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Chamonix e trail running: a combinação perfeita – by Fabi Bernades

Eu já tinha vontade de conhecer Chamonix e como tinha um compromisso profissional na Europa, procurei em função disto um camp de corrida próximo da data que deveria estar lá.

Encontrei em Chamonix um que se encaixou com as minhas datas e mal sabia o quanto estes cinco dias na região do Mont Blanc seriam tão ricos e de tão encantadora experiência.

O objetivo do camp é trabalhar técnicas de trail running, orientação, estudo de mapas e do clima da região, em locais de absolutamente tirar o fôlego por tamanha beleza e a cada dia estavamos nós, um pequeno grupo de 4 pessoas, 3 britânicos e uma brasileira guiados pelo corredor e coach Kingsley Jones da Icicle, empresa que também oferece camp de escalada e hiking, nesta aventura.

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Chamonix é uma pequena cidade francesa cercada de cadeias enormes de montanhas, próxima a fronteira da Suíça e da Itália.

O estilo de vida das pessoas é em função da montanha, durante todo o tempo vemos as pessoas de vários lugares do mundo com seus equipamentos de escalada e corrida nos bares e restaurantes, chegando ou indo para montanha, aliás minha grande surpresa foi encontrar famílias inteiras, muitas crianças pequenas e também idosos nas trilhas da montanha.

Aqui quando vamos para as trilhas raramente encontramos outras pessoas, mas lá, não importa o grau de dificuldade do percurso, sempre encontramos pessoas nas trilhas e outra coisa que também me chamou a atenção foi a quantidade de mulheres treinando sozinhas, coisa que aqui no Brasil nos traz grande receio devido a falta de segurança.

Não houve treino com menos de 2.000m de altitude, portanto todos os dias o treino já iniciava subindo, e subindo muito!!

Nestes dias pudemos vivenciar diferentes trilhas, com pedras, dentro de bosques, trilhas abertas e estreitas cercadas por geleiras.

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Praticamos técnicas de utilização do bastão para ajudar nas subidas e descidas, técnicas para coordenar o ritmo da respiração, como subir correndo passos curtos e as descidas que em alguns momentos pareciam não ter fim.

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O principal no entanto que vi ali nestes dias, foi o quanto as montanhas são amadas, cuidadas, protegidas, admiradas, porque tudo gira em torno delas, são estudadas, há investimento e incentivo para que as pessoas conheçam as montanhas e suas maravilhas.

Não vi um único papel no chão, uma única garrafa que fosse, o que vi foi somente folhas e flores, montanhas tão altas que se tornavam azuis e trilhas belíssimas que nos convidavam a correr e celebrar a vida.

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Os 5 dias de camp e suas altimetrias:

Dia 1 – Vertical Kilometre de Chamonix 1035m para Planpraz 2035m e seguimos para La Flegere 1877m voltando pela via La Floria 1377m para Chamonix.

Dia 2 – Le Tour 1453m para Aiguillette des Posettes 2201m seguindo via Col des Posettes 1997m para Col de Balme 2191m e retornando via Charamillon to Le Tour.

Dia 3 – Le Mont 1150m para Chalet des Pyramides 1895m e para Gite a Balmat 2530m e La Jonction 2589m retornando pela mesma rota.

Dia 4 – Planpincieux 1568m seguindo para La Leche 1902m, e Armina 2009m continuando para Pas Entre Deux Sauts 2525m, descendo para Rifugio Bonatti 2025m e retornando via Armina to Planpincieux.

Dia 5 – Le Bettey 1352m para Le Plan de la Cry e Pierre Blanche 1697m e Aiguillette des Houches 2285m seguimos para Pointe de Lapaz 2313m e Aiguillette du Brevent 2310m, descemos para o Refuge de Bel Lachat 2136m e Merlet and Le Bettey.

 

Fabiana Bernardes

 

 

Próxima meta: chegar descansada- by Denise Kelen

Como comecei

Meu nome é Denise Kelen, tenho 34 anos, sou de São José dos Campos, mas moro em São Paulo há três anos e meio.

Comecei a correr (se é que posso chamar aquilo de corrida) em 2009, incentivada pelo meu pai, que sempre correu. Cresci vendo-o coordenar um grupo de corrida, na época chamado de Coraj (Corredores Associados Joseenses), e a sair de casa ao anoitecer, rumo à cidade de Aparecida do Norte (SP). Muitos corredores se reuniam no dia de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) para essa empreitada de 100 km no asfalto.

“A temperatura a noite era melhor”, diziam. Muitos não chegavam ao destino, mas tenho recordações do meu pai entrando em casa, no dia seguinte, com bolhas e mais bolhas nos pés. Missão cumprida!

Pai da Denise em corrida de rua
Pai da Denise em corrida de rua

É interessante ver que ele, há mais de 30 anos, já fazia o que se tornou hoje uma profissão, uma atividade tão disseminada e procurada: a criação e participação em grupos de corrida. A prática se profissionalizou e agora tem um nome mais bonito, ‘assessoria’. Com o avanço das técnicas esportivas e da medicina preventiva, é claro que a prática do atletismo hoje também é feita com muito mais preparado e que a recuperação dos atletas conta com tratamentos de alta tecnologia.

Meu pai e os amigos da década de 50, sem saber, já faziam ‘treinos de montanha’, outro bonito nome usado atualmente. Mas como ele mesmo diz, “aquilo era correr em barrancos”. Ah, e você acha que nesse desafio para Aparecida, eles tomavam isotônicos e usavam coletes de neon ou qualquer outro elemento refletor para ser visto pela luz dos carros? Claro que não! A única coisa que levavam era fé e rapadura.

Durante muitos anos corri apenas 5 km com meu pai porque essa distância não exigia de mim treinos regulares ou muita disciplina. A rotina de aulas aeróbicas na academia era suficiente para encarar, às vezes, algumas provas curtas de corrida de rua. As participações em provas eram esporádicas. Até os 30 anos não existiam metas, sonhos e paixão pelo atletismo.

 

Quando quebrei

É curioso pensar que foi justamente quando me apaixonei pela corrida, que passei a ter novas companhias: três hérnias na lombar. Resultado da minha falta de conhecimento e consciência corporal e, principalmente, dessa minha ânsia em querer praticar atividade física sempre de forma impulsiva, sem nenhum tipo de preparo.

Foi quando essas novas ‘amigas’ surgiram que, por ironia e teimosia, aumentei os meus percursos. Ou seja, continuei fazendo a coisa certa, da maneira errada. Durante três anos, de 2012 a 2015, vivi com cores, falava mal da fisioterapia e participava de uma prova aqui, outra ali…. Entre um Tramal e outro, fazia 5km, depois10km, em seguida 16km. Aumentava a dose do Tandrilax, do Sedilax e insistia.

Durante esses anos, a dor ia, voltava, se acentuava nas filas de banco. Na balada com as amigas, a cena era: elas dançando e eu procurando uma cadeira. Para andar de metrô, um sacrifício: descia em algumas estações para sentar.

Até que o previsível aconteceu. Em 2015, na tentativa de fazer 21km, quebrei no km 17 e quase não consegui andar. Era o dia do meu aniversário, Meia Maratona de São Paulo. Achei que o fato de ser uma data especial e de eu estar ao lado de amigas queridas que eu mesma incentivei a participar fosse me ajudar a cruzar a linha de chegada menos cansada. No entanto, nesse dia, percebi que eu realmente precisava fazer o óbvio: treinar.

 

Quando recomecei

 Depois dessa prova (ou quase prova), minha lombar pulsava sem pausa, a dor irradiava e o formigamento nas pernas e pés veio para ficar. Foi aí que, junto ao medo de perder a mobilidade, de não poder mais correr e de continuar tendo que agachar no meio da rua, veio também a (atrasada) decisão de buscar ajuda em um tripé: pilates para alongamento e fortalecimento muscular; assessoria para orientações e exercícios educativos; nutricionista para alimentação sem leite condensado (risos).

Foi difícil receber o ‘diagnóstico’ de cada profissional que fui consultar. A professora do pilates imitou o meu modo de caminhar. O que era aquilo? Era assim que eu andava? Corpo solto, jogando o quadril para os lados. Ouvi dela que essa mesma região do meu quadril parecia uma pedra de gelo, sem nenhuma flexibilidade. O treinador da assessoria concordou com esse meu jeito ‘largado’ e do consultório da nutricionista eu saí com muita raiva.

Achei que ela foi rude na maneira de me apresentar os 31% de gordura que eu tinha no corpo e o ‘mapa’ da minha alimentação que era basicamente vermelho e amarelo. Senti raiva sim, mas daquela realidade. De fato, os alimentos verdes eram uma raridade no meu prato.

Em três meses, perdi 10 quilos. Esse sentimento ruim foi necessário para que eu focasse e atingisse os objetivos. Os famosos veneninhos brancos – leite, açúcar, arroz, sal, farinha de trigo – praticamente deixaram de fazer parte da minha rotina. Outra estratégia era pegar das prateleiras dos supermercados os alimentos que eu desconhecia ou que há muito tempo não consumia.

foto esquerda - antes do acompanhamento com profissionais foto direita - depois de perder 10k
foto esquerda – antes do acompanhamento com profissionais
foto direita : Depois do recomeço e perder 10k

Mas nenhuma estratégia funcionaria se eu não tivesse amigas que já se alimentavam de forma mais saudável e me inspiravam; se meus pais não mudassem o cardápio para me receber em suas casas e se meu marido não cozinhasse para nós, substituindo as batatas assadas pelos caldos de abóbora. Tenho a sorte de ter um Chef exclusivo.

Então, com todas essas mudanças meu desempenho numa meia maratona melhorou? Não! (risos). Neste ano decidi fazer a mesma prova, a Meia Maratona Internacional de São Paulo, mas me esqueci de trabalhar um quarto ponto fundamental nesse pilar das corridas de rua: a ansiedade.

Saí de casa apressada para chegar logo ao local da prova, o que prejudicou a minha alimentação. A grande vontade de correr e de concluir aqueles 21km de curvas e subidas que tinham me desafiado no ano anterior, me fez achar que uma banana com aveia era suficiente. E quem precisa de gel, não é mesmo? Mais uma vez, faltando cerca de 3km para finalizar, as minhas pernas pararam de me obedecer.

Essa nova frustração apenas comprovou que (ainda bem), sempre haverão novos erros e, assim, novas expectativas. É um ciclo.

Eu sigo na meta de, algum dia, terminar os 21 conseguindo controlar meu próprio corpo e como diria o meu pai “chegar descansada”!

Cross Run Taubaté 10k
Cross Run Taubaté 10k

Registros de Treinamento

A maioria de nós ter treinado em uma parte de nossas vidas. Provavelmente, se você já tomou sua formação a sério você já usou um diário de treinamento ou de um diário de treinamento.

A principal diferença entre revistas de treinamento e registros de formação, é o que você documentar neles depois de cada treino ou de dia, etc. revistas de treinamento são exatamente isso. Eles são mais de uma revista em vez de um log. Eles normalmente incluem coisas como a saúde mental e como você se sentiu durante o dia ou o treino. Eles podem atingir um pouco em algumas informações estatísticas, mas isso é normalmente guardado para um diário de treinamento.

registros de treinamento geralmente são criados de fora de algum tipo de um modelo. Por exemplo. Todos os dias você preencher um formulário que tem os mesmos campos. Coisas como peso atual, treino diário, informação da dieta, são todas as coisas que podem ser colocados em um diário de treinamento em um dia-a-dia.

Eu não recomendo ir tudo uma ligação ou todos os outros, tanto journaling e registro são importantes para manter uma história efetiva de seu passado. Eu descobri através da experiência e que por conveniência é bom ter dois combinados de alguma forma. Desta forma, é sempre fácil de lembrar-se de fazer as duas coisas.

Benefícios de gravar o seu trainingThe número um benefício de recodificação sua formação é ter um histórico detalhado para olhar para trás. Isto pode ser muito útil em períodos de planeamento. Por exemplo, para descobrir o que funcionou para você eo que não tem. É muito útil para descobrir razões para lesões ou para momentos de burnout.

Alguma vez você já sentou-se e tentou planejar o treinamento com nada com que trabalhar? Se você tem algo para olhar para trás em cima de um relato detalhado sobre o que você fez ao longo das últimas semanas é fácil de planejar com antecedência, e para efetivamente aumentar a intensidade do seu treino, etc para melhorar para o futuro.

Um diário detalhado também é muito bom ter apenas para uso pessoal, e para ser capaz de olhar para trás em meses e anos passados, para lembrar contas diferentes.

Sinta-se livre para reimprimir este artigo, desde que você mantenha a seguinte legenda e autor biografia de tacto com todos os hiperlinks.

Copiado com permissão de: http://plrplr.com/46150/benefits-of-a-good-training-journal

Nove de julho, a minha revolução

Sábado, 7h,22 dias para a Maratona Asics Golden Run.

Treino: 36km

Mas eu não queria assim. Defini meta de 40km. Seria o treino para fazer o teste definitivo para a corrida.

Comecei o treino junto com minha amiga Lúcia, estávamos mantendo um ritmo dentro do previsto. No km24 nos separamos. Comecei a sentir dores nas costas e fiquei para trás. Diminui o ritmo e segui em frente, mas as dores só aumentavam, sentia como se fossem punhaladas nas costas, às vezes mal conseguia respirar. O desespero começou a bater. Não vou conseguir terminar o treino! E se acontecer isso na corrida? E agora, o que fazer?

Terminei mais uma volta, 30,600m. Paro ou continuo? Encontrei com os treinadores, combinei com eles onde eles estariam com água e pensei: qualquer coisa, volto com eles.

Decidi ir em frente, pelo menos até 38 km. Péssima decisão! 500m a frente tive que parar para respirar, muita dor. Corri mais um pouco, parei de novo. E de novo, e de novo e de novo! Doía tanto que eu não conseguia mais ficar reta, as lágrimas escorriam. Aí a cabeça começa a agir sozinha. A lógica seria parar, esperar o treinador e desistir. Se não der a maratona, desistir também.

Mas eu não treinei tanto para isso! Me revoltou pensar em desistir. Em vez disso, fui recordando do passado, das dificuldades e me veio a questão: por que continuar? Por que correr? Por que eu corro?

Eu corro por que eu POSSO correr, por que eu QUERO correr!! Não é a primeira vez que é difícil, já quase desisti em uma prova, mas não me permiti. Foi loucura, mas naquele momento eu gritei comigo: “Se eu fui até o fim daquela vez, vou de novo agora!” O tempo de desistir já passou. Nessa altura, estava nos 32km. Parei. Respirei, comi umas frutas e aliviei minha alma. Toda pressão, que eu mesma tinha colocado nos meus ombros, de manter performance, desapareceram. Só ficou a vontade de terminar. Nesse ponto, eu tinha decidido que ia fazer o treino da planilha, 36km. Então, fui em frente, foco total em cada passo, cada centímetro a mais é um centímetro a menos. De repente, só restou a alegria de correr, a expectativa da maratona. A dor estava lá, latejante, mas saiu do meu foco. O Foco era terminar. Deu 36km, eu continuei. Parei com 39km, muito muito muito feliz de ter completado. Neste treino, me conheci melhor. Nunca fiz análise, nem meditação, nada relacionado, mas senti minha mente dominar totalmente meu corpo, numa corrida selvagem, numa corrida livre. Liberdade, foi a palavra do dia!

Por Vânia Leme

Contagem Regressiva para a Maratona dos Perdidos

Há dois finais de semanas começou os treinos ainda mais específicos para a prova, que agora está aí, batendo na porta! Falta apenas um mês!!

Nesses treinos são para testar alguns equipamentos, roupas e também alimentação, isso entra tanto suplementos, quanto alimentação sólida e líquidos.

Nunca me adaptei bem ao carbo gel, sempre tive dificuldade na digestão e um pouco de refluxo, mas nos últimos meses se tornou mais difícil ainda ingerir esse tipo de suplemento. Então optei por consumir em quantidade reduzida e em apenas algum momento específico da prova ou treino.

Nos últimos treino passei bem sem carbo em gel, consumi apenas metade em um dos treinos, já na reta final. Tenho consumido mandioca ou batata doce cozida com sal, bananinha, chocolate, mix de castanhas com frutas secas, água e isotônico.

Há pequenas variações na alimentação de um treino para o outro mais no geral esses são os itens que levo geralmente. Me adaptei bem e as dores de estômago e refluxo estão quase zero, agora dificilmente sinto indisposta devido a alimentação.

Nesse primeiro treino em que rodei por 5 horas e meia , bem no início do treino comecei a sentir a canela e panturrilha esquerda, a sensação era de estar queimando. Tive que diminuir o ritmo, perna pesada e em alguns momentos cãibra.

Começar um treino longo sentido dores é um pouco frustrante, e a vontade de parar foi grande por inúmeras vezes, e perguntas como: Será que essa dor vai me acompanhar durante todo o treino? Seria melhor parar e não forçar?

Porém também pensei que isso poderia estar acontecendo no meio da prova, e que precisava trabalhar a minha mente para essa dor e situação, afinal não iria desistir de uma prova que me preparei por meses.

Meu treinador me orientou a comer algo com sal e tomar um pouco de isotônico, e também como alongar devidamente. Depois de um pouco mais de 1 hora de treino as dores começaram a passar e o treino finalmente fluiu melhor.

Ainda senti um pouco de cãibras durante o treino, mas foram poucas em momentos isolados, mas para quem começou o treino com dores, consegui terminar bem o treino depois de 5 horas e meia.

Nesses treinos conhecemos melhor ainda nosso corpo, seus limites e também temos a oportunidade de trabalhar a nossa mente, principalmente quando estamos com alguma dor e a vontade de parar bate algumas vezes.

Terminei o treino feliz por não ter desistido e parar o treino no início por causa da dor, e a melhor parte e ter finalizado me sentindo bem fisicamente.

 

Treino trail em São Francisco Xavier

O local escolhido pela assessoria desta vez foi em São Francisco Xavier – SP em uma propriedade privada chamada Pouso do Rochedo.

O percurso curto tinha 6km e o longo 10km. Para os atletas que fossem treinar mais de 10km teriam que repetir o percurso longo. O percurso curto é todo em single track de uma longa subida e termina no Mirante do Cruzeiro com uma linda vista para as montanhas.

O percurso longo teve inicio em estrada de terra, subindo 2km e descendo esses mesmos 2km até então ter início da trilha. A trilha começa passando ao lado de várias cachoeiras, com muitas pedras, chuva de dia anterior e ambiente úmido foi preciso muita atenção e diminuir um pouco a velocidade pois estava bem escorregadio. Após o trecho de cachoeiras uma longa trilha em zigue-zague, também escorregadia devido as folhas no percurso.

Dia estava ensolarado, muito agradável; a trilha muito bonita e com visual incrível. Ao chegar ao topo uma parada rápida para alimentação, foto e logo em seguida sai para a descida. Uma descida rápida, porém de muita atenção pois estava escorregando muito, houve trechos que a sensação era de estar esquiando sem freio devido ao lodo. Então a solução foi correr mais nas beiradas da trilha onde mesmo com grama e folhas estava menos escorregadio do que no meio da trilha.

Ao final da descida, mais um pit stop e partimos para a segunda volta. Dessa vez fizemos apenas o trecho de 6km de single track. Afinal prova alvo está se aproximando e não podemos deixar de treinar subidas.

Finalizei o treino com 16km e satisfeita com o desempenho no treino. Com certeza mais um local para voltar e treinar mais vezes!

O que é uma Assessoria Esportiva?

Cada vez mais o público corredor no Brasil vem aumentando, e com ele o número de Assessorias Esportivas também cresce a cada dia. Mas afinal, o que é uma Assessoria Esportiva?

As Assessorias Esportivas são compostas por profissionais de Educação Física capacitados e registrados no Conselho Regional de Educação Física (CREF). Há Assessorias que também oferecem o acompanhamento de Nutricionistas, Fisioterapeutas e serviços de Personal Trainer.

Os dias e horários dos treinos variam entre as assessorias, mas ocorrem normalmente no período da manhã e noite durante a semana e período da manhã nos finais de semana.

Hoje as Assessorias também estão expandindo e oferecem treinamento para outras modalidades além das corridas de rua, como por exemplo corridas de montanha e triathlon.

As Assessorias são para todos os tipos de corredores, desde os iniciantes até os profissionais, e os treinos são elaborados conforme as metas individuais de cada corredor. O acompanhamento especializado durante os treinos auxilia os atletas a prevenir e afastar possíveis lesões, além da carga e volume de exercícios controlada.

Juntamente com o acompanhamento especializado vem o desenvolvimento da parte técnica, que pouco a pouco é aprimorada durante os treinamentos orientados pelos especialistas. O desenvolvimento da parte técnica e melhor postura são trabalhados nos exercícios educativos em todos os treinos contribuindo também para o melhor desempenho nas corridas.

Os profissionais também auxiliam na organização de um calendário de provas, tornando assim o treinamento mais focado nas metas do semestre ou ano, resultando em uma melhor performance nas provas alvo. As próprias assessorias também possuem um calendário de provas nas quais estarão presentes e acompanhando seus atletas com suporte de tendas com guarda-volumes, café da manhã e fisioterapeutas.

Além de toda a parte técnica, ao ingressar em uma assessoria a parte social também expande. Os vários corredores que integram o grupo acabam se tornando colegas ou até mesmo amigos, trocam experiências, incentivam uns aos outros nos treinos e provas, trazendo assim também benefícios para a vida social e profissional desses atletas.

Corra com consciência.