciado por gerações.

Pico do Urubu – Quanto mais subida, melhor!

No ano de 2015 uma companheira de equipe participou da K21 series – Pico do Urubu que ocorre na cidade de Mogi das Cruzes – São Paulo e fez bons relatos sobre a prova, então esse ano resolvemos ir junto com ela na prova e nos aventurar no percurso de 21km.

Havia chovido alguns dias antes da prova, então em alguns trechos havia muito barro, o que é diversão garantida para quem gosta de trail running. A prova foi muito boa e difícil, bem técnica tanto nas subidas como descidas.

Trechos de asfalto, terra batida e single track formavam o percurso de muita subida, foi aquele tipo de prova em que a subida não tinha fim, e quando terminava, logo começava outra.

Antes do meio da prova encontrei duas companheiras de equipe em uma das longas e intermináveis subidas, em um trecho em que quase se escala de tão íngreme, e dali fomos juntas até o final da prova. Nos deparamos com vários trechos bem íngremes durante o percurso, deixando a prova bem técnica e interessante. Fomos incentivando uma a outra e em cada momento uma estava puxando a fila.

O tempo estava nublado e agradável para correr, no topo do pico estava ventando e um leve chuvisco. Paisagem bonita ao longo da prova também. Logo após o pico veio uma longa descida, bem técnica e íngreme e senti um pouco o joelho esquerdo, mas não foi necessário parar. Além de escorregar muitas vezes devido ao terreno úmido.

Foi importante ter levado a mochila de hidratação, que a pesar da organização ter fornecido pontos de hidratação, nos trechos de single track mais longos foi essencial.

Foi uma excelente experiência, tanto em questão do nível de dificuldade da prova como o espírito de equipe com as meninas, terminamos a prova juntas e de mãos dadas, afinal além de grandes desafios a corrida também nos trás e reforça boas amizades.

Trail Run e seus desafios físico e mental

A corrida de montanha é um grande desafio tanto físico como mental, estamos constantemente em uma briga do corpo com a mente, seja nos treinos ou nas provas. Um teste de limites, que devemos trabalhar em nós mesmo, pois se a mente não estiver preparada, vamos ficar no meio do caminho.

Nada melhor do que se preparar para as provas de montanha, treinando na montanha. Ter contato com os diversos tipos de terrenos, graus de dificuldade e clima nos permite familiarizar com o que iremos encontrar nas provas e estar melhor preparado.

O treino no Pico do Baepi em Ilhabela, cidade localizada no litoral norte de São Paulo foi uma excelente experiência. O treino foi guiado pelo treinador Alan Zonini, que previamente já havia mapeado o percurso.

Não é um percurso muito longo, porém o nível de dificuldade é elevado. Iniciamos com uma subida bem íngreme em rua de paralelepípedo até o mirante. Depois seguimos do mirante até o pico, por uma trilha auto guiavel; o clima estava bem quente e úmido e a atenção para a hidratação foi essencial.

A trilha tem 5k de extensão aproximadamente com uma elevação de 1080mt positivo, saindo do ponto 0. Um treino forte, que exige preparo físico e excelente para trabalhar a mente, já que são 5km somente subindo.

Estava voltando de uma semana de pouco treino devido a uma forte gripe, e o treino foi pesado, cansaço nas pernas e respiratório mas foi possível manter um bom rendimento. Os bastões de trekking ajudam muito para manter um bom ritmo nesse tipo de treino, utilizei apenas um e foi de grande ajuda.

Ao chegar no topo é preciso muita atenção, pois há muitas pedras e a atenção redobrada para não cair. Infelizmente havia muitas nuvens e não conseguimos uma boa visão do topo, mas em dias sem muitas nuvens tem uma bela vista da Ilha.

A descida requer bastante atenção devido as raízes de árvores e folhas, que juntamente com o ambiente úmido se torna bem escorregadio, além de um trecho de bambus mais ao topo do pico, mas logo que encaixa um ritmo a descida flui muito bem.

Um treino muito bom, de esforço e que com certeza voltarei para repetir o trajeto. Belo visual, tanto do mirante como da trilha em si.

Os treinos em terrenos específicos são sempre muito proveitosos, pois são nesses treinos que conseguimos identificar os pontos nos quais temos mais dificuldades, além de testar equipamentos e alimentação para eventuais provas.